quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Você tem algo para agradecer em 2020?

Olha lá a brasileira fazendo textinho no Thanksgiving de novo... mas será que em 2020 tem algo de bom para escrever?

Primeiramente, eu gosto de ""comemorar"" (entre duas aspas pra ficar claro que é só modo de falar) o Thanksgiving porque:

    1. Meu namorado é americano, e para manter a cultura dele viva no nosso relacionamento, faz 5 anos que, toda última quinta-feira de novembro, eu falo para ele o quanto eu sou grata por tê-lo ao meu lado (embora eu fale isso várias outras vezes no ano também).

    2. Para mim (como uma cidadã não americana) é um dia de agradecer, assim como todos os outros. Eu não tive folga no trabalho e nem me reuni com a família para comer peru, mas eu vou parar para refletir sobre tudo pelo que sou grata, só porque eu quero.

Afinal, o que é "dar graças" se não uma grande reflexão do nosso passado recente e de tudo que aconteceu de bom nele?

Eu já escrevi aqui sobre gratidão algumas vezes, e eu realmente pratico isso desde quando eu comecei a escrever no meu caderninho todos os dias, para lembrar de pequenas coisas boas num momento em que minha vida estava desmoronando. Continuo escrevendo no meu caderninho? Muito raramente. Mas ainda penso muito e, esse ano especificamente, dado os vários acontecimentos bons na minha vida, mesmo em meio ao caos mundial, eu tenho pensado silenciosamente no quanto eu sou privilegiada e grata por tantas coisas, afinal, eu sei que estar saudável, ter acesso à informação para saber me proteger da COVID, morar com meus pais e não ter sido impactada financeiramente pela pandemia, são coisas pelas quais uma minoria de brasileiros pode agradecer, e é justamente por ter noção dessa realidade que eu, como parte dessa minoria, não vou desdenhar desse privilégio.

Dito tudo isso, eu deixo claro que eu não sou daquelas pessoas que acha que "a quarentena me proporcionou tais coisas e bla bla", que "o lado bom da pandemia foi que...". Primeiro porque não existe "lado bom" da pandemia, ponto. Segundo porque a quarentena não me proporcionou nada, eu que fui atrás de fazer alguma coisa da vida porque eu estava em casa, sem aula e sem trabalho, e sem nada para fazer. Eu poderia perfeitamente ter feito isso na minha rotina normal, o tédio foi só um empurrãozinho para eu acordar pra vida, mas uma hora ou outra isso ia acontecer, e eu não sou grata à pandemia por isso (afinal, é uma fucking pandemia!, e eu preferia ter ficado sem ela). 

As coisas pelas quais eu realmente sou grata são todas que aconteceram apesar da pandemia, apesar de 2020 estar sendo um ano caótico, apesar de toda merda que aconteceu no mundo. E isso não foi de uma hora para a outra, afinal, eu tive várias semanas de fazer vários nadas, de ficar literalmente deitada o dia todo, intercaladas com poucos dias de produtividade, até eu perceber que minhas "férias forçadas" demorariam muito mais do que eu (e o Brasil inteiro) imaginei.

Tá, Ana, chega de tagarelar, você é grata pelo que?

1) Eu comecei a estudar diversos assuntos alheios à minha área de formação e que me despertam interesse, como Economia e Finanças, e Excel (que eu sempre amei e aproveitei para maratonar muitos vídeos no youtube). Com isso, eu aprendi a entender melhor como a economia e o dinheiro funcionam, e a cuidar melhor do meu (que agora eu tenho e vocês já vão entender o porquê), e aprendi também a usar VBA e Power BI e fiquei INDIGNADA com como são ferramentas incríveis (e se alguém quiser me pagar um curso completo to aceitando).

2) Eu comecei a cuidar mais de mim, por dentro e por fora, é claro, mas um destaque no "por fora" porque eu, depois de 25 aninhos de vida, comecei a fuçar na internet e a entender como cuidar de cabelo e pele (eu literalmente só usava shampoo, condicionador e protetor solar), além de tentar manter uma rotina de treinos em casa, afinal, a academia entrou na minha vida há poucos anos, com muitos altos e baixos, e eu não poderia perder o ritmo agora.

3) Eu consegui um estágio! E não qualquer estágio, mas um que eu já queria desde 2017, quando soube da parceria da empresa com o meu curso na faculdade, e que atende todos os meus requisitos de um estágio legal (eu faço planilha todo trimestre, é sério), e com o bônus de ser em Curitiba! Sim, gente, eu voltei!

4) Eu "terminei" a faculdade! Calma, "terminei" está entre aspas porque se eu colocasse "terminei as disciplinas da faculdade" a frase não teria o mesmo efeito. Mas é isso, eu terminei virtualmente o trimestre que tinha começado lá em fevereiro, finalizando todas as disciplinas do curso, meu TCC está em andamento porque só falta terminar de escrever (um andamento bem devagar, mas andando), e estou com dois dos três estágios que ainda preciso já garantidos, ou seja, o coronavírus atrasou a minha vida, mas nem tanto.

