Oi, pessoal. Voltei! (por “pessoal” me refiro à Aninha do futuro e suas múltiplas personalidades, afinal, ela é a pessoa para quem eu escrevo)
Batendo meu recorde de atraso em escrever a retrospectiva, já no terceiro mês do ano, mas sem mais delongas e explicações e desculpas esfarrapadas, vamos ao que importa, que é falar de um dos anos mais incríveis da minha vida: 2025!
Fazia tempo que eu não me referia a um ano dessa forma, né? E como eu sempre digo, um ano é muita coisa e é difícil dizer que ele foi “O MELHOR” ou “O PIOR”, porque tem momentos bons e ruins, mas 2025 foi um ano muito bom e eu acho que a melhor palavra que eu posso usar para descrevê-lo é ESPECIAL.
Foi especial porque eu fiz coisas que eu já queria há muitos anos, eu vivi aventuras, passeios, conheci lugares lindos... e mais do que tudo, eu deixei de depender dos outros para viver as coisas que eu tanto queria viver. Eu vejo 2025 como um ano em que eu me libertei.
Me libertei da dependência de “ter com quem ir” para fazer uma viagem ou um passeio legal, me libertei do medo de tentar algo novo, me libertei do meu julgamento interno de “será que eu vou sozinha?”, e por mais clichê que seja e por mais que eu odeie essa frase, eu “fui com medo mesmo” e descobri que quando a gente se liberta das nossas próprias amarras somos capazes de viver e ver coisas incríveis.
Tudo começou nos primeiros dias do ano, quando eu resolvi fazer meu primeiro passeio sozinha com uma agência de ecoturismo para visitar um lugar bonito em Ponta Grossa, o Buraco do Padre. Eu já queria fazer esse tipo de “mini viagem” há tempos e decidi ir sozinha porque se eu for esperar alguém me chamar ou alguém topar eu ficaria mais 29 anos parada esperando. E eu tinha segundas intenções com esse passeio porque essa mesma agência oferece um projeto que para mim parecia muito ousado, mas eu tinha passado o ano de 2024 inteiro “namorando” a ideia de fazê-lo.
É aqui que as coisas começam a se intercalar. Eu já vinha idealizando pequenas viagens e passeios e montanhas e mirantes e cachoeiras há algum tempo, aí eu fiz esse primeiro passeio para ver como eu me sentiria e se eu gostaria da agência. Foi tudo incrível, e isso somado ao fato de que eu tinha recentemente mudado minha rotina no trabalho para ter mais flexibilidade nos meus fins de semana e poder aproveitar tudo o que eu quisesse, me permitiu embarcar numa jornada transformadora.
Foi aí que eu me inscrevi para o Projeto Pico Paraná. Sete finais de semana subindo montanhas de diferentes níveis para preparar o corpo (e a mente) para enfrentar a montanha mais alta do sul do Brasil, o gigante, o majestoso Pico Paraná.
Na véspera do primeiro sábado eu estava uma pilha de nervos, ansiedade pura, aí eu subi a minha primeira montanha, que foi o Morro Pão de Loth, e naquele momento parece que eu desbloqueei uma chavinha dentro de mim que me permitiu vivenciar o restante do projeto e os demais rolês que eu me joguei no resto do ano.
No Anhangava eu descobri os famosos grampos que a gente usa para subir paredões e que é a minha parte favorita das montanhas porque me sinto uma escaladora. No Capivari Mirim eu descobri que com esforço e dedicação meu corpo pode me levar a lugares incríveis, mesmo que minha panturrilha esteja gritando por socorro nos primeiros 15 minutos. Na Travessia do Canal eu descobri que é possível conhecer vários cumes em poucas horas, brinquei de “escaladora” de novo, e descobri que treinar superiores não é só para enfeite, porque subir uma rocha com auxílio de uma corda exige força real. No Camapuã eu desafiei meu corpo mais uma vez, numa rampa interminável numa noite fria e escura (escura mesmo porque minha lanterna estava ruim), e aprendi que fazer trilha de noite é uma experiência indescritível (e nem um pouco assustadora como eu imaginei que seria), e que nem sempre a gente vai ser “recompensado” com a vista do cume, mas na verdade a recompensa é a jornada em si (clichê, sim, mas sobe lá uma montanha e me diz se eu to mentindo). No Caratuva eu descobri que além de subir grampos eu também gosto de “trepar pedras”, finalmente consegui ver o sol nascer laranjinha, e vi ele de pertinho pela primeira vez: o Pico Paraná.
