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domingo, 3 de junho de 2018

Tchau, São Ludgero!

Oi, gente.

Faz 1 semana e 1 dia que estou de volta em Florianópolis, e hoje vim aqui falar um pouquinho sobre o meu último lar: a pequena e aconchegante cidade de São Ludgero.

Tudo começou no início de fevereiro, quando minha mãe me levou pra lá para fazer a minha mudança no sábado e eu começar meu estágio na segunda-feira. Estávamos um pouco receosas pois não sabíamos o que iríamos encontrar. Eu já havia pesquisado sobre a cidade e quando soube que tem 12 mil habitantes fiquei bastante chocada, afinal eu cresci em cidade grande e sabia que seria uma experiência bem diferente.

Atravessamos o portal de São Ludgero e aos poucos começamos a ver uns comércios, predinhos e casas, e tivemos uma surpresa boa, pois a cidade era muito mais do que a gente imaginava. Pode ser ignorância da minha parte, por eu não conhecer muitos lugares do interior, mas eu achei que se tratava de uma cidade mais rural, digamos assim. Não que eu esperasse ver cavalos andando em ruas de barro, é só que eu realmente não sabia o que esperar, e eu achei a cidade muito charmosinha e aconchegante logo que cheguei (às 23 horas, com um barzinho muito bacana - o Dalú - aberto e cheio de gente).

No domingo descobrimos que São Ludgero tinha muito a oferecer, com muitas lojinhas de roupas, várias sorveterias e farmácias. Por ser uma cidade pequena os horários de funcionamento me incomodavam bastante, pois tudo fecha cedo, mas é uma ótima cidade para se viver e muita gente que eu conheci lá não pensa em sair de jeito nenhum.

Portal de São Ludgero

Enfim, comecei meu estágio na Copobras na segunda-feira e durante a primeira semana eu e a outra estagiária da UFSC - a Helena - participamos da integração de novos colaboradores, e também fizemos um tour bem completo em cada setor e aprendemos um pouco do processo produtivo, que é o máximo.

A Copobras matriz, que é a de São Ludgero, possui 4 fábricas, então foi possível acompanhar o processo produtivo de todos os produtos que o Grupo Copobras fabrica, o que foi muito interessante de ver de pertinho.

Vou explicar rapidinho para não ficar cansativo. Primeiramente, o Grupo Copobras se divide em duas empresas: Incoplast e Copobras.

A Incoplast fabrica embalagens flexíveis, ou seja, os pacotes de plástico de tudo que você come, como macarrão, biscoito, etc, mas o foco aqui em Santa Catarina é o pet food, ou seja, ração. É um processo complexo, cheio de tecnologia envolvida e bem legal de ver. Tem também a linha envelopes, que engloba desde aqueles pacotinhos zip lock pra guardar moedas, até envelopes grandes com diversos níveis de segurança, para carregar grandes quantias de dinheiro naqueles carros-fortes.

A Copobras fabrica copos, pratos, potes para sobremesa, bandejas, entre outros, em plástico e em EPS (o famoso "isopor"), e a fabricação destes produtos é dividida nas outras três fábricas em São Ludgero. Então eu pude acompanhar a produção do que eles chamam de descartáveis, que são basicamente aqueles copinhos de plástico que a gente toma água por aí, mas é claro que tem os mais variados modelos, além de pratos, etc; e os produtos em EPS, como copos, potes e os mais variados tipos de bandejas, como aquelas onde a gente compra frango e também as que a gente usa pra levar marmita.

Planta do Grupo Copobras em São Ludgero (o galpão com o X não pertence à empresa)

Basicamente é isso. Os processos são muito legais e eu andava bastante pela fábrica, então sempre dava uma espiada nas máquinas e, mesmo depois de um ou dois meses de estágio, eu ainda ficava encantada com tudo.

Agora vamos falar das pessoas. Eu fiz amizades incríveis e me senti muito acolhida em SL. Os colaboradores das fábricas também eram sempre muito queridos e, dessa forma, senti que o meu trabalho também foi muito bem recebido e meu projeto de estágio foi implantado com sucesso.