Esses 4 pontos são só para resumir em tópicos algumas coisas que estão sendo muito importantes para mim esse ano, e dentro de cada um desses tópicos eu poderia citar pequenos motivos ou pequenas coisas que aprendi, conheci, adquiri e pelas quais sou muito grata.

Enfim, sem querer fazer disso uma retrospectiva mas já fazendo, para um ano que começou com o pior (e mais longo) mês de janeiro da minha vida, com uma pandemia horrível e uma quarentena que me fez voltar ""temporariamente"" para a casa dos meus pais, eu posso dizer que o saldo na minha vida pessoal até agora é positivo. Resumindo, eu estou cuidando mais de mim, desenvolvendo habilidades que vão me tornar uma profissional melhor para ganhar mais dinheiro, e aprendendo a cuidar desse dinheiro.

E só para não perder o costume, eu também sou extremamente grata por, depois de 5 anos, ainda ter ao meu lado o americano lindo que me fez enxergar a vida de uma maneira diferente e aprender a agradecer mais o ano todo. (Ele que me indicou o livro que eu citei nesse post aqui e que mudou a minha vida)

E além disso, apesar de quase nos matarmos por muito tempo até aprendermos a voltar a conviver civilizadamente, eu estou feliz de estar em casa, de ter para onde voltar, de poder estar com a minha família e, finalmente, estar de bem com ela.


Ainda vai ter retrospectiva porque tem muita água pra rolar em um mês, mas até aqui já tem bastante coisa para agradecer. E você que leu esse texto porque gosta de mim, ou achou esse texto perdido na internet, eu aconselho fortemente a fazer esse exercício de pensar um pouquinho nos acontecimentos da sua vida pessoal. Aqui eu só falei das coisas boas, que colocando no papel a gente percebe que é mais do que imagina e dá mais valor, mas eu também tive momentos bem difíceis em 2020, mas passou, e os seus vão passar também.

domingo, 29 de março de 2020

Curitiba do meu ponto de vista

Hoje é aniversário da melhor cidade do mundo, Curitiba, e eu escolhi três imagens que significam muito pra mim para fazer a minha homenagem. Na verdade eu decidi representar com araucárias três lugares muito importantes para mim.

Todo Curitibano aprendeu quando criança que Curitiba significa, basicamente, "muito pinhão" - ou, como encontrei agora no site da prefeitura, "grande quantidade de pinheiros, pinheiral". Ou seja, é a árvore símbolo da cidade, inclusive presente na bandeira. Eu, particularmente, sempre fui apaixonada por araucárias, e me dei conta de que, em todos os lugares que morei, tive o privilégio de ver uma da minha janela.

A primeira foto representa o segundo lugar da minha vida que eu chamei de lar. A casa onde eu passei a maior parte da minha infância. A araucária do fundo do terreno onde meu pai catava pinhão fresquinho. A araucária que estava lá quando a gente brincava no terreno, se sujando de lama, jogando bola, brincando com os cachorros ou dando voltas de bicicleta; que estava lá nas várias festas de família que fazíamos na garagem, inclusive no meu aniversário em que dormimos na cama elástica e foi incrível. A araucária que estava lá quando eu tava deitada no sofá vendo TV e desviava meu olhar para a sacada, com essa bela paisagem enfeitando o nosso quintal. Aquela que me fez perceber, ao sair na sacada todos os dias, a beleza das araucárias.

É uma foto que, até hoje, me traz alegria e dor ao mesmo tempo. Alegria por lembrar de todos os momentos vividos na casa que foi erguida com muito suor dos meus pais. Dor por ter ido embora.

Araucária nº1, aquela do quintal onde eu cresci.

A segunda foto representa o que veio depois. A mudança forçada para um apartamento que, no fim das contas, era sensacional. A minha visão de todos os dias ao abrir a janela num novo lugar que fomos obrigados a aprender a chamar de lar.

A araucária que guarda as minhas últimas memórias de casa antes de ir embora de Curitiba. A araucária que estava lá quando eu tomava sorvete sentada na sacada e quando eu ficava brincando de fotografia dentro de casa. A araucária que eu via todos os dias ao abrir a janela durante o final do meu ensino médio, do cursinho, e da qual eu me despedi ao finalmente passar no vestibular.

Araucária nº2, aquela que eu via por entre a redinha da janela.

A terceira foto não é da minha casa. Não é do meu lar. É daquele lugar que a gente de repente aprende a chamar de "casa dos pais". O apartamento para o qual eu não participei da mudança e no qual nunca morei, mas é lar de quem sempre fez a minha casa ser chamada de lar. É um lugar novo. Um lugar que não é meu. Mas, afinal, é lugar de família.

E apesar de eu não gostar do meu quarto aqui como gostava dos outros, apesar de eu não ter tantas memórias aqui quanto tinha nos outros, eu gosto da vista.

É o cantinho que me acolhe toda vez que volto "para casa".

Araucária nº3, aquela que esconde o melhor estádio da América Latina.

Casa, para mim, é uma palavra que já teve tantos significados (9 só durante a faculdade). De acordo com o dicionário Luft que eu tenho aqui desde criança, a definição de casa é 1. Construção para morar; residência. 2. Família; lar. E a definição de lar é 1. Casa de habitação familiar. 2.Família. 3. Pátria; terra natal. Ou seja, dependendo da definição que você escolhe, casa e lar podem ser considerados a mesma coisa.