No Pico Paraná eu descobri (ou confirmei o que eu vinha descobrindo a cada sábado) que eu sou capaz de fazer o que eu quiser. Que com preparo, esforço e boas pessoas ao meu lado, a minha perna pode tremer como eu nunca vi uma pessoa tremendo na vida, mas eu vou seguir em frente, vou conquistar o cume mais alto do sul do Brasil, me ajoelhar e agradecer.
E uma constante em todas essas experiências foi uma coisa que eu descobri na primeira montanha e confirmei em todas as seguintes: eu quero continuar subindo montanhas pelo resto da minha vida!
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| Buraco do Padre |
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| Morro Pão de Loth |
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| Morro Anhangava |
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| Morro Capivari Mirim |
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| Travessia do Canal |
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| Camapuã & Tucum |
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| Pico Caratuva |
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| Pico Paraná |
Calma que até aqui ainda estamos em julho, mas sim, esse projeto foi o ponto altíssimo (com o perdão do trocadilho) do meu ano.
Subir montanhas, desafiar meu corpo, me jogar e fazer tudo isso “sozinha” (porque na prática quando a gente viaja em grupo nunca estamos de fato sozinhos) foi um divisor de águas na minha vida.
Eu me apaixonei pelo estilo de vida “outdoor”. Por estar no mato subindo montanha de madrugada. Por fazer trilhas. Por brincar de Dora Aventureira por aí e amar cada segundo.
Em agosto eu levei o amor da minha vida, junto com alguns amigos, para subir uma montanha junto comigo e compartilhar essa vivência com eles. Aí eu torci meu pé no fim do mês e fiquei um tempo de molho, mas em novembro eu já estava levando meus pais comigo e mostrando para eles também como é incrível.
Em novembro também eu fiz mais um rolê em grupo e conheci o Cânion da Faxina. Um rolê diferente das montanhas, uma paisagem bastante diferente do que eu estava acostumada na Serra do Mar, e o retorno triunfal do meu tornozelo.
Além disso tudo eu também trabalhei bastante (o que já não é mais o ponto principal nas minhas retrospectivas porque eu to muito ocupada aproveitando o tempo livre vivendo e criando histórias pra contar), eu comemorei 10 anos de namoro com o amor da minha vida e passamos um fim de semana num chalé em meio a que? Em meio às montanhas, isso mesmo, com uma vista incrível de montanhas que já conquistei e outras que ainda vou conquistar. E foi onde eu torci meu pé, mas tudo bem porque eu vivi tanta coisa boa que essa parte se torna tão pequena...
Foi em 2025 também que eu TRINTEI e ganhei o melhor presente de aniversário da minha vida, que foi ter a família toda reunida para celebrar junto comigo.
No final do ano eu descobri um novo esporte junto com meu amor e meus amigos, e fomos algumas vezes num ginásio de escalada e foi mais uma descoberta maravilhosa e que eu me apaixonei!
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| Chalé nas montanhas. |
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| Cânion da Faxina. |
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| Escalada. |
Só para não dizer que não falei de trabalho, apesar de eu ter vivido pra caralho em 2025, eu trabalhei bastante também e me dediquei igual sempre, e ainda recebi uma carta de reconhecimento no fim do ano, e sim eu faço questão de lembrar dessa parte porque eu estou muito orgulhosa de mim por ter vivido o melhor dos dois mundos e estar me sentindo tão realizada.
Em dezembro eu pude descansar, aproveitar a família e começar a planejar as aventuras de 2026 👀
Outras coisas legais que eu fiz em 2025 que eu lembrei vendo minhas fotos e que se eu for falar de cada uma delas aqui esse texto vai durar para sempre: fui no parque aquático com meu amor e ficamos o dia todo descendo no tobogã; comi muito, fui muito maromba e construí musculinhos bonitos; comecei a estudar francês pra valer; fiz trabalho voluntário; viajei a trabalho para MG; libertei meu lado nerd e me tornei uma ávida jogadora de Pokémon TCG.
Resumindo, em 2025 eu VIVI. E que tesão é viver.



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