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quarta-feira, 4 de março de 2026

Retrospectiva 2025

Oi, pessoal. Voltei! (por “pessoal” me refiro à Aninha do futuro e suas múltiplas personalidades, afinal, ela é a pessoa para quem eu escrevo)

Batendo meu recorde de atraso em escrever a retrospectiva, já no terceiro mês do ano, mas sem mais delongas e explicações e desculpas esfarrapadas, vamos ao que importa, que é falar de um dos anos mais incríveis da minha vida: 2025!

Fazia tempo que eu não me referia a um ano dessa forma, né? E como eu sempre digo, um ano é muita coisa e é difícil dizer que ele foi “O MELHOR” ou “O PIOR”, porque tem momentos bons e ruins, mas 2025 foi um ano muito bom e eu acho que a melhor palavra que eu posso usar para descrevê-lo é ESPECIAL.

Foi especial porque eu fiz coisas que eu já queria há muitos anos, eu vivi aventuras, passeios, conheci lugares lindos... e mais do que tudo, eu deixei de depender dos outros para viver as coisas que eu tanto queria viver. Eu vejo 2025 como um ano em que eu me libertei.

Me libertei da dependência de “ter com quem ir” para fazer uma viagem ou um passeio legal, me libertei do medo de tentar algo novo, me libertei do meu julgamento interno de “será que eu vou sozinha?”, e por mais clichê que seja e por mais que eu odeie essa frase, eu “fui com medo mesmo” e descobri que quando a gente se liberta das nossas próprias amarras somos capazes de viver e ver coisas incríveis.

Tudo começou nos primeiros dias do ano, quando eu resolvi fazer meu primeiro passeio sozinha com uma agência de ecoturismo para visitar um lugar bonito em Ponta Grossa, o Buraco do Padre. Eu já queria fazer esse tipo de “mini viagem” há tempos e decidi ir sozinha porque se eu for esperar alguém me chamar ou alguém topar eu ficaria mais 29 anos parada esperando. E eu tinha segundas intenções com esse passeio porque essa mesma agência oferece um projeto que para mim parecia muito ousado, mas eu tinha passado o ano de 2024 inteiro “namorando” a ideia de fazê-lo.

É aqui que as coisas começam a se intercalar. Eu já vinha idealizando pequenas viagens e passeios e montanhas e mirantes e cachoeiras há algum tempo, aí eu fiz esse primeiro passeio para ver como eu me sentiria e se eu gostaria da agência. Foi tudo incrível, e isso somado ao fato de que eu tinha recentemente mudado minha rotina no trabalho para ter mais flexibilidade nos meus fins de semana e poder aproveitar tudo o que eu quisesse, me permitiu embarcar numa jornada transformadora.

Foi aí que eu me inscrevi para o Projeto Pico Paraná. Sete finais de semana subindo montanhas de diferentes níveis para preparar o corpo (e a mente) para enfrentar a montanha mais alta do sul do Brasil, o gigante, o majestoso Pico Paraná.

Na véspera do primeiro sábado eu estava uma pilha de nervos, ansiedade pura, aí eu subi a minha primeira montanha, que foi o Morro Pão de Loth, e naquele momento parece que eu desbloqueei uma chavinha dentro de mim que me permitiu vivenciar o restante do projeto e os demais rolês que eu me joguei no resto do ano.

No Anhangava eu descobri os famosos grampos que a gente usa para subir paredões e que é a minha parte favorita das montanhas porque me sinto uma escaladora. No Capivari Mirim eu descobri que com esforço e dedicação meu corpo pode me levar a lugares incríveis, mesmo que minha panturrilha esteja gritando por socorro nos primeiros 15 minutos. Na Travessia do Canal eu descobri que é possível conhecer vários cumes em poucas horas, brinquei de “escaladora” de novo, e descobri que treinar superiores não é só para enfeite, porque subir uma rocha com auxílio de uma corda exige força real. No Camapuã eu desafiei meu corpo mais uma vez, numa rampa interminável numa noite fria e escura (escura mesmo porque minha lanterna estava ruim), e aprendi que fazer trilha de noite é uma experiência indescritível (e nem um pouco assustadora como eu imaginei que seria), e que nem sempre a gente vai ser “recompensado” com a vista do cume, mas na verdade a recompensa é a jornada em si (clichê, sim, mas sobe lá uma montanha e me diz se eu to mentindo). No Caratuva eu descobri que além de subir grampos eu também gosto de “trepar pedras”, finalmente consegui ver o sol nascer laranjinha, e vi ele de pertinho pela primeira vez: o Pico Paraná.

No Pico Paraná eu descobri (ou confirmei o que eu vinha descobrindo a cada sábado) que eu sou capaz de fazer o que eu quiser. Que com preparo, esforço e boas pessoas ao meu lado, a minha perna pode tremer como eu nunca vi uma pessoa tremendo na vida, mas eu vou seguir em frente, vou conquistar o cume mais alto do sul do Brasil, me ajoelhar e agradecer.

E uma constante em todas essas experiências foi uma coisa que eu descobri na primeira montanha e confirmei em todas as seguintes: eu quero continuar subindo montanhas pelo resto da minha vida!

Buraco do Padre
Morro Pão de Loth
Morro Anhangava
Morro Capivari Mirim
Travessia do Canal
Camapuã & Tucum
Pico Caratuva
Pico Paraná

Calma que até aqui ainda estamos em julho, mas sim, esse projeto foi o ponto altíssimo (com o perdão do trocadilho) do meu ano.

Subir montanhas, desafiar meu corpo, me jogar e fazer tudo isso “sozinha” (porque na prática quando a gente viaja em grupo nunca estamos de fato sozinhos) foi um divisor de águas na minha vida.

Eu me apaixonei pelo estilo de vida “outdoor”. Por estar no mato subindo montanha de madrugada. Por fazer trilhas. Por brincar de Dora Aventureira por aí e amar cada segundo.

Em agosto eu levei o amor da minha vida, junto com alguns amigos, para subir uma montanha junto comigo e compartilhar essa vivência com eles. Aí eu torci meu pé no fim do mês e fiquei um tempo de molho, mas em novembro eu já estava levando meus pais comigo e mostrando para eles também como é incrível.

Em novembro também eu fiz mais um rolê em grupo e conheci o Cânion da Faxina. Um rolê diferente das montanhas, uma paisagem bastante diferente do que eu estava acostumada na Serra do Mar, e o retorno triunfal do meu tornozelo.

Além disso tudo eu também trabalhei bastante (o que já não é mais o ponto principal nas minhas retrospectivas porque eu to muito ocupada aproveitando o tempo livre vivendo e criando histórias pra contar), eu comemorei 10 anos de namoro com o amor da minha vida e passamos um fim de semana num chalé em meio a que? Em meio às montanhas, isso mesmo, com uma vista incrível de montanhas que já conquistei e outras que ainda vou conquistar. E foi onde eu torci meu pé, mas tudo bem porque eu vivi tanta coisa boa que essa parte se torna tão pequena...

Foi em 2025 também que eu TRINTEI e ganhei o melhor presente de aniversário da minha vida, que foi ter a família toda reunida para celebrar junto comigo.

No final do ano eu descobri um novo esporte junto com meu amor e meus amigos, e fomos algumas vezes num ginásio de escalada e foi mais uma descoberta maravilhosa e que eu me apaixonei!

Chalé nas montanhas.
Cânion da Faxina.
Escalada.








Só para não dizer que não falei de trabalho, apesar de eu ter vivido pra caralho em 2025, eu trabalhei bastante também e me dediquei igual sempre, e ainda recebi uma carta de reconhecimento no fim do ano, e sim eu faço questão de lembrar dessa parte porque eu estou muito orgulhosa de mim por ter vivido o melhor dos dois mundos e estar me sentindo tão realizada.