No meu caso, eu considero casa pela sua primeira definição. Ou seja, todos os lugares que já morei, aqui em Curitiba ou em Santa Catarina. E, emotiva que sou, mesmo não sendo lar, cada casa teve um significado especial para mim (menos a nº 8. A nº8 foi horrível).
Mas lar mesmo eu só vou ter quando eu voltar para minha terra natal, onde está a minha família, e onde sempre esteve a parte mais importante da minha vida, independente de qual canto de SC eu estivesse morando. Sendo lar, nesse contexto, lugar de aconchego, lugar de abrigo, meu cantinho.

Resumindo. Independente da residência, da construção em que eu esteja, Curitiba sempre vai ser o meu lar, a cidade que me acolheu desde que eu nasci, sempre tendo uma araucária linda para eu olhar pela janela. A cidade da qual eu saí já querendo voltar.

E o meu novo lar vai ser o lugar que eu encontrar para morar quando eu finalmente voltar para cá.
Não vai ser nenhum desses que eu mostrei. Eu vou ter que arranjar o meu próprio lar dessa vez.

Eu só espero poder ver uma araucária bem bonita da janela.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Agradecimentos

Olha eu falando sobre gratidão aqui de novo. Saber apreciar as coisas boas ajuda muito a passar pelas coisas ruins. E hoje eu vim aqui agradecer as pessoas especiais que me fizeram sobreviver ao ano de janeiro (que tá tão longo que ainda não acabou, mas as minhas férias sim).

No início das minhas férias, quase véspera de natal, eu tomei uma decisão muito difícil. Uma decisão que foi exclusivamente minha. Uma decisão que foi baseada em finalmente aprender a me colocar em primeiro lugar. Uma decisão que eu conheço a responsabilidade. Uma decisão em prol da minha saúde mental.

No decorrer dos dias eu me vi numa vida de nômade mais nômade do que a minha já conhecida vida de nômade. Eu me vi indo de lá pra cá e ficando cada vez mais insuportável e cansada de pedir favor pra todo mundo e com saudade da minha rotina. Mas acima de tudo, eu me vi cercada de pessoas especiais que me acolheram no decorrer dos últimos 36 dias. Pessoas que me davam casa, comida e roupa lavada (literalmente todos os três). Pessoas que me mandavam calar a boca quando eu ficava pedindo desculpas o tempo todo por estar incomodando. Pessoas que fizeram a minha sobremesa favorita para me agradar. Pessoas que me mandavam mensagem para perguntar como eu estava. Pessoas que colocaram presentinho pra mim embaixo da árvore de natal para eu me sentir em casa.

Nenhuma dessas pessoas substitui com quem eu queria ter passado a ceia de natal. Nenhuma delas exclui as outras da minha vida. Nenhuma delas é capaz de amenizar a minha dor. Mas cada uma delas fez a sua parte e me acolheu de braços abertos.

Esses 36 dias foram de muito choro, mas também de muito aprendizado. Eu aprendi que eu posso me divertir de vez em quando mesmo em meio a situações difíceis, porque eu sair me divertir e dar risada não anula o meu sofrimento, e eu não preciso sofrer o tempo todo (e nem provar nada para ninguém). Eu aprendi que, às vezes, as pessoas não lembram da família inteira quando falam “família em primeiro lugar”. Eu aprendi a enxergar as pessoas com quem eu posso realmente contar. Eu aprendi que família não é só pai e mãe, e que também pode ser tia, prima, afilhado, e até minha priminha de TERCEIRO grau - que vomitou em mim - e que eu nem sei se legalmente isso é um vínculo familiar (mas emocionalmente é e isso que importa), além de famílias já prontas que eu posso me enfiar lá e me sentir um pouco parte também.

  • Caio, Monica, Marcello, Carol, Lola e Blue; obrigada por me acolherem na família de vocês, pelo carinho e pelas comidas sempre deliciosas. E ao Caio, muito obrigada pela paciência e amor incondicional.
  • Tia Dalva, Ni e Luiza; obrigada pela paciência, pelas risadinhas da Luiza, e pelos bolinhos de abacaxi com chá gelado.
  • Caty, obrigada por ser a parte mais descontraída da família, por me fazer rir e por me dar um primo que também me deu suporte e foi ver Frozen 2 comigo porque você é chata.
  • Tia Zilda, Fabrízio, PAM e Benjamin; obrigada por terem me acolhido no dia mais difícil, pelo jantar maravilhoso e por fazerem eu me sentir em casa.
  • Obrigada também às minhas amigas da vida toda, Clara, Mari e Say, por finalizarem minhas férias com chave de ouro, e em especial à Clara e sua família por me acolherem, me darem banana e estrogonofe, e uma carona de moto (foi muito legal).

Foi um mês difícil, mas todos vocês fizeram ser "menos pior".