Meus amigos da empresa com quem eu passava os horários de almoço eram sensacionais. A gente só falava merda e dava muita risada. Era a hora mais gostosa do dia, a gente se divertia muito e voltava mais leve pro segundo round de trabalho. Eu era muito zoada por ser de uma cidade longe, porque algumas gírias ou palavras deles eu não conhecia, então era muito engraçado. Aprendi que uma maneira mais fácil de dizer que estou indo "fazer a compra do mês" é apenas dizer que vou "fazer rancho", e que lá as pessoas não "morrem" de rir, elas "se afinam" de rir, e eu me afinei bastante com esse pessoal. Também comecei a enxergar "pombas" de outro jeito, mas isso eu vou deixar como uma piada interna mesmo.
Obrigada por tudo isso, lindos: Helena, Larissa, Susana e Mauri, e também as outras pessoas que de vez em quando sentavam com a gente e falavam umas besteiras.

Não posso deixar de citar o Lélio, um cara muito massa que me levou pra dar os melhores rolês. Foi com ele que conheci uma lugar muito lindo chamado Três Barras (não procurem no mapa porque vocês vão achar uma cidade no Paraná, e eu me refiro e uma comunidade nos arredores de SL), onde é possível ter uma vista de tirar o fôlego; comi horrores na Fluss Haus, um lugarzinho muuuuito fofo com um café colonial delicioso; andei de quadriciclo e comi bastante areia, e até dirigi um pouco e quase o matei do coração, mas foi sensacional (já to pronta pra dirigir moto, Lélio?); além de experimentar uma deliciosa tapioca e poder contar com ele quando precisei.

Fora da empresa tinha a Kermelin, a menina com quem eu morei num apartamento ótimo e pertinho de tudo, e cuja convivência foi muito boa. Eu vivia falando que na verdade eu dividia o apê com duas pessoas, já que o Wesley, namorado dela, vivia lá me atazanando, mas no fundo eu sei que ele tem um bom coração. Foram meses muito legais com a companhia quase diária dos dois, um casal divertido de conviver e que me acolheu com carinho, que me fez comer muita pizza e que me levou pra dar o rolê massa do último post, no Morro da Cruz. Falando nisso, eles também me apresentaram seus amigos, que estavam presentes nesses rolês e com quem inclusive fomos para a praia, em Laguna, e eu me diverti muito. Foi um prazer conhecer todos e foi muito bom poder participar um pouquinho da vida de vocês.

Enfim, já falei demais, mas como vocês podem perceber, minha experiência em São Ludgero foi maravilhosa. Conheci pessoas incríveis, lugares incríveis, a empresa também era sensacional, e eu posso dizer que fui feliz nessa cidade, que até meses atrás não sabia que existia, e agora vou levar pra sempre no coração.

Obrigada, São Ludgero. Até mais!

sábado, 24 de junho de 2017

Vida nova! (mas só por 4 meses)

Oi, gente!

Vocês não sabem a saudade que eu senti daqui. Mas hoje eu tomei vergonha na cara e vim contar para vocês, depois de um mês, que eu estou morando em Joinville!

Estou fazendo meu primeiro dos seis estágios obrigatórios do meu curso, o que significa que minha vida de nômade começou, pois de agora em diante serão três/quatro meses morando cada vez numa cidade diferente, o que eu particularmente acho o máximo.

A cidade da vez é Joinville e eu estou trabalhando na Schulz. É um empresa grande e boa, o que significa que eu me dei muito bem. E eu estou gostando muito de trabalhar lá.

Já sobre morar em Joinville eu não posso dizer com convicção sobre gostar ou não porque praticamente tudo que eu conheço daqui é o trajeto casa - trabalho - casa. Porém, esse fim de semana eu resolvi ficar por aqui e fui passear no centro, o que significa que tem fotinha pra vocês!!

Pra falar bem a verdade, eu já conhecia um pouquinho o centro de Joinville, mas eu nem sabia disso. É porque eu fiz o vestibular da UFSC aqui, porque é mais perto de Curitiba, e fiquei hospedada num hotel bem no centro, mas nem me dei conta porque eu não tive tempo de sair passear. O único lugar que eu conheci foi o shopping Mueller porque era logo atrás do hotel e eu fui comer lá e dar uma volta.

Hoje eu fui passear e descobri a Rua das Palmeiras. E eu adoro palmeiras. Eu fui andando devagarinho, tirando muitas fotos, aí eu sentei no banquinho e fiquei olhando a paisagem... foi um momento bem zen.

Rua das Palmeiras

Aquela casa lá no fundo é o Museu de Imigração. Eu não entrei porque eu realmente tinha que passear no centro e comprar coisas, mas quem sabe eu tiro um dia para visitar os museus e mostro aqui para vocês. Pelo pouco que eu pesquisei parece que tem vários por aqui. Mas que vai ter mais turismo, vai. Disso vocês podem ter certeza!