Em dezembro eu pude descansar, aproveitar a família e começar a planejar as aventuras de 2026 👀


Outras coisas legais que eu fiz em 2025 que eu lembrei vendo minhas fotos e que se eu for falar de cada uma delas aqui esse texto vai durar para sempre: fui no parque aquático com meu amor e ficamos o dia todo descendo no tobogã; comi muito, fui muito maromba e construí musculinhos bonitos; comecei a estudar francês pra valer; fiz trabalho voluntário; viajei a trabalho para MG; libertei meu lado nerd e me tornei uma ávida jogadora de Pokémon TCG.

Resumindo, em 2025 eu VIVI. E que tesão é viver.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Retrospectiva 2024

Se eu pudesse resumir 2024 em uma palavra, seria CONQUISTA.

Foi o ano em que eu realizei alguns dos meus maiores sonhos. O ano em que eu me permiti ser quem eu quisesse. O ano em que eu me libertei, e me permiti fazer minhas próprias escolhas.

Às vezes nós ficamos presos a amarras que nem percebemos que fomos nós mesmos que impusemos. E em 2024 eu comecei a me libertar de várias delas e aprender a tomar minhas próprias decisões. E eu nunca fui muito boa com esse negócio de decidir.

Ser livre para fazer escolhas é incrível e muito gratificante, mas ao mesmo tempo é bastante assustador.

Quando você faz suas próprias escolhas, você não tem para quem apontar o dedo e culpar se tudo der errado, a não ser você mesmo.

Algumas escolhas são mais simples e eu até consigo encarar a possibilidade de não dar certo com leveza, como no início do ano quando eu tomei coragem (depois de milhões de anos) de realizar meu sonho de ser ruiva.

E se ficar feio? E se eu não gostar? Pinta de castanho de volta. Tá tudo bem. No máximo gastei dinheiro à toa.

       
Claramente deu certo, porque eu fiquei muito linda.

Teve outras decisões que foram mais importantes. Coisa de gente grande.

Como juntar as escovas de dente com o amor da minha vida e comprar meu primeiro carro.

Se desse errado, mudar de apartamento de novo e trocar de carro não seria tão simples quanto pintar o cabelo.

Mas eram duas coisas com as quais eu vinha sonhando (e planejando minuciosamente) há muito tempo. Como poucas vezes na vida, eu estava certa do que eu queria. Eu sabia que estava pronta para o próximo passo no meu relacionamento e para realizar um sonho de criança.

E 2024 foi assim, cheio de realizações.

Um ano que vale muito a pena ser relembrado, e é por isso que escrevo sobre ele com tanto carinho.


E olha que legal, dessa vez eu não decepcionei a Ana do passado. A Ana do final de 2023 que tinha recém voltado a fazer academia e tinha como objetivo ser mais comprometida consigo mesma. E eu fui.

Uma das minhas prioridades em 2024 foi levar uma vida mais saudável, e pasmem, eu não sei mais viver de outro jeito.


Vocês acharam que eu não ia falar sobre trabalho, né?

Pela primeira vez em 3 anos, 2024 não foi só sobre isso. Justamente porque eu me comprometi a cuidar de mim fora do trabalho. A separar e equilibrar as coisas de maneira saudável.

Mas não deixou de ser um ano de trabalho duro e muito recompensador. E aqui temos mais uma conquista: 2024 foi o ano em que recebi a minha primeira promoção!

Depois de entrar como estagiária na Renault em 2021, ser contratada como terceirizada em 2022, e me tornar oficialmente uma funcionária Renault em 2023, em 2024 foi o ano em que eu fiquei PLENA.

Trocadilhos à parte, eu deixei de ser Analista de Processos Júnior e me tornei Analista de Produto Plena. Sim, eu mudei de setor também, iniciando mais um capítulo na minha jornada dentro dessa empresa enorme e cheia de oportunidades e que tem me proporcionado tantas coisas na vida.

Também tive e oportunidade de apresentar meu trabalho e fui reconhecida por isso.


Eu sentei para escrever sem saber o que viria. Cheia de culpa por já estarmos quase em março. Pensando que 2024 teve também suas dificuldades e momentos tristes e vontade de desistir. Mas que alegria perceber que quando meu dedos começaram a tocar o teclado, de repente eu já tinha falado de tanta coisa boa que nem sei do que reclamar (e olha que eu sou boa nisso).

Eu sempre falo que um ano não é 100% feliz nem 100% triste. 365 dias é coisa pra caramba.

Mas olhando o todo, olhando de fora... Pensando na Ana que eu sou hoje, nesse momento, escrevendo isso... Eu sei que o que eu estou fazendo em 2025 e as escolhas que fiz logo no início do ano e os caminhos que estou trilhando são frutos de todas as sementinhas que a Ana do passado vem plantando há anos, mas 2024 foi especial talvez porque eu tenha "regado mais" essas sementes. Eu olhei mais para dentro. Eu dei mais atenção a mim mesma.


Uma coisa que eu preciso confessar também é que, apesar de ter conquistado muitas coisas e estar feliz, eu sinto que faltou um pouco de VIDA no meu ano.

Não me entendam mal, como eu falei, 2024 foi um ano de CONQUISTAS. E foi lindo.

Mas ao mesmo tempo em que eu estava correndo atrás dos meus sonhos, eu estava muito fechada dentro de mim mesma. Eu conquistei muitas coisas, e mais do que nunca eu segui me reconectando comigo mesma. Mas embora olhar para dentro seja importante e necessário, eu morei dentro de mim. E eu deixei de olhar e abraçar as pessoas lá fora.

E é por isso que logo no primeiro mês de 2025 eu comecei a tomar decisões para mudar esse cenário.

Então eu acho que 2025 vai ser sobre isso. Sobre perder o medo de fazer as escolhas que vão me levar mais longe. Não necessariamente na carreira ou no desenvolvimento interno. Mas mais longe fisicamente. Pegando estradas e subindo montanhas e conhecendo novos lugares e pessoas.

E eu não vejo a hora de compartilhar isso tudo com vocês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Retrospectiva 2022 / 2023

Como sempre, eu estava lendo as minhas retrospectivas passadas antes de fazer a atual...

Já são mais de 10 anos de retrospectivas nesse cantinho tão especial pra mim que é o blog, e ano passado eu falhei.

Eu tinha escrito um texto bem generalizado e resumido falando de 2023 e 2022, mas quando eu li a retrospectiva de 2021 eu percebi que frustrei a Ana do passado...

Ela disse que esperava que no fim de 2022 estivesse em outra cadeira, em outra casa, escrevendo a retrospectiva. E eu estava (não escrevendo, mas em outro lugar). Parabéns, Aninha, você conseguiu!

2022 na verdade foi um ano extremamente especial e eu vou falar dele agora com um ano de atraso porque merece o registro.

Foi o ano em que eu me formei Engenheira de Materiais.

Foi o ano em que eu consegui o meu primeiro emprego, mudando o meu status de "estagiária" para "analista" na Renault. Sim, a mesma empresa onde eu entrei em 2021 num processo seletivo concorridíssimo (me deixem sentir orgulho ok obrigada).

Foi o ano em que, por conta dos itens anteriores, eu consegui ir morar no meu cantinho e buscar a minha paz.

Foram três conquistas muito grandes e especiais, e mesmo não tendo sido um ano incrível como um todo, foi incrível ter acontecido tudo isso. E é importante eu registrar e lembrar que sou grata.


Também foi o ano em que eu deixei de estar sozinha cuidando de mim e da minha saúde mental.

Eu escrevi na retrospectiva de 2021, na qual falei majoritariamente sobre covid, que eu aprendi sozinha a lidar com os meus medos. Com as dificuldades. Mas, desde 2022, eu não estou mais sozinha. Eu tenho ajuda. E esse foi o presente mais bonito que eu me dei.