E no fim das contas, a única escolha que eu fiz foi escolher eu mesma.
Desculpa o egoísmo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019

A minha maior e mais importante "meta de ano novo", pelos últimos dois anos, era encontrar paz, na vida e, principalmente, dentro de mim. Eu li minhas retrospectivas antigas (como sempre faço), e percebi que 2018 e 2019 foram a continuação de uma história (triste) que começou lá em 2017, e eu espero do fundo do meu coração que com essa retrospectiva de 2019 eu feche essa trilogia de uma vez por todas.

Recentemente eu me dei conta de que, desde 2017, eu vivia presa a uma situação de vida, como eu descrevi na retrospectiva do mesmo ano, e foi lá naquela época que eu li um livro que mudou a minha visão de mundo e me lançou um dos maiores desafios da minha vida - conhecer a mim mesma -, e agora, no final de 2019, eu percebi que eu tenho de fato obtido êxito nesse aspecto. Eu tenho enxergado a mim mesma de uma maneira diferente e estou aprendendo a lidar com as situações de uma maneira mais madura e responsável, com o conhecimento de que nenhuma, repito, situação de vida, é capaz de destruir a minha vida inteira ou tirar completamente a minha paz. Eu aprendi a diferenciar os momentos de paz, quando tudo vai bem nas minhas esferas de vida, e a minha paz interior, que está sempre dentro de mim independente do caos ao meu redor. Está dentro de mim quando eu deito na cama à noite, ou quando eu escrevo no meu caderninho da gratidão, com a consciência tranquila de que eu fiz e continuo fazendo tudo que eu posso. Eu finalmente alcancei a minha resolução de ano novo de 2018, e agora eu conheço melhor a mim mesma e estou de bem comigo e com o mundo. Principalmente comigo.

Pausando um pouco essa parte mais profunda, vamos ao meu ano de 2019, de forma geral (e como sempre, dividido por trimestres - se eu conseguir lembrar de tudo que aconteceu em cada um).

No início do ano eu estava morando em Florianópolis. Fui membro da FEJESC (que expliquei na retrospectiva de 2018) por poucos meses, embora o trabalho fosse incrível e eu gostasse muito de ajudar as empresas juniores. Mas a faculdade estava me consumindo (MESMO! As matérias estavam muito pesadas e consumindo muito tempo) e eu fiz a escolha de priorizar os meus estudos. Foi um trimestre difícil, mas deu tudo certo, e eu finalmente comecei a dar os primeiros passos rumo ao meu TCC.

No segundo trimestre eu finalmente fiz meu terceiro estágio, depois de um ano só em aula em Florianópolis. Trabalhei na Zen e morei numa das cidades mais amorzinho de Santa Catarina, Brusque (mais conhecida como Bruxque). Sim, eu amei morar lá. Foi uma experiência INCRÍVEL em todos os aspectos. A empresa era muito legal e receptiva, o setor que eu trabalhei era de uma das minhas paixões desde o curso técnico (tratamento térmico), e os meus colegas de trabalho eram as melhores pessoas com quem já trabalhei. A cidade era muito legal, eu dava vários rolês de bicicleta no fim de semana (mesmo que a maioria dos rolês sempre acabassem na Havan), e eu realmente turistei e conheci cada cantinho que eu pude e amei cada pedacinho deles. (Fazer mercado nunca mais foi a mesma coisa porque o melhor mercado do mundo é Brusquense e se chama Archer e não existe em Florianópolis. Saudades). Eu morei num apartamento ao lado da empresa com mais seis estagiários. Foi uma enorme mudança de realidade para quem tinha uma kitnet inteira para si e passou a dividir não só o apê como o quarto. E foi aí que eu lembrei que, apesar das pequenas tretas, morar com mais pessoas é muito legal. Nos fins de semana eu me sentia um pouco sozinha porque todo mundo tinha família nas cidades vizinhas (e ir pra Curitiba de ônibus era uma saga interminável), mas foi aí que eu comecei a explorar a cidade e a minha paixão por pedalar e foi ótimo. De forma geral, o segundo trimestre do ano só não foi melhor porque acabou. Eu queria continuar em Brusque, mas não pude por motivos acadêmicos. Fiz minhas malas, me despedi da empresa, dei aquela choradinha e fui embora.

O terceiro e último trimestre letivo do ano eu nem sei se merece um parágrafo inteiro de tão ruim que foi. A faculdade estava ainda mais difícil do que no início do ano (nunca fale que um trimestre/semestre é o pior da sua vida, porque sempre tem o próximo), e ao voltar para Floripa eu me afastei de pessoas que, ao longo do anos, eu percebi que só me faziam mal, e isso me fez passar por uma período de readaptação, procurando novas companhias e novos hobbies. Porém, devo ressaltar dois pontos positivos:
1. Comecei meu TCC!! Conversei com meu professor e, em outubro, entrei no laboratório de soldagem para dar início ao meu TCC na minha outra paixão desde o curso técnico: soldagem.
2. Dei um gás na academia e na vida saudável como um todo. No início de 2019 eu mudei de academia em Floripa e descobri a melhor academia da ilha, que é a Natatorium, e o meu desempenho melhorou 150%, porque o ambiente e as pessoas são muito mais agradáveis e isso faz diferença sim e aumentou muito a minha disposição. Então quando voltei de Brusque (que eu tava meio preguiçosa porque a academia era longe), eu dei um gás, comecei a treinar e comer melhor, e descobri uma nova paixão.