Além de palmeiras, também tem flores na Rua das Palmeiras. Não é nenhum jardim robusto e cheio de flores, eu achei bem poucas na verdade, dessas pequenas como da foto, mas não seria eu se não parasse pra tirar foto de flor né.

E, para fechar o post, uma foto de onde tudo começou.


Eu tive um momento nostálgico hoje lá no centro. Porque, de certa forma, tudo começou nesse hotel, nessa praça onde eu tomei sorvete e sentei para descansar depois das longas provas de vestibular, em meio ao calor insuportável daquele dezembro de 2015. Foi o primeiro cantinho de Joinville que eu conheci (tirando o Festival de Dança há trilhões de anos, mas isso é outra história), foi onde eu dormi por três noites e onde eu vivi um fim de semana decisivo.

É engraçado estar de volta, porque a princípio Joinville era apenas a cidade em que eu fiz vestibular por ser mais perto de casa, e agora, por causa daquele vestibular, eu vim parar aqui de novo, para morar aqui, para trabalhar aqui, para dar mais um passo rumo ao meu futuro, assim como eu dei naquele fim de semana.

E eu pretendo voltar a morar aqui futuramente pois é o paraíso de empresas boas para fazer estágio na minha área, e eu devo admitir, eu to gostando. ♥

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Diário de Mudança #2

Oi, gente!

Nem preciso explicar porque eu to sumida, porque né, eu faço engenharia. Acreditem, quando vocês veem aquelas publicações no facebook dizendo que estudante de engenharia tem que escolher entre vida social, vida amorosa, estudo, trabalho, lazer, família, séries e tudo o mais, é a mais pura verdade. E no momento só posso ter dois. Estudo e trabalho.

Enfim, o motivo principal do post de hoje e de eu fazer questão de postar hoje e não deixar passar é que completei três meses de mudança. Sim, já faz três meses que eu moro em Floripa, gente! 

O primeiro mês foi muito difícil. Me sentia sozinha, triste, nostálgica. Mas aí as coisas foram começando a se ajeitar. Agora eu estou construindo uma vida aqui, criando laços aqui, sem contar dos estudos e do fato de que a UFSC é sensacional e, hoje, eu não me imagino cursando Engenharia de Materiais em outro lugar.

E tem mais uma coisa sobre o dia de hoje. Coincidentemente, é também o dia em que eu completo 1 mês de Iniciação Científica. Sim, eu sou maluca e já estou fazendo IC na primeira fase do curso e minha vida está super corrida. Por isso eu disse que tudo se resume a estudo e trabalho e, nas horinhas livres do dia, um alô para os pais e para o namorado.

Mas tudo isso está valendo muito a pena! É claro que tudo tem seus prós e contras e, essa semana especialmente, foi bem complicado porque eu tinha que estudar muito para a prova de cálculo, mas de manhã tenho aula e a tarde eu fico no laboratório, então meu tempo para estudar ficou bastante reduzido, e eu ainda estou me adaptando e criando minha maneira de estudar. Mas hoje foi a prova e deu tudo (mais ou menos) certo. A experiência que eu estou ganhando com essa oportunidade no laboratório e o conhecimento que eu estou adquirindo desde o começo do curso compensa o fato de eu não conseguir tirar notão nas provas.

Sobre a mudança em si, eu estou finalmente tentando gostar de Florianópolis. É claro que agora que está frio fica um pouquinho mais fácil, mas eu fico vendo publicações no facebook de como está o clima em Curitiba, sem contar as mil páginas sobre a cidade que eu curto e que postam fotos lindas de lá, aí a saudade só aumenta. Mas eu sei que eu preciso parar com essa barreira de não gostar de qualquer lugar que não seja Curitiba, é só que é difícil sair de casa e conseguir chamar outro lugar de lar, sabem? Eu realmente quero conseguir me sentir em casa aqui um dia, mas como eu sempre digo, eu sempre vou voltar.

Mas apesar de eu falar toda nostálgica e, na maior parte do tempo, reclamar de morar aqui, não me entendam mal, eu estou feliz. Eu estou realizando o meu sonho pedacinho por pedacinho. Eu estou fazendo o curso que eu sempre (desde 2011) quis, já estou "trabalhando" em laboratório e adquirindo uma experiência e conhecimentos incríveis e, afinal, é pra isso que eu vim.

Posso dizer que, considerando tudo que eu desejava e planejava para a minha vida pós-ensino médio, eu estou realizada. Eu estou onde eu queria estar. E ainda vou muito mais longe.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Diário de Mudança: First Day Alone

Oi, gente!