Então eu queria pedir desculpas para a Ana do início de 2022 e contar que, sim, você tinha conquistas para compartilhar no final do ano. As maiores e as mais bonitas que você poderia querer, e que você lutou tanto para conseguir. Obrigada.

...

Pulando para 2023...

Se fosse para resumir 2023 em uma palavra, seria trabalho. Foi o que eu mais fiz, o que mais me tomou tempo e onde eu mais me dediquei.

Tive novas conquistas nessa área também. Fui contratada como funcionária Renault (antes eu era terceirizada, e eu achava que não, mas faz diferença) e comecei a assumir novas responsabilidades.

Foi e tem sido um grande desafio. Eu mergulhei de cabeça, e eu voltei a acreditar que eu sou sim muito boa no que eu faço (sim, por um bom tempo eu duvidei).

Porém, quando comecei a me dar conta que existia apenas uma Ana, a Ana que trabalha, fui atrás de tentar resgatar outras. Ou criar novas. 

Eu precisava de mim, para mim.

Eu estabeleci um montão de metas, fiz um planejamento cheio de expectativas de me reconectar comigo mesma e encontrar propósito.

Eu tentei estudar mais, pedalar mais, ler mais, sair mais, reclamar menos, ser mais feliz. Mas inevitavelmente eu falhei. 
Eu não tinha mais tesão. Eu estava inerte.

Eu não sabia fazer mais nada.

Por outro lado, porém, no final de 2023 eu voltei para a academia e comecei a levar mais a sério a vida saudável. Eu tentei cuidar de mim. Eu passei a dedicar um tempo a mim mesma.

No fim eu descobri que eu sou sim uma pessoa dedicada e comprometida quando eu realmente quero algo. Eu só preciso disso: querer.

Eu fiquei o ano inteiro tentando estabelecer rotinas e bater metas, até que um dia eu decidi voltar pra academia e simplesmente fui.

E é isso que eu quero para 2024. Ser mais comprometida comigo mesma.
Ser mais eu.
Ter mais tesão pela vida.

Viver.

E acima de tudo, ser livre.
(mais sobre isso nos próximos capítulos...)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

2020 Parte 2 (aka 2021)

Eu passei as últimas semanas pensando na retrospectiva que eu preciso escrever, porque é um ritual tão importante para mim e me faz refletir tanto sobre mim mesma, mas ao mesmo tempo, refletir sobre os dois últimos anos é tão triste e dolorido, que várias vezes eu formulava frases e até um parágrafo inteiro na minha cabeça, mas eu nunca tinha empenho de sentar e colocar as palavras no papel (ou na tela).

A verdade é que, ainda hoje, 10 de janeiro de 2022, eu ainda me sinto em 2020.

Eu me perco na cronologia das coisas que aconteceram no planeta e na minha vida nos últimos dois anos. Eu não me lembro o que foi em 2020 e o que foi em 2021, e tudo fica misturado e confuso dentro da minha cabeça.

A minha vida está ruim. Eu não vou usar eufemismos aqui. Eu conheço meus privilégios, e eu tenho coisas pelas quais ser grata sim (sobre as quais escreverei adiante), mas eu estou infeliz. E é por isso que é tão difícil escrever.

Eu sei que a pandemia não é algo presente só na minha vida, não é uma preocupação só minha (embora às vezes essa seja a sensação), mas é algo que afeta cada pessoa de uma forma diferente, e me afetou de uma maneira mais arrebatadora do que eu poderia lidar.

Mas esses dias eu estava fazendo uma retrospectiva mental do meu comportamento nesses dois anos, e como as coisas foram se tranquilizando aos poucos (com vários sustos no meio do caminho, como estamos vivendo agora inclusive).

Eu percebi que, lá em agosto de 2020, quando eu voltei a trabalhar depois de 5 meses saindo de casa apenas para dar uma volta na praça com o meu namorado, eu tinha o costume de chegar em casa, tirar minha roupa na lavanderia e ir direto para o banho. Eu também passava álcool na mão depois de literalmente cada lugar que eu encostava.

Com o tempo eu passei a deixar minhas roupas usadas numa caixa de papelão no chão do banheiro, porque ficar andando pelada pela casa era desagradável e, por muitas vezes, bem gelado. Até que eu comecei a me permitir não lavar o cabelo todos os dias, e a deixar minhas roupas usadas num cantinho separado da estante dentro do quarto, como eu sempre fiz (pelo simples fato de estarem usadas, e não contaminadas), e aos poucos fui entendendo que tudo bem se eu saí do portão do meu prédio e não passei álcool na mão imediatamente depois de abri-lo.

Eu me permiti voltar a ir de bicicleta para os lugares, e entender que eu não preciso limpá-la minuciosamente toda vez que chego em casa (o que facilitou bastante o meu transporte), e isso me permitiu ter um pouco mais de lazer também, afinal, o meu meio de transporte é também um dos meus hobbies favoritos (e foi uma coisa muito presente no meu ano, que me trouxe um pouco de alegria).

Eu me permiti comer fora de casa, em um lugar ao ar livre e praticamente vazio, no dia do meu aniversário, uma semana antes da segunda dose da vacina. E depois da segunda dose, eu me permiti fazer algo para o qual eu estava contando os dias desde março de 2020, e que hoje é o ponto alto dos meus dias: ir para a academia.

Resumindo, hoje em dia eu consigo ir tranquilamente para o trabalho, em consultas médicas, ao shopping, e até mesmo ir comer de vez em quando em lugares abertos (embora eu esteja repensando este último ponto dadas as notícias recentes).

Aos poucos as coisas estão voltando ao ""normal"", e eu estou aprendendo a viver a vida dentro das minhas limitações.

Enfim, tudo isso é pra dizer que eu evoluí. Eu aprendi - sozinha, porque foi do jeito que deu -, a lidar com os meus medos, a me munir de informações para saber fazer as coisas corretamente e escolher os riscos que eu estou disposta a correr (que, no meu caso, são pouquíssimos, mas tudo na vida é escolha).

Agora eu estou focada na minha carreira (que foi a única coisa que me manteve de pé no ano passado), e em dar um rumo para a minha vida, depois de me sentir estagnada por tanto tempo.

Então, para finalizar mais essa retrospectiva deprimente, vou fazer um compilado de coisas que aconteceram na minha vida em 2021, que mesmo tendo sido uma bosta, teve acontecimentos legais, afinal, 365 dias podem passar voando, mas é muita coisa.


Coisas boas que aconteceram na minha vida em 2021:

- Eu comecei a fazer estágio na Renault, depois de ter sido aprovada em uma das 130 vagas num processo seletivo com mais de 13.000 inscritos

- Fiz 2 tatuagens (e não tenho foto boa de nenhuma delas)

- Tomei a vacina

E é isso.


Eu poderia falar de outros aspectos da minha vida aqui, mas 1. Ninguém se importa, isso é praticamente um diário para a Ana do futuro; 2. A minha vida, infelizmente, só se resumiu a pensar sobre covid o tempo todo por vários meses, por isso o foco desse texto.


Eu espero que no final de 2022 eu possa estar sentada em outra cadeira, em outro apartamento, sozinha, escrevendo uma retrospectiva mais feliz e com mais conquistas para compartilhar.

Se eu cumprir as metas que tracei para este ano, com certeza terá uma Ana mais feliz escrevendo aqui em dezembro.


Feliz 2020 parte 3. Espero que essa seja a última temporada.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

2020, um ano que poderia não ter acontecido

Eu comecei o ano de 2021 escrevendo. Bêbada de champagne, deitada no sofá, rascunhando umas palavras soltas no meu celular. Isso virou a minha Retrospectiva de 2020. Um ano que só acabou no calendário, e do qual a minha análise não vai ser nem um pouco otimista, a despeito do meu penúltimo post, porque não dá para fazer um retrospectiva feliz, gente. Desculpa.