No finalzinho do ano, ao vir de férias para Curitiba (um pouquinho antes do natal), eu tive muitos aprendizados em tão poucos dias. Minha vida virou de cabeça para baixo e eu descobri (na verdade foi uma confirmação) que eu tenho pessoas maravilhosas a quem recorrer quando tudo desaba, e que seguraram (e estão segurando) minha mão no que está sendo o momento mais difícil da minha vida.
Eu passei a dar ainda mais valor para o fato de ter uma família tão grande, sabendo que tenho pessoas maravilhosas perto de mim e que vão me acolher (literalmente) sempre que eu precisar. E não bastasse isso, tem a família que eu escolhi e que nunca me deixou na mão.

Nas últimas semanas eu tenho reforçado todo o aprendizado que falei no início desse texto, estando em paz comigo mesma, mesmo que sofrendo, mesmo que não satisfeita com a situação atual, sabendo que eu conheço a minha verdade, e que tudo que eu escrevo ou falo pode ser distorcido, mas eu falei, eu escrevi, eu botei a cara a tapa e expressei o que eu penso porque eu mereço isso, e o modo como as pessoas interpretam o que eu digo, infelizmente, foge ao meu controle.
Eu conheço a minha verdade. E o meu aprendizado de finzinho de ano foi perceber que isso é o que eu posso controlar, e que isso basta.

Eu construí muita coisa nesse último ano e nos últimos três anos (quem me conhece sabe porque eu sempre fico falando dos últimos três anos). Eu tenho certeza que eu posso fazer 2020 ser diferente, no que eu puder controlar ou melhorar. Eu sei que cabe a mim ter um ano bom. Eu sei que, embora eu esteja fazendo essa retrospectiva já em janeiro e eu não esteja feliz, a minha parte eu fiz e a paz que eu tenho comigo mesma é mais importante. Eu sou importante. E essa é a lição do último triênio que eu dou por encerrado aqui neste ponto final. E quem ainda está vivendo nesse ciclo e por acaso ler esse desabafo, eu só peço que entre neste novo capítulo comigo. Um capítulo de paz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018

Eu não sei nem por onde começar.

Essa é a primeira vez, desde 2010, que eu não escrevo a retrospectiva do ano em dezembro (mas é sério, se vocês soubessem como foi meu último mês do ano, entenderiam).

Enfim, mantendo a tradição, mesmo que atrasada, vamos (tentar) falar sobre 2018.

Minha vida é dividida por trimestres, devido à faculdade, então é sempre mais fácil pra mim avaliar o ano dessa maneira (trimestres letivos, ou seja, são só 3 no ano).

No primeiro trimestre de 2018 eu estava fazendo estágio na Copobras, em São Ludgero, uma cidade muito aconchegante no sul de Santa Catarina. Já falei dela aqui e aqui.
Enfim, pra não ficar muito repetitivo, queria apenas lembrar como adorei morar lá e foi um ótimo trimestre. Adorei a cidade, conheci pessoas incríveis e a empresa também era muito legal. Foi uma experiência completamente diferente, um modo de vida diferente do que estou acostumada, e foi muito gratificante.

Vista da ponte no meio da cidade

Quando estava morando lá, meus pais foram me visitar num feriado e fizemos um passeio na Serra Catarinense. Estou até hoje devendo esse post aqui pro blog, mas resumindo, nós fomos pela Serra do Rio do Rastro até a cidade de Urubici e voltamos pela Serra do Corvo Branco. Foi como se fizéssemos um círculo, indo por uma serra e voltando por outra, podendo aproveitar ao máximo a viagem. O passeio em Urubici foi SENSACIONAL. É o tipo de turismo rural/aventura, e até minha mãe foi na tirolesa (o que me garantiu mais uma ida de graça porque o tio ficou feliz de eu convencer mamãe), e eu sou maluca por tirolesa, principalmente com as paisagens maravilhosas que pudemos ver.

Eu e meus pais no Morro da Igreja, em Urubici.

Fomos também na Fluss Haus, um café colonial DELICIOSO e muito charmosinho também, que eu comentei aqui que já tinha ido com um amigo da empresa. Meus pais amaram e valeu muito a pena a estrada de terra que parecia não acabar nunca.

Além disso, demos um pulinho em Laguna, porque minha mãe não sabe ficar longe de praia. Mas foi bem legal, pegamos um dia bonito e pudemos aproveitar a praia.

Resumindo, o primeiro trimestre do ano foi muito massa.

Em maio voltei para Florianópolis e fiquei até dezembro, e vou continuar na mesma casa no início de 2019 (socorro não sei ficar no mesmo lugar por muito tempo).

No final de julho eu fui no CECEMM, o Congresso dos Estudantes de Engenharia de Materiais do Mercosul, e falei tudinho nesse post. Foi uma experiência muito legal e diferente e que me fez enxergar meu curso com outros olhos, e me lembrou como a Engenharia de Materiais é muito massa e porque eu escolhi esse curso anos atrás.