Hoje foi oficialmente o meu primeiro dia sozinha em Floripa! Ontem já foi meio estranho porque papai e mamãe foram embora depois do almoço, mas hoje eu comecei a sentir a realidade batendo na porta e a responsabilidade de levantar na primeira vez que o despertador toca.

Enfim, depois de colocar o celular no soneca umas trinta vezes, eu finalmente levantei e fui pra aula. Foi tranquilo, tive apenas uma aula de verdade, em que o professor introduziu a matéria e tudo o mais, e o resto da manhã foi resumido em coordenadora e professores e veteranos indo visitar os calourinhos na sala e dar recados.

À tarde eu dormi e vi filme (para mais dicas do que fazer no seu primeiro dia de universitário vale também ficar duas horas ao telefone com o namorado enquanto come torrada, e dar voltas por fora da casa para descobrir qual housemate tem o maior quarto).

Para quem está achando esquisito o título em inglês: 1. Eu achei mais bonitinho e 2. Remete a uma carta que meu namorado deixou numa caixinha de cartas, para a minha "first night alone". Aliás, isso era uma coisa que eu queria contar para vocês também, mas eu já chego lá.

Quem é meu amigo no facebook viu o texto lindo que escrevi para os meus pais porque eles me ajudaram na mudança e foram super pacientes na correria que foi o mês de janeiro e tudo o mais, além do meu irmão e minha cunhada, mas na verdade várias pessoas fizeram parte da minha caminhada rumo à aprovação e à mudança etc, e eu gostaria de homenageá-las neste post (mas tentarei ser breve).

Primeiramente, como já disse, meus pais, que me apoiaram desde 2011 quando decidi que queria fazer Engenharia de Materiais e teria que me mudar, que me levaram para fazer a prova em Joinville, além de toda a ajuda na mudança, comprando coisas, me trazendo até aqui etc. Meu irmão, que veio comigo e minha mãe para Floripa para procurarmos abrigo pra mim, além de ter jogado ovo na minha cabeça e tudo o mais, que no fim das contas foi bonitinho. Minha cunhada, que também jogou ovo na minha cabeça, mas me ajudou a encaixotar as coisas do meu quarto lá em Curitiba e deixar tudo em ordem para meus pais e meu irmão poderem usufruir do meu guarda-roupa. Minha tia Dalva, que durante os meses de cursinho me deu muitos almoços e me permitiu tirar deliciosas sonecas em seu sofá quando eu pretendia voltar para a sala do cursinho estudar porém ficava na casa dela. Minha prima Nicolle, que dividiu sua avó e seu sofá comigo por esses meses e me acolheu tão bem e carinhosamente como a tia Dalva. E, por fim, mas não menos importante, meu namorado lindo, que me deu todo o apoio do mundo para fazer a prova e comemorou o resultado comigo, que me amparou nos momentos de nervosismo, que me deu presentinhos para o meu quarto novo e, voltando ao que eu falei anteriormente, me deu uma caixinha cheia de cartas para eu abrir em datas específicas ou conforme eu estiver me sentindo, dessa forma eu posso sempre senti-lo pertinho de mim.


Sim, igualzinho àquelas declarações de amor lindas e maravilhosas que a gente vê em sites estilo BuzzFeed. E não vou postar foto da caixa aberta porque é pessoal, mas é linda e azul.

Enfim, gente, esse foi meu primeiro dia. E a parte do agradecimento é porque eu realmente achei válido escrever um pouco para essas pessoas tão importantes pra mim.

Só mais uma coisa. O título do post é "Diário de Mudança", mas não vai ser como minha viagem à Europa, não vou postar todo dia porque: 1. Tempo, 2. Privacidade (só de vez em quando posso falar uma coisa ou outra né) e 3. Preguiça.

Beijinhos e até mais!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Mudança

Está acontecendo, gente!

Neste exato momento lhes escrevo de dentro do carro, no cantinho, cercada por malas e caixas e bolsas e, enfim, meu guarda-roupa inteiro. 

Está meio difícil de acreditar que meu sonho desde 2011 finalmente está se realizando. No fundo sempre parecia algo tão distante e só uma utopia, sabe?

Mas lá vou eu. Morar sozinha, sem papai e mamãe, sem ninguém pra lavar minhas roupas e fazer minha comida. Eu vou pedir arrego em uma semana, eu sei, mas agora já foi e seja o que Deus quiser. 

Quando eu estiver devidamente alocada e com tempo para respirar eu dou mais um alô aqui para vocês!

Beijinhos e os próximos posts serão diretamente de Floripa!