(Os primeiros quatro parágrafos são do dia 01/01/21, em que comecei escrevendo)

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Ontem eu assisti a retrospectiva de 2020 da Globo e chorei igual um bebê (no episódio da Covid, porque tem 5 episódios no Globoplay).

Hoje, dia 1º de janeiro de 2021, eu já comecei o ano bêbada, trancada em um apartamento com o meu namorado, mandando mensagens para amigos das quais eu nem sei se vou lembrar amanhã.

Isso me fez refletir sobre tudo o que o ano de 2020 nos tirou, e eu fiquei puta (sem eufemismo mesmo, sinto muito).

Agora, especificamente na virada de ano, eu fiquei puta porque eu estou levemente bêbada e eu nem lembrava como era beber com os amigos e dar umas risadas (e eu ainda não lembro, porque eu estou trancada num apartamento, somente com o meu namorado, lembra?).


Mas a verdade é que 2020 tirou de mim vários prazeres triviais do dia a dia. Uma cerveja no barzinho da esquina, um jantar romântico num restaurante legal, uma volta de bicicleta no parque, um passeio no shopping, um banho de mar, ir para a academia... (e isso só porque eu sou uma pessoa consciente, porque muita gente continuou fazendo cada uma dessas coisas e muito mais).

Mas 2020 tirou muitas outras coisas de muitas pessoas.

Uma mãe.

Um pai.

A avó ou o avô.

Irmãos.

Filhos.

Amigos.

O olfato, o paladar...

A mobilidade básica do corpo após meses deitado em uma cama de hospital...

Sem contar várias outras sequelas das quais eu nem poderia falar aqui porque, sinceramente, não tenho mais estômago para ler sobre e não chorar.


Eu já disse aqui e é verdade que em algumas esferas da minha vida 2020 foi um ano bom. Me trouxe novos aprendizados, um contato intenso comigo mesma e um cuidar de mim como nunca havia feito antes. Mas, convenhamos, que escolha eu tinha senão me conectar comigo mesma, visto que me desconectei do resto do planeta? (E isso literalmente, porque até um detox das redes sociais eu fiz)

Porém, foi um ano que poderia não ter acontecido. Um ano no qual eu trocaria todas as minhas experiências (que eu teria vivido em menor frequência e/ou intensidade) por um ano sem Covid. Pelas vidas que se foram, pelo tempo perdido, pelos litros de álcool em gel gastos, pelo medo, que continua presente toda vez que eu saio de casa.

2020. Um ano que mostrou a solidariedade que a gente via na TV lá no início da quarentena, mas que também (e em muito maior quantidade, eu acredito) mostrou a podridão das pessoas, o egoísmo, o desrespeito, a irresponsabilidade, a falta de empatia.

Um ano que, ao meu ver, não acabou e (infelizmente) não acabará tão cedo. Porque, mais do que nunca, essa virada de ano é só uma formalidade no calendário.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019

A minha maior e mais importante "meta de ano novo", pelos últimos dois anos, era encontrar paz, na vida e, principalmente, dentro de mim. Eu li minhas retrospectivas antigas (como sempre faço), e percebi que 2018 e 2019 foram a continuação de uma história (triste) que começou lá em 2017, e eu espero do fundo do meu coração que com essa retrospectiva de 2019 eu feche essa trilogia de uma vez por todas.

Recentemente eu me dei conta de que, desde 2017, eu vivia presa a uma situação de vida, como eu descrevi na retrospectiva do mesmo ano, e foi lá naquela época que eu li um livro que mudou a minha visão de mundo e me lançou um dos maiores desafios da minha vida - conhecer a mim mesma -, e agora, no final de 2019, eu percebi que eu tenho de fato obtido êxito nesse aspecto. Eu tenho enxergado a mim mesma de uma maneira diferente e estou aprendendo a lidar com as situações de uma maneira mais madura e responsável, com o conhecimento de que nenhuma, repito, situação de vida, é capaz de destruir a minha vida inteira ou tirar completamente a minha paz. Eu aprendi a diferenciar os momentos de paz, quando tudo vai bem nas minhas esferas de vida, e a minha paz interior, que está sempre dentro de mim independente do caos ao meu redor. Está dentro de mim quando eu deito na cama à noite, ou quando eu escrevo no meu caderninho da gratidão, com a consciência tranquila de que eu fiz e continuo fazendo tudo que eu posso. Eu finalmente alcancei a minha resolução de ano novo de 2018, e agora eu conheço melhor a mim mesma e estou de bem comigo e com o mundo. Principalmente comigo.

Pausando um pouco essa parte mais profunda, vamos ao meu ano de 2019, de forma geral (e como sempre, dividido por trimestres - se eu conseguir lembrar de tudo que aconteceu em cada um).

No início do ano eu estava morando em Florianópolis. Fui membro da FEJESC (que expliquei na retrospectiva de 2018) por poucos meses, embora o trabalho fosse incrível e eu gostasse muito de ajudar as empresas juniores. Mas a faculdade estava me consumindo (MESMO! As matérias estavam muito pesadas e consumindo muito tempo) e eu fiz a escolha de priorizar os meus estudos. Foi um trimestre difícil, mas deu tudo certo, e eu finalmente comecei a dar os primeiros passos rumo ao meu TCC.

No segundo trimestre eu finalmente fiz meu terceiro estágio, depois de um ano só em aula em Florianópolis. Trabalhei na Zen e morei numa das cidades mais amorzinho de Santa Catarina, Brusque (mais conhecida como Bruxque). Sim, eu amei morar lá. Foi uma experiência INCRÍVEL em todos os aspectos. A empresa era muito legal e receptiva, o setor que eu trabalhei era de uma das minhas paixões desde o curso técnico (tratamento térmico), e os meus colegas de trabalho eram as melhores pessoas com quem já trabalhei. A cidade era muito legal, eu dava vários rolês de bicicleta no fim de semana (mesmo que a maioria dos rolês sempre acabassem na Havan), e eu realmente turistei e conheci cada cantinho que eu pude e amei cada pedacinho deles. (Fazer mercado nunca mais foi a mesma coisa porque o melhor mercado do mundo é Brusquense e se chama Archer e não existe em Florianópolis. Saudades). Eu morei num apartamento ao lado da empresa com mais seis estagiários. Foi uma enorme mudança de realidade para quem tinha uma kitnet inteira para si e passou a dividir não só o apê como o quarto. E foi aí que eu lembrei que, apesar das pequenas tretas, morar com mais pessoas é muito legal. Nos fins de semana eu me sentia um pouco sozinha porque todo mundo tinha família nas cidades vizinhas (e ir pra Curitiba de ônibus era uma saga interminável), mas foi aí que eu comecei a explorar a cidade e a minha paixão por pedalar e foi ótimo. De forma geral, o segundo trimestre do ano só não foi melhor porque acabou. Eu queria continuar em Brusque, mas não pude por motivos acadêmicos. Fiz minhas malas, me despedi da empresa, dei aquela choradinha e fui embora.

O terceiro e último trimestre letivo do ano eu nem sei se merece um parágrafo inteiro de tão ruim que foi. A faculdade estava ainda mais difícil do que no início do ano (nunca fale que um trimestre/semestre é o pior da sua vida, porque sempre tem o próximo), e ao voltar para Floripa eu me afastei de pessoas que, ao longo do anos, eu percebi que só me faziam mal, e isso me fez passar por uma período de readaptação, procurando novas companhias e novos hobbies. Porém, devo ressaltar dois pontos positivos:
1. Comecei meu TCC!! Conversei com meu professor e, em outubro, entrei no laboratório de soldagem para dar início ao meu TCC na minha outra paixão desde o curso técnico: soldagem.
2. Dei um gás na academia e na vida saudável como um todo. No início de 2019 eu mudei de academia em Floripa e descobri a melhor academia da ilha, que é a Natatorium, e o meu desempenho melhorou 150%, porque o ambiente e as pessoas são muito mais agradáveis e isso faz diferença sim e aumentou muito a minha disposição. Então quando voltei de Brusque (que eu tava meio preguiçosa porque a academia era longe), eu dei um gás, comecei a treinar e comer melhor, e descobri uma nova paixão.