Segundo e terceiro trimestres do ano eu fiquei apenas em aula mesmo. Foi cansativo e eu tive várias crises e momentos de desânimo com o curso, mas deu tudo certo no fim. No meio disso teve também a EJEM, a Empresa Júnior de Engenharia de Materiais, que eu ajudei a fundar lá no finzinho de 2016. Mesmo com as idas e vindas de estágio, fiquei na EJEM até o final de 2018 e acho que as experiências vividas no Movimento Empresa Júnior (MEJ) foram a melhor parte desses dois trimestres do ano.

Sabatina da EJEM para fazer parte da FEJESC.

A EJEM começou a crescer cada vez mais e atingir cada vez mais clientes e projetos e foi muito massa poder acompanhar todo esse crescimento e fazer parte disso, junto com meus colegas que também fizeram parte da fundação da empresa e mais pessoas novas que foram entrando para a equipe. Além disso, começamos a ter mais contato com a FEJESC, a Federação Catarinense de Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina, que é o conjunto de todas as empresas juniores do estado, e cujo time que a administra é formado por empresários juniores que querem fazer o movimento crescer e auxiliar todas as EJs de Santa Catarina.

Enfim, o MEJ pode ser bem difícil de explicar para quem é de fora, mas eu só quero deixar registrado que foi uma experiência muito importante para mim esse ano e que guiou o meu caminho para 2019. Com os membros da EJEM eu participei de eventos e, como representante da minha EJ eu participei de muitas reuniões e assembleias e entrei de cabeça no movimento, e agora faço parte do time da Federação e ajudarei outras pessoas a realizarem o sonho que eu e meus colegas realizamos de criar uma EJ do zero e fazer isso se tornar real e ver crescer e ainda aprender muito e crescer muito profissional e pessoalmente no processo.

Time da FEJESC de 2019 (to escondida).

De maneira BEM RESUMIDA esse foi o meu ano. No balanço geral eu não considero que ele tenha sido bom porque passei por muitos problemas que obviamente não mencionei aqui, mas lendo tudo isso agora eu sou muito grata por essas coisas e por tudo de bom que vivi, porque eu conheci muitas pessoas novas, novos lugares, novas culturas, novas ideias, e isso foi o mais legal de tudo.

Eu acredito também que em 2018 eu abri muito meus olhos para as coisas que eu andava vivendo nos últimos tempos. Aprendi a analisar a minha situação de vida e tentar entender a porra toda, mesmo que fracassando inúmeras vezes. Perdi VÁRIAS batalhas e o que eu ganhei disso tudo foi o crescimento pessoal e uma nova visão de mundo, o que me fez amadurecer bastante.

Para 2019 eu espero manter na minha vida todas as pessoas importantes, todos os sentimentos bons, todas as lembranças boas, além de criar muitas mais. Espero deixar toda a negatividade e a tristeza para lá, e encontrar a paz dentro de mim.

domingo, 26 de agosto de 2018

XX CECEMM - São Carlos

O CECEMM é o Congresso dos Estudantes de Ciência e Engenharia de Materiais do Mercosul, organizado por alunos de Engenharia de Materiais, com o objetivo de promover trocas de experiências entre estudantes, pesquisadores e profissionais da área.

Só esse ano, no 3ª ano de faculdade, que eu realmente fui atrás para entender do que de fato se tratava esse congresso, depois que eu vi que essa edição do CECEMM traria ninguém mais ninguém menos do que o homem que escreveu o livro base do nosso curso, a famosa "bíblia" de Engenharia de Materiais (Ciência e Engenharia de Materiais - Uma Introdução), o lindo maravilhoso William D. Callister Jr.

O Centro Acadêmico de Engenharia de Materiais aqui da UFSC conseguiu transporte gratuito para os alunos que iam no congresso, eu comprei meu ingresso e, depois de algumas semanas de espera e 16 longas horas de viagem, chegamos lá na tarde de domingo (22/07), algumas horas antes da abertura do evento. Após a cerimônia de abertura, teve um coquetel delicioso e logo começou a integração entre tantos estudantes de tantas partes do país, e eu já comecei a conhecer novos rostos que me acompanhariam durante a semana.

UFSC no XX CECEMM!

Logo na segunda-feira já sabíamos que muitas emoções estavam por vir, pois era o dia da palestra mais aguardada, o dia de conhecer o Callister de pertinho. Foi muito especial para mim porque desde quando eu tinha aula de materiais no técnico eu já usava o livro dele como base, afinal, tem um pouco de tudo e é muito bom mesmo, e foi assim que eu fui parar na Engenharia de Materiais, e o resto todo mundo sabe. Enfim, foi um momento muito especial para todos.

Eu (pouco feliz) e o Callister.

Ele contou sobre a carreira dele como escritor, sobre como a oportunidade de escrever um livro didático de materiais surgiu sem querer e hoje ele não se vê fazendo outra coisa da vida. E deu aquele conselho clichê de que devemos fazer o que nos faz feliz.

Enfim, tiveram outras palestras também, e se eu começar a escrever o nome de cada um vai ficar muita coisa, mas a maior parte eram professores do Departamento de Materiais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), onde foi fundado o primeiro curso de Engenharia de Materiais do Brasil, e era uma das universidades organizadoras do evento (em parceria com a USP-São Carlos).

Laguinho na UFSCar e florzinhas na USP. As duas universidades são lindas.

Teve palestra sobre polímeros, vidros, aços... sendo os dois primeiros com professores sensacionais, que me fizeram até gostar um pouco mais das respectivas áreas, porque o clima do congresso em si e a paixão com a qual os professores falavam tinham uma energia muito boa envolvida, e eu comecei a perceber que posso gostar de outras coisas que não sejam só metais, afinal, a ciência dos materiais é infinitamente ampla e cheia de oportunidades para a gente ficar preso a uma coisa só.

Eu participei de um minicurso voltado à área de gestão e foi bem interessante, aprendi muitas coisas que posso aplicar na Empresa Júnior no dia a dia. Estou conhecendo mais essa área de gestão e empreendedorismo e poder trazer para a EJEM um pouco do conhecimento adquirido no congresso foi muito legal.

Teve a visita técnica, que foi na Romi, uma empresa que tem duas áreas de atuação. A fabricação de máquinas-ferramenta, o que é muito louco, por que imaginem o tamanho de uma máquina para usinar peças de outra máquina? E tinha a parte de fundição, que foi muito legal de conhecer também. Eu já trabalhei numa empresa que tinha fundição mas nunca entrei no galpão porque era perigoso, mas é muito legal e lindo de ver. Qualquer pessoa fica deslumbrada com metal fundido incandescente a temperaturas acima de 1000°C, não é mesmo?

Visita na Romi.

E como não posso deixar de falar, teve as festas! Eu não imaginei que iria em quase todas e me divertiria tanto. Consegui me soltar e me surpreendi positivamente comigo mesma, o que foi ótimo.
As festas foram muitoooo boas, eu dancei bastante, me diverti bastante. E o pessoal era bem tranquilo e desencanado. As festas eram simples (e baratas!!) e com cerveja boa.

Eu conheci pessoas incríveis que passaram a semana toda comigo durante o congresso, acompanhando nas palestras e tudo o mais, que estavam no alojamento comigo e que se tornaram amigos que eu espero muito poder ver de novo.

Nas festas, e também durante intervalos de palestras e coffee breaks, eu conversava sempre com pessoas novas e trocava uma ideia ou aprendia alguma coisa nova. Foi um crescimento pessoal muito grande porque eu interagi muito e descobri que as pessoas podem ser mais legais e mais interativas do que a gente pensa. Porque quando estamos em um congresso, todo mundo com um objetivo em comum que é se divertir e aprender mais sobre a Engenharia de Materiais, a gente acaba perdendo a vergonha de simplesmente chegar perto de alguém desconhecido e dizer oi.

Pessoal do alojamento. SC + MG, não podia ter dado mais certo. Adorei conhecer vocês!

Enfim, teve muita coisa legal, eu me diverti muito, aprendi muito, e foi uma experiência inesquecível! Espero poder ter a oportunidade de ir no próximo, pertinho de casa, XXI CECEMM em Ponta Grossa!!

Apesar de um mês atrasado, está aí um pouquinho da minha experiência no CECEMM, e eu só não falo mais para poupar linha mesmo, mas resumindo foi sensacional e eu recomendo muitíssimo.

Até a próxima!

domingo, 3 de junho de 2018

Tchau, São Ludgero!

Oi, gente.

Faz 1 semana e 1 dia que estou de volta em Florianópolis, e hoje vim aqui falar um pouquinho sobre o meu último lar: a pequena e aconchegante cidade de São Ludgero.

Tudo começou no início de fevereiro, quando minha mãe me levou pra lá para fazer a minha mudança no sábado e eu começar meu estágio na segunda-feira. Estávamos um pouco receosas pois não sabíamos o que iríamos encontrar. Eu já havia pesquisado sobre a cidade e quando soube que tem 12 mil habitantes fiquei bastante chocada, afinal eu cresci em cidade grande e sabia que seria uma experiência bem diferente.

Atravessamos o portal de São Ludgero e aos poucos começamos a ver uns comércios, predinhos e casas, e tivemos uma surpresa boa, pois a cidade era muito mais do que a gente imaginava. Pode ser ignorância da minha parte, por eu não conhecer muitos lugares do interior, mas eu achei que se tratava de uma cidade mais rural, digamos assim. Não que eu esperasse ver cavalos andando em ruas de barro, é só que eu realmente não sabia o que esperar, e eu achei a cidade muito charmosinha e aconchegante logo que cheguei (às 23 horas, com um barzinho muito bacana - o Dalú - aberto e cheio de gente).

No domingo descobrimos que São Ludgero tinha muito a oferecer, com muitas lojinhas de roupas, várias sorveterias e farmácias. Por ser uma cidade pequena os horários de funcionamento me incomodavam bastante, pois tudo fecha cedo, mas é uma ótima cidade para se viver e muita gente que eu conheci lá não pensa em sair de jeito nenhum.