No finalzinho do ano, ao vir de férias para Curitiba (um pouquinho antes do natal), eu tive muitos aprendizados em tão poucos dias. Minha vida virou de cabeça para baixo e eu descobri (na verdade foi uma confirmação) que eu tenho pessoas maravilhosas a quem recorrer quando tudo desaba, e que seguraram (e estão segurando) minha mão no que está sendo o momento mais difícil da minha vida.
Eu passei a dar ainda mais valor para o fato de ter uma família tão grande, sabendo que tenho pessoas maravilhosas perto de mim e que vão me acolher (literalmente) sempre que eu precisar. E não bastasse isso, tem a família que eu escolhi e que nunca me deixou na mão.

Nas últimas semanas eu tenho reforçado todo o aprendizado que falei no início desse texto, estando em paz comigo mesma, mesmo que sofrendo, mesmo que não satisfeita com a situação atual, sabendo que eu conheço a minha verdade, e que tudo que eu escrevo ou falo pode ser distorcido, mas eu falei, eu escrevi, eu botei a cara a tapa e expressei o que eu penso porque eu mereço isso, e o modo como as pessoas interpretam o que eu digo, infelizmente, foge ao meu controle.
Eu conheço a minha verdade. E o meu aprendizado de finzinho de ano foi perceber que isso é o que eu posso controlar, e que isso basta.

Eu construí muita coisa nesse último ano e nos últimos três anos (quem me conhece sabe porque eu sempre fico falando dos últimos três anos). Eu tenho certeza que eu posso fazer 2020 ser diferente, no que eu puder controlar ou melhorar. Eu sei que cabe a mim ter um ano bom. Eu sei que, embora eu esteja fazendo essa retrospectiva já em janeiro e eu não esteja feliz, a minha parte eu fiz e a paz que eu tenho comigo mesma é mais importante. Eu sou importante. E essa é a lição do último triênio que eu dou por encerrado aqui neste ponto final. E quem ainda está vivendo nesse ciclo e por acaso ler esse desabafo, eu só peço que entre neste novo capítulo comigo. Um capítulo de paz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018

Eu não sei nem por onde começar.

Essa é a primeira vez, desde 2010, que eu não escrevo a retrospectiva do ano em dezembro (mas é sério, se vocês soubessem como foi meu último mês do ano, entenderiam).

Enfim, mantendo a tradição, mesmo que atrasada, vamos (tentar) falar sobre 2018.

Minha vida é dividida por trimestres, devido à faculdade, então é sempre mais fácil pra mim avaliar o ano dessa maneira (trimestres letivos, ou seja, são só 3 no ano).

No primeiro trimestre de 2018 eu estava fazendo estágio na Copobras, em São Ludgero, uma cidade muito aconchegante no sul de Santa Catarina. Já falei dela aqui e aqui.
Enfim, pra não ficar muito repetitivo, queria apenas lembrar como adorei morar lá e foi um ótimo trimestre. Adorei a cidade, conheci pessoas incríveis e a empresa também era muito legal. Foi uma experiência completamente diferente, um modo de vida diferente do que estou acostumada, e foi muito gratificante.

Vista da ponte no meio da cidade

Quando estava morando lá, meus pais foram me visitar num feriado e fizemos um passeio na Serra Catarinense. Estou até hoje devendo esse post aqui pro blog, mas resumindo, nós fomos pela Serra do Rio do Rastro até a cidade de Urubici e voltamos pela Serra do Corvo Branco. Foi como se fizéssemos um círculo, indo por uma serra e voltando por outra, podendo aproveitar ao máximo a viagem. O passeio em Urubici foi SENSACIONAL. É o tipo de turismo rural/aventura, e até minha mãe foi na tirolesa (o que me garantiu mais uma ida de graça porque o tio ficou feliz de eu convencer mamãe), e eu sou maluca por tirolesa, principalmente com as paisagens maravilhosas que pudemos ver.

Eu e meus pais no Morro da Igreja, em Urubici.

Fomos também na Fluss Haus, um café colonial DELICIOSO e muito charmosinho também, que eu comentei aqui que já tinha ido com um amigo da empresa. Meus pais amaram e valeu muito a pena a estrada de terra que parecia não acabar nunca.

Além disso, demos um pulinho em Laguna, porque minha mãe não sabe ficar longe de praia. Mas foi bem legal, pegamos um dia bonito e pudemos aproveitar a praia.

Resumindo, o primeiro trimestre do ano foi muito massa.

Em maio voltei para Florianópolis e fiquei até dezembro, e vou continuar na mesma casa no início de 2019 (socorro não sei ficar no mesmo lugar por muito tempo).

No final de julho eu fui no CECEMM, o Congresso dos Estudantes de Engenharia de Materiais do Mercosul, e falei tudinho nesse post. Foi uma experiência muito legal e diferente e que me fez enxergar meu curso com outros olhos, e me lembrou como a Engenharia de Materiais é muito massa e porque eu escolhi esse curso anos atrás.

Segundo e terceiro trimestres do ano eu fiquei apenas em aula mesmo. Foi cansativo e eu tive várias crises e momentos de desânimo com o curso, mas deu tudo certo no fim. No meio disso teve também a EJEM, a Empresa Júnior de Engenharia de Materiais, que eu ajudei a fundar lá no finzinho de 2016. Mesmo com as idas e vindas de estágio, fiquei na EJEM até o final de 2018 e acho que as experiências vividas no Movimento Empresa Júnior (MEJ) foram a melhor parte desses dois trimestres do ano.

Sabatina da EJEM para fazer parte da FEJESC.

A EJEM começou a crescer cada vez mais e atingir cada vez mais clientes e projetos e foi muito massa poder acompanhar todo esse crescimento e fazer parte disso, junto com meus colegas que também fizeram parte da fundação da empresa e mais pessoas novas que foram entrando para a equipe. Além disso, começamos a ter mais contato com a FEJESC, a Federação Catarinense de Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina, que é o conjunto de todas as empresas juniores do estado, e cujo time que a administra é formado por empresários juniores que querem fazer o movimento crescer e auxiliar todas as EJs de Santa Catarina.

Enfim, o MEJ pode ser bem difícil de explicar para quem é de fora, mas eu só quero deixar registrado que foi uma experiência muito importante para mim esse ano e que guiou o meu caminho para 2019. Com os membros da EJEM eu participei de eventos e, como representante da minha EJ eu participei de muitas reuniões e assembleias e entrei de cabeça no movimento, e agora faço parte do time da Federação e ajudarei outras pessoas a realizarem o sonho que eu e meus colegas realizamos de criar uma EJ do zero e fazer isso se tornar real e ver crescer e ainda aprender muito e crescer muito profissional e pessoalmente no processo.

Time da FEJESC de 2019 (to escondida).

De maneira BEM RESUMIDA esse foi o meu ano. No balanço geral eu não considero que ele tenha sido bom porque passei por muitos problemas que obviamente não mencionei aqui, mas lendo tudo isso agora eu sou muito grata por essas coisas e por tudo de bom que vivi, porque eu conheci muitas pessoas novas, novos lugares, novas culturas, novas ideias, e isso foi o mais legal de tudo.

Eu acredito também que em 2018 eu abri muito meus olhos para as coisas que eu andava vivendo nos últimos tempos. Aprendi a analisar a minha situação de vida e tentar entender a porra toda, mesmo que fracassando inúmeras vezes. Perdi VÁRIAS batalhas e o que eu ganhei disso tudo foi o crescimento pessoal e uma nova visão de mundo, o que me fez amadurecer bastante.

Para 2019 eu espero manter na minha vida todas as pessoas importantes, todos os sentimentos bons, todas as lembranças boas, além de criar muitas mais. Espero deixar toda a negatividade e a tristeza para lá, e encontrar a paz dentro de mim.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Já vai tarde, 2017

Eu pensei em mil maneiras de como começar este texto, e a melhor frase que me veio em mente, mesmo que eu tentasse me segurar, apareceria no meio do texto em algum momento, então vou falar de uma vez: meu 2017 foi uma bosta!

Isso vai contra tudo o que eu falei no último post, eu sei. O fato é que eu comecei a tentar aprender a agradecer pelas pequenas coisas justamente por isso. Porque eu precisava de pequenas coisas boas para sobreviver em meio ao caos. Mas tudo continuou igualmente caótico por muito tempo, o que mudava de vez em quando era a minha maneira de lidar com isso.

Eu estava me virando em mil para tentar manter por perto todos que eu amo e ficar feliz. E fazer todos felizes. Não deu certo, e ninguém estava feliz. E, no fim das contas, eu acabei perdendo as duas maiores partes de mim. E para conseguir conquistar uma delas de volta eu tive de abrir mão da outra, porque era "a coisa certa a se fazer". E não por isso doeu menos. E não por isso não continua doendo.

Num momento de lucidez em que eu comecei a pensar mais em mim e parar de tentar fazer todos felizes em detrimento da minha própria felicidade, eu travei. A minha vida estava no modo automático há tanto tempo que, quando eu olhei para dentro de mim mesma, percebi onde eu estava tanto fisicamente quanto espiritualmente, eu levei um choque muito grande. Eu não estava mais satisfeita com quem eu era. Eu não tinha mais certeza de quem eu era. A minha vida era aquela situação, na qual eu me via presa há muito tempo, em detrimento de todas as outras esferas da minha vida que fazem de mim quem eu sou.

Foi aí que eu comecei a ler O Poder do Agora. Um livro que foi um "despertar", ao mesmo tempo que foi um tapa na cara, ao mesmo tempo em que, ora me fazia respirar mais tranquila, ora me deixava arrasada. Foi uma experiência que mudou meu jeito de enxergar alguns aspectos da vida. Me trouxe leveza, ao mesmo tempo em que me deu um certo medo de tentar, de fato, viver no agora.

Eu percebi que eu estava tão apegada a resolver um único problema e ficar imaginando soluções mirabolantes para um futuro melhor, que eu não parei para pensar em como eu estou me sentindo agora. E percebi que o meu próximo desafio é uma coisa que, muitas vezes, pode ser aterrorizante: conhecer a mim mesma.

Há quem diga que tudo isso é exagero. De fato eu ouvi isso algumas vezes. Podem dizer que tem pessoas com problemas piores, o que não é mentira. Mas quem somos nós para avaliar o nível de gravidade dos problemas uns dos outros, certo? Eu tenho família, casa, comida, saúde, boas condições de vida e de estudo, mas o sofrimento emocional que eu passei esse ano eu não desejo nem para o meu pior inimigo.

Eu poderia - e talvez até deveria, afinal, é o propósito da retrospectiva - falar dos outros aspectos da minha vida. E principalmente falar sobre algo que deixe esse texto mais leve, porque não tá fácil. É só que esse ano foi, realmente, resumido nessas coisas ruins que aconteceram e tiraram a minha paz. Mas temos então a primeira resolução de ano novo: paz. Conhecer a mim mesma e ficar de bem comigo e com o mundo, e quem sabe aos poucos tudo vai se colocando em seu lugar.

Quanto ao resto, está aí tudo o que vocês precisam saber:
1) A faculdade está ok
2) A Empresa Júnior que eu co-fundei com uns colegas está voando!
3) Fiz meu primeiro estágio esse ano e morei em Joinville
4) Fui nos shows do Jason Mraz e do Ed Sheeran e foram incríveis!
5) Consegui um estágio para o ano que vem e vou morar numa cidade de 12 mil habitantes

Por hoje é só. Ou, no caso, por 2017 é só.

Que venha 2018 e que ele seja imensamente melhor do que 2017. Feliz Natal e Feliz Ano Novo para todos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

Todo mundo sabe que 2016 foi uma loucura!

Eu tenho visto retrospectivas em sites mostrando os memes do ano, as coisas engraçadas e bizarras que aconteceram na internet e tudo o mais, e algumas coisas eu vejo e penso "meu Deus, isso foi em 2016?? Parece que foi há muito tempo!". É sempre assim, porque doze meses é muita coisa, e quando você para pra pensar no que aconteceu em cada um deles, é muita história para contar!

Eu tive muita história esse ano, e, apesar das desgraças todas e de todo mundo falar que foi um ano horrível, na minha vida pessoal foi um tanto quanto ótimo (talvez ótimo seja demais, mas foi bem bom).

Óbvio que meu apelido de caloura foi Minion
Eu já comecei o ano com notícia boa né, gente. PASSEI NA UFSC! O que fazer? Correr para Florianópolis procurar abrigo porque em menos de um mês as aulas começam!!
Abrigo encontrado, mudança feita, e que venha o primeiro dia de aula.

No começo foi bem difícil para mim. Eu me sentia sozinha, e eu demoro um pouco para fazer amizades e me soltar com as pessoas, então o primeiro mês foi horrível. O que me salvava eram as visitas do Caio, porque eu fiquei um mês e meio sem vir para Curitiba.

Mas aí eu comecei a fazer amizades, fiz iniciação científica no Laboratório de Materiais, e a vida por lá começou a ficar mais agitada e interessante. O primeiro trimestre foi bom e ruim ao mesmo tempo. Tinha uma matéria bem chata que nos ocupava muito tempo para fazer relatórios, mas teve também as matérias de introdução ao curso, que me faziam finalmente acreditar que eu tinha chegado lá, que eu estava realizando meu sonho! Teve o tão temido cálculo, que se mostrou menos assustador do que eu esperava, e agora já acabou.

Durante o ano teve visitinha da família também, porque agora que eu moro "na praia" até parece que eles não vão aproveitar uns feriados por lá de vez em quando. Dói um pouco o coração não voltar para Curitiba no feriado, porque eu to sempre com saudade de tudo e todos, mas ter meus pais por perto no meu novo cantinho é muito bom, sem contar que, com turistas loucos por uma praia e um carro a disposição, fica muito mais fácil explorar a ilha.

Nós no Maximus ♥
O segundo trimestre foi mais tranquilo, e depois eu finalmente consegui uns dias de férias, e os aproveitei maravilhosamente viajando para São Paulo. Fui no Maximus Festival e passei uns dias na cidade. Foi incrível e vocês podem ler mais no meu Diário de Viagem.

Uma coisa que eu não comentei é que, depois de São Paulo, eu fui para Assunção, no Paraguai, batizar meu priminho. Ele tem família lá e eu recebi o maravilhoso convite para ser sua madrinha e, de quebra, conheci um pouquinho um lugar novo. Passei dois dias lá com a família do meu tio, conheci um pouquinho a cidade e foi muito legal. Aí eu voltei para o terceiro e (finalmente) último trimestre do ano.

A terceira fase da faculdade foi bem mais complicada. Era tanta coisa para estudar que eu ficava louca. No meio disso teve meu aniversário, que é em outubro, e é uma coisa que realmente vale lembrar. Meu aniversário caiu no domingo, então óbvio que o fim de semana todo era só meu. Mas, melhor do que isso, eu tive DOIS fins de semana de aniversário!