Portal de São Ludgero

Enfim, comecei meu estágio na Copobras na segunda-feira e durante a primeira semana eu e a outra estagiária da UFSC - a Helena - participamos da integração de novos colaboradores, e também fizemos um tour bem completo em cada setor e aprendemos um pouco do processo produtivo, que é o máximo.

A Copobras matriz, que é a de São Ludgero, possui 4 fábricas, então foi possível acompanhar o processo produtivo de todos os produtos que o Grupo Copobras fabrica, o que foi muito interessante de ver de pertinho.

Vou explicar rapidinho para não ficar cansativo. Primeiramente, o Grupo Copobras se divide em duas empresas: Incoplast e Copobras.

Incoplast fabrica embalagens flexíveis, ou seja, os pacotes de plástico de tudo que você come, como macarrão, biscoito, etc, mas o foco aqui em Santa Catarina é o pet food, ou seja, ração. É um processo complexo, cheio de tecnologia envolvida e bem legal de ver. Tem também a linha envelopes, que engloba desde aqueles pacotinhos zip lock pra guardar moedas, até envelopes grandes com diversos níveis de segurança, para carregar grandes quantias de dinheiro naqueles carros-fortes.

Copobras fabrica copos, pratos, potes para sobremesa, bandejas, entre outros, em plástico e em EPS (o famoso "isopor"), e a fabricação destes produtos é dividida nas outras três fábricas em São Ludgero. Então eu pude acompanhar a produção do que eles chamam de descartáveis, que são basicamente aqueles copinhos de plástico que a gente toma água por aí, mas é claro que tem os mais variados modelos, além de pratos, etc; e os produtos em EPS, como copos, potes e os mais variados tipos de bandejas, como aquelas onde a gente compra frango e também as que a gente usa pra levar marmita.

Planta do Grupo Copobras em São Ludgero (o galpão com o X não pertence à empresa)

Basicamente é isso. Os processos são muito legais e eu andava bastante pela fábrica, então sempre dava uma espiada nas máquinas e, mesmo depois de um ou dois meses de estágio, eu ainda ficava encantada com tudo.

Agora vamos falar das pessoas. Eu fiz amizades incríveis e me senti muito acolhida em SL. Os colaboradores das fábricas também eram sempre muito queridos e, dessa forma, senti que o meu trabalho também foi muito bem recebido e meu projeto de estágio foi implantado com sucesso.

Meus amigos da empresa com quem eu passava os horários de almoço eram sensacionais. A gente só falava merda e dava muita risada. Era a hora mais gostosa do dia, a gente se divertia muito e voltava mais leve pro segundo round de trabalho. Eu era muito zoada por ser de uma cidade longe, porque algumas gírias ou palavras deles eu não conhecia, então era muito engraçado. Aprendi que uma maneira mais fácil de dizer que estou indo "fazer a compra do mês" é apenas dizer que vou "fazer rancho", e que lá as pessoas não "morrem" de rir, elas "se afinam" de rir, e eu me afinei bastante com esse pessoal. Também comecei a enxergar "pombas" de outro jeito, mas isso eu vou deixar como uma piada interna mesmo.
Obrigada por tudo isso, lindos: Helena, Larissa, Susana e Mauri, e também as outras pessoas que de vez em quando sentavam com a gente e falavam umas besteiras.

Não posso deixar de citar o Lélio, um cara muito massa que me levou pra dar os melhores rolês. Foi com ele que conheci uma lugar muito lindo chamado Três Barras (não procurem no mapa porque vocês vão achar uma cidade no Paraná, e eu me refiro e uma comunidade nos arredores de SL), onde é possível ter uma vista de tirar o fôlego; comi horrores na Fluss Haus, um lugarzinho muuuuito fofo com um café colonial delicioso; andei de quadriciclo e comi bastante areia, e até dirigi um pouco e quase o matei do coração, mas foi sensacional (já to pronta pra dirigir moto, Lélio?); além de experimentar uma deliciosa tapioca e poder contar com ele quando precisei.

Fora da empresa tinha a Kermelin, a menina com quem eu morei num apartamento ótimo e pertinho de tudo, e cuja convivência foi muito boa. Eu vivia falando que na verdade eu dividia o apê com duas pessoas, já que o Wesley, namorado dela, vivia lá me atazanando, mas no fundo eu sei que ele tem um bom coração. Foram meses muito legais com a companhia quase diária dos dois, um casal divertido de conviver e que me acolheu com carinho, que me fez comer muita pizza e que me levou pra dar o rolê massa do último post, no Morro da Cruz. Falando nisso, eles também me apresentaram seus amigos, que estavam presentes nesses rolês e com quem inclusive fomos para a praia, em Laguna, e eu me diverti muito. Foi um prazer conhecer todos e foi muito bom poder participar um pouquinho da vida de vocês.

Enfim, já falei demais, mas como vocês podem perceber, minha experiência em São Ludgero foi maravilhosa. Conheci pessoas incríveis, lugares incríveis, a empresa também era sensacional, e eu posso dizer que fui feliz nessa cidade, que até meses atrás não sabia que existia, e agora vou levar pra sempre no coração.

Obrigada, São Ludgero. Até mais!