Com direito a chapéu de Minion ♥
No fim de semana anterior, ainda em setembro, o Caio foi de surpresa para Floripa e planejou uma festa para mim com todos os meus amigos de lá. Foi incrível! Eu jamais podia esperar, principalmente porque ainda não era a data, então foi uma das melhores surpresas da minha vida! Foi quando eu comecei a me dar conta de como eu tenho pessoas muito queridas em Floripa, que se esforçaram para fazer essa surpresa dar certo, e aí eu comecei a gostar ainda mais de lá, porque o período de adaptação foi bem longo para mim e nesse momento eu fiquei realmente feliz de poder viver tudo isso.

No fim de semana seguinte (o do meu aniversário mesmo) eu vim para Curitiba, vi minha família, saí com meus amigos, ganhei um Minion gigante!, almocei com meus pais (e ainda tive que votar). Foi um aniversário memorável! (Ou seriam aniversários?)

Enfim, depois de três longos meses que pareceram muito mais, o trimestre finalmente acabou, eu passei em tudo (amém) e vim para Curitiba para finalmente ter férias de verdade e ficar mais do que quatro dias por aqui.

É engraçado ver minha família depois do meu primeiro ano sozinha, porque todo mundo pergunta como vão as coisas em Floripa (eu respondo: calor) e até quando eu vou ficar aqui. É estranho isso, mas ao mesmo tempo interessante. Nesse Natal eu vi gente da família que eu nem lembrava que existia, e sempre tinha assunto porque todos me perguntam da minha vida nova e isso é muito legal (tirando quando falam que eu to super morena porque moro lá e vou para a praia o tempo todo. Spoiler: eu não vou para a praia o tempo todo (e eu to morena porque passei um dia em Caiobá); e também quando ficam com invejinha porque lá é "sensacional", sendo que eu que tenho inveja de todos por continuarem aqui. Mas apesar de eu falar desse jeito, eu estou aprendendo a gostar cada vez mais de morar fora, não pela cidade em si, mas pela UFSC, que eu adoro, pelo meu curso que eu tanto desejei, e pelos amigos incríveis que eu conheci nesse ano).

Lindinhas

Agora vou aproveitar um último espacinho para mandar um abraço especial a todos os amigos que conheci em Floripa. Tenho três amigas lá que, juntas, formamos um quarteto inseparável e muito interessante. Nós somos super diferentes umas das outras, mas cada uma se identifica com a outra em alguma coisa e, dessa forma, a gente acaba se completando. É engraçado porque eu jamais imaginei que criaria laços tão importantes assim de um jeito tão rápido, e elas são aquelas amigas que eu sei que vou aguentar durante o curso todo e vou querer levar para a vida.
Ei, chatinhas, amo vocês! (Falei de vocês no blog!!)



Essa retrospectiva já está grande demais, né? Mas esse ano foi tão sensacional que eu não consegui falar tudo, mas acho que consegui expressar um pouco do que vivi e do porquê 2016 será tão inesquecível para mim.

Aos que chegaram até aqui no texto, muito obrigada, espero que tenham gostado, e até ano que vem!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015

Gente, deixa eu contar uma coisa para vocês. Sobrevivi ao vestibular! Sim, estou aqui para dar tchauzinho (simbolicamente) a 2015 e dizer a vocês que estou viva. Depois de três dias derretendo de tanto calor em Joinville, depois de três dias de provas, aqui estou eu para tentar fazer uma retrospectiva maneirinha para vocês.

O ano de 2015, assim como 2014, começou uma bela de uma bosta e, desde o início, eu já contava os dias para acabar, mas houve tantas reviravoltas que eu posso dizer que valeu a pena sobreviver ao ano todinho.

Para começar, eu estava nas minhas férias intermináveis porque o Técnico acabou em setembro do ano passado e o cursinho só começava em julho, sem contar a frustração por não ter passado no vestibular e tudo o mais. No meio disso tudo eu fiz o Curso de Fotografia no SENAC, mas era básico, só duas semanas. Deu para aprender muita coisa e foi bem legal, mas quando acabou voltei ao tédio.

Em julho o cursinho começou e eu achei que seria legal, iria estudar bastante e fazer novos amigos, porém não conheci muita gente, mas estudei bastante no início. Depois de um tempo fui perdendo o empenho, mas segui firme e forte até o fim e o resultado veremos mês que vem. (No ENEM eu arrasei :D)

Mas o que eu quero mesmo contar para vocês são duas coisas que aconteceram em meio a isso tudo.

Primeiramente, lá no meio do ano, acredito que em junho, em meio a uma conversa na mesa de jantar, falando sobre viagens, eis que, super aleatoriamente, meu pai solta a seguinte frase: "você vai para Paris." Aí eu dei uma risada e continuei conversando, porque tinha certeza que ele estava brincando, mas ele me olhava e insistia em dizer isso, aí eu olhei para ele e perguntei do que ele estava falando, porque ele disse aquilo, então ele e minha mãe explicaram que era verdade e que eu iria com ela para Paris em agosto. Minha reação? Eu imediatamente comecei a chorar.

O resto vocês já sabem, cada dia, cada lugar que eu visitei. Foi incrível, foi maravilhoso, foi lindo, divertido, emocionante, inacreditável, foi um sonho realizado! Até hoje eu tento entender como tudo aconteceu, porque foi muito de repente e eu fui a última a saber, mas se tem um motivo pelo qual valeu a pena viver esse ano todinho ao invés de pular direto para 2016 (o que eu queria muito ter feito), esse motivo é Paris (e Londres, que, afinal, foi a melhor parte da viagem).

Outro motivo que me fez ficar com menos raiva de mim mesma por não ter passado no vestibular, e ter ficado em Curitiba, foi conhecer uma pessoa maravilhosa que me trouxe de volta a alegria que 2015 estava tentando tirar de mim. Ele veio de mansinho, fomos nos conhecendo, fizemos rolês fotográficos, fomos a Morretes, enfim, fomos e estamos sendo muito felizes nesses meses juntos. Sem contar que ele foi a pessoa que mais me apoiou, me deu forças e acreditou em mim no vestibular - e no meu futuro de forma geral -, e por isso digo mais uma vez e publicamente: obrigada!

Por incrível que pareça, esse ano não tenho o que dizer sobre a questão escolar. Foi só cursinho, ENEM e UFSC. Mas isso é assunto para o mês que vem ;)

Ah, e antes que eu esqueça. Esse ano o blog voltou a ativa e eu fiquei imensamente feliz! Postei as fotos do dia e descobri que vários amigos meus estavam acompanhando e recebi vários elogios. Aí teve o Diário de Viagem, que bastante gente acompanhou também. E eu vou tentar manter o blog no ritmo de novo, pelo menos nas férias, porque me faz muito bem.

Enfim, por hoje é só.
Beijos e torçam pela minha aprovação. Tchauzinho!

domingo, 21 de dezembro de 2014

2014, você já pode acabar!

(Era para eu ter postado isso há 6 dias, quando o ano finalmente acabou pra mim, porém: 1. Esqueci e 2. Correria de Natal.)

2014 foi um ano muito louco. Mas muito mesmo. O ano da Copa das Copas, ano de eleições, ano de muita zoeira com o ENEM (como sempre), enfim, ano da zoeira com tudo. Na minha vida, particularmente, foi um ano bem diferente também, por causa de tudo acima citado + fim do curso técnico + vestibular e mais um monte de coisas.

O começo do ano foi bem difícil. Aconteceram coisas que me fizeram pensar que 2014 seria o pior ano da minha vida e tudo o que eu desejava era que ele acabasse logo. Mas as coisas foram melhorando, o curso foi acabando, o vestibular foi se aproximando... e assim foi o meu ano.

Mas falando das coisas mais gerais, o que foi essa Copa? Eu realmente me diverti muito e foi muito, mas muito legal mesmo, ver a Copa sendo realizada no meu país. Apesar de eu ter ido apenas em um jogo e ter sido o mais sem graça de todo o mundial (Irã 0x0 Nigéria), foi muito legal ver culturas tão diferentes, pessoas tão diferentes do meu dia a dia, todos se respeitando dentro do estádio e curtindo juntos essa competição incrível. A experiência de ver tudo isso, assistir o jogo tão de pertinho e finalmente conhecer a nova Arena, valeram muito mais do que ver gols. Enfim, apesar de tantos protestos e tanta gente babaca achando que iam cancelar a Copa ao saírem nas ruas falando "não vai ter Copa" etc, foi muito legal, foi massa, foi A COPA DAS COPAS e não tem discussão!

Quanto às eleições, foi a primeira vez que eu votei e foi muito louco também. Meu Deus, quanta baixaria, quanta apelação! Nem vou me prolongar nesse assunto porque não compartilho opinião política na internet e porque nem precisa comentar, né? Mas foi interessante acompanhar a corrida presidencial e tudo o mais, já que foi a primeira vez que eu realmente me liguei nisso (porque, sim, é chato e tenho preguiça de política).

Aí teve ENEM, teve UFPR, teve UFSC, e teve muita desgraça, é claro. O que resta é rezar para obter bons resultados desse finzinho de ano que se resumiu em vestibular e vestibular e mais vestibular.

Agora que venham os últimos dias desse 2014 muito louco, e que venham os presentes e as festas e muita alegria não só no fim do ano, mas em todo o ano de 2015 também!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Lendo minhas antigas retrospectivas eu percebo que uma coisa nunca muda: o aprendizado. O aprendizado sobre a vida, sobre valores, sobre amizade. Eu sempre falo sobre como conheci pessoas novas e fiz novos amigos, porque isso acontece todos os anos. Sempre entram pessoas nas vidas umas das outras, e sempre saem também, por isso é um tema tão recorrente em meus textos de fim de ano. E esse ano não podia ser diferente – mas tentarei não me prolongar nesse aspecto. Esse ano na verdade não foi de muitas amizades, acredito que fiz apenas bons colegas que ficarão comigo até o fim dessa jornada – que agora eu acredito ter um fim – chamada Ensino Médio (Técnico).
Mas, dentre tantas pessoas que passam em minha vida, em 2013 eu conheci uma em especial que eu não posso deixar de citar: o meu namorado. O cara que faz de mim a garota mais feliz do mundo! E esse ano foi incrível – na maior parte – por isso. Vivi muitas coisas diferentes com ele ao meu lado, então foi, e continua sendo, uma experiência nova, incrível e deliciosa!

Pela primeira vez desde que tenho esse blog, está sendo muito difícil fazer uma retrospectiva, porque não sei o que escrever. Aliás, sobre o blog... Esse foi o ano em que menos escrevi. E não é porque eu não quero, ou porque tenho preguiça ou não tenho tempo. Eu não consigo. Não tenho inspiração, sei lá. Escrevo cartas às vezes, com destinatário definido e muito pessoais, portanto não é algo que eu postaria. Mas tentarei escrever mais, para o meu próprio bem.
Então, para finalizar, vou falar um pouco da parte acadêmica – que quem me lê sabe, nunca pode faltar. Devido à greve do ano passado, esse ano eu praticamente tive 3 períodos (semestres). Terminei o quinto, fiz o sexto e estou no meio do sétimo. As notas não estão lá aquelas coisas e já está todo mundo cansado do que acreditávamos ser interminável, mas ao ver os amigos se formando dá uma alegria de acreditar que esse dia chega, sabe? Então estou aqui, no último ano, penúltimo semestre, a alguns meses de me tornar uma Técnica em Mecânica. E tudo o que eu posso dizer agora, no fim dessa retrospectiva bem meia boca é, adeus e ATÉ O ANO DA FORMATURA!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quando o fim é só o começo

2012 foi um ano muito diferente em milhões de aspectos. Começando com o colégio – sempre o colégio – e a greve interminável. "Férias" enormes que todos desejam, porém não recomendo. Ócio. Preguiça. Tédio. Até que ela finalmente acaba e, uns meses depois, o primeiro semestre finalmente tem seu fim. Um alívio me percorre. Aprovada em todas as matérias. E agora vem um semestre pior ainda. Mais umas semanas de folga entre um semestre e outro, quando na verdade todo o ano letivo já devia estar no fim. Consigo me matricular e agora é estudar pra valer. Três semaninhas de aula. As três primeiras semanas de um semestre que ainda será muito longo, e é isso aí, como se meu ano não tivesse acabado. Mas o fato é que: ele está acabando. Independentemente das confusões da minha vida acadêmica, o ano está aí, no fim, e o que eu tenho a dizer a respeito? Valeu a pena! É, esse foi um ano muito bom! Já disse em outra das minhas retrospectivas que é difícil dizer que um ano foi apenas bom ou apenas ruim. 365 dias é muita coisa. Muitos deles podem ser ótimos e muitos outros nem tanto, mas eu realmente acredito que esse ano teve mais dias bons. A greve foi horrível, foi um saco? Foi. Mas eu aproveitei esses quatro intermináveis meses de "férias" já que não as terei direito por um tempo. Posso dizer que foi uma experiência interessante. Desnecessária, porém interessante. Saí muito com amigos e me diverti. Aproveitei o tempo que tinha.

Falando em amigos, fiz novas e boas amizades esse ano. Conheci pessoas muito queridas, mesmo que apenas por um dia, mas que alegraram um dos 365 dias do meu ano. Me aproximei de pessoas que já conhecia e descobri amizades incríveis. Cresci muito. Foi um tempo de muito aprendizado. Sobre mim mesma, principalmente. Tornei-me uma pessoa menos dependente e aprendi a me amar mais. Está sendo ótimo me conhecer melhor e estou gostando disso, estou gostando de mim.

Assim como me aproximei de pessoas ótimas e que me fazem bem, também me afastei daquelas que só me faziam mal. Aprendi muito com as ações das pessoas ao meu redor. Cada ano eu cresço mais e aprendo a enxergar melhor quem me quer bem, e então vou trazendo essas pessoas pra perto, e afastando de mim os que nada acrescentam de bom. Eu estou muito feliz comigo mesma. Estou satisfeita. Comigo, com esse ano, com a minha vida atualmente. Posso dizer que 2012 foi um ano realmente muito produtivo.

Uma coisa muito especial que aconteceu esse ano também foi a dança. Sim, voltei a dançar. E não pretendo parar de novo. Tive muitos altos e baixos com relação à dança ao longo do ano, até que eu subi naquele palco enorme, com aquela plateia enorme, e todas as dúvidas, todo o estresse, tudo isso passou. Acho que nunca subi num palco com tanta vontade de dançar e fazer valer a pena a ida de todos os espectadores ao teatro. E aí ficam me lembrando do fato de que nem o Bolshoi lotou aquele auditório enorme e eu fico ainda mais orgulhosa da minha Escola e do trabalho incrível que fizemos. Ainda acho que não sou a melhor bailarina do mundo. Na verdade, ainda acho que danço bem malzinho. Mas a energia que eu senti foi tamanha, que tornou tudo ainda mais perfeito, e não há dúvidas que dessa vez vou prosseguir na dança, e espero que por muito tempo – sem pausas ou desistências.

Enfim, acredito que tudo de importante está aí, embora eu provavelmente esteja esquecendo de muitas coisas. Eu só quero agradecer as pessoas que estiveram comigo esse ano e fizeram cada dia mais feliz. E tudo que foi bom, tudo que eu construí, vai continuar comigo em 2013. E o que não foi, fica aqui, neste ponto final.


Parabéns aos sobreviventes, e Feliz Ano Novo!