quarta-feira, 4 de março de 2026

Retrospectiva 2025

Oi, pessoal. Voltei! (por “pessoal” me refiro à Aninha do futuro e suas múltiplas personalidades, afinal, ela é a pessoa para quem eu escrevo)

Batendo meu recorde de atraso em escrever a retrospectiva, já no terceiro mês do ano, mas sem mais delongas e explicações e desculpas esfarrapadas, vamos ao que importa, que é falar de um dos anos mais incríveis da minha vida: 2025!

Fazia tempo que eu não me referia a um ano dessa forma, né? E como eu sempre digo, um ano é muita coisa e é difícil dizer que ele foi “O MELHOR” ou “O PIOR”, porque tem momentos bons e ruins, mas 2025 foi um ano muito bom e eu acho que a melhor palavra que eu posso usar para descrevê-lo é ESPECIAL.

Foi especial porque eu fiz coisas que eu já queria há muitos anos, eu vivi aventuras, passeios, conheci lugares lindos... e mais do que tudo, eu deixei de depender dos outros para viver as coisas que eu tanto queria viver. Eu vejo 2025 como um ano em que eu me libertei.

Me libertei da dependência de “ter com quem ir” para fazer uma viagem ou um passeio legal, me libertei do medo de tentar algo novo, me libertei do meu julgamento interno de “será que eu vou sozinha?”, e por mais clichê que seja e por mais que eu odeie essa frase, eu “fui com medo mesmo” e descobri que quando a gente se liberta das nossas próprias amarras somos capazes de viver e ver coisas incríveis.

Tudo começou nos primeiros dias do ano, quando eu resolvi fazer meu primeiro passeio sozinha com uma agência de ecoturismo para visitar um lugar bonito em Ponta Grossa, o Buraco do Padre. Eu já queria fazer esse tipo de “mini viagem” há tempos e decidi ir sozinha porque se eu for esperar alguém me chamar ou alguém topar eu ficaria mais 29 anos parada esperando. E eu tinha segundas intenções com esse passeio porque essa mesma agência oferece um projeto que para mim parecia muito ousado, mas eu tinha passado o ano de 2024 inteiro “namorando” a ideia de fazê-lo.

É aqui que as coisas começam a se intercalar. Eu já vinha idealizando pequenas viagens e passeios e montanhas e mirantes e cachoeiras há algum tempo, aí eu fiz esse primeiro passeio para ver como eu me sentiria e se eu gostaria da agência. Foi tudo incrível, e isso somado ao fato de que eu tinha recentemente mudado minha rotina no trabalho para ter mais flexibilidade nos meus fins de semana e poder aproveitar tudo o que eu quisesse, me permitiu embarcar numa jornada transformadora.

Foi aí que eu me inscrevi para o Projeto Pico Paraná. Sete finais de semana subindo montanhas de diferentes níveis para preparar o corpo (e a mente) para enfrentar a montanha mais alta do sul do Brasil, o gigante, o majestoso Pico Paraná.

Na véspera do primeiro sábado eu estava uma pilha de nervos, ansiedade pura, aí eu subi a minha primeira montanha, que foi o Morro Pão de Loth, e naquele momento parece que eu desbloqueei uma chavinha dentro de mim que me permitiu vivenciar o restante do projeto e os demais rolês que eu me joguei no resto do ano.

No Anhangava eu descobri os famosos grampos que a gente usa para subir paredões e que é a minha parte favorita das montanhas porque me sinto uma escaladora. No Capivari Mirim eu descobri que com esforço e dedicação meu corpo pode me levar a lugares incríveis, mesmo que minha panturrilha esteja gritando por socorro nos primeiros 15 minutos. Na Travessia do Canal eu descobri que é possível conhecer vários cumes em poucas horas, brinquei de “escaladora” de novo, e descobri que treinar superiores não é só para enfeite, porque subir uma rocha com auxílio de uma corda exige força real. No Camapuã eu desafiei meu corpo mais uma vez, numa rampa interminável numa noite fria e escura (escura mesmo porque minha lanterna estava ruim), e aprendi que fazer trilha de noite é uma experiência indescritível (e nem um pouco assustadora como eu imaginei que seria), e que nem sempre a gente vai ser “recompensado” com a vista do cume, mas na verdade a recompensa é a jornada em si (clichê, sim, mas sobe lá uma montanha e me diz se eu to mentindo). No Caratuva eu descobri que além de subir grampos eu também gosto de “trepar pedras”, finalmente consegui ver o sol nascer laranjinha, e vi ele de pertinho pela primeira vez: o Pico Paraná.

No Pico Paraná eu descobri (ou confirmei o que eu vinha descobrindo a cada sábado) que eu sou capaz de fazer o que eu quiser. Que com preparo, esforço e boas pessoas ao meu lado, a minha perna pode tremer como eu nunca vi uma pessoa tremendo na vida, mas eu vou seguir em frente, vou conquistar o cume mais alto do sul do Brasil, me ajoelhar e agradecer.

E uma constante em todas essas experiências foi uma coisa que eu descobri na primeira montanha e confirmei em todas as seguintes: eu quero continuar subindo montanhas pelo resto da minha vida!

Buraco do Padre
Morro Pão de Loth
Morro Anhangava
Morro Capivari Mirim
Travessia do Canal
Camapuã & Tucum
Pico Caratuva
Pico Paraná

Calma que até aqui ainda estamos em julho, mas sim, esse projeto foi o ponto altíssimo (com o perdão do trocadilho) do meu ano.

Subir montanhas, desafiar meu corpo, me jogar e fazer tudo isso “sozinha” (porque na prática quando a gente viaja em grupo nunca estamos de fato sozinhos) foi um divisor de águas na minha vida.

Eu me apaixonei pelo estilo de vida “outdoor”. Por estar no mato subindo montanha de madrugada. Por fazer trilhas. Por brincar de Dora Aventureira por aí e amar cada segundo.

Em agosto eu levei o amor da minha vida, junto com alguns amigos, para subir uma montanha junto comigo e compartilhar essa vivência com eles. Aí eu torci meu pé no fim do mês e fiquei um tempo de molho, mas em novembro eu já estava levando meus pais comigo e mostrando para eles também como é incrível.

Em novembro também eu fiz mais um rolê em grupo e conheci o Cânion da Faxina. Um rolê diferente das montanhas, uma paisagem bastante diferente do que eu estava acostumada na Serra do Mar, e o retorno triunfal do meu tornozelo.

Além disso tudo eu também trabalhei bastante (o que já não é mais o ponto principal nas minhas retrospectivas porque eu to muito ocupada aproveitando o tempo livre vivendo e criando histórias pra contar), eu comemorei 10 anos de namoro com o amor da minha vida e passamos um fim de semana num chalé em meio a que? Em meio às montanhas, isso mesmo, com uma vista incrível de montanhas que já conquistei e outras que ainda vou conquistar. E foi onde eu torci meu pé, mas tudo bem porque eu vivi tanta coisa boa que essa parte se torna tão pequena...

Foi em 2025 também que eu TRINTEI e ganhei o melhor presente de aniversário da minha vida, que foi ter a família toda reunida para celebrar junto comigo.

No final do ano eu descobri um novo esporte junto com meu amor e meus amigos, e fomos algumas vezes num ginásio de escalada e foi mais uma descoberta maravilhosa e que eu me apaixonei!

Chalé nas montanhas.
Cânion da Faxina.
Escalada.








Só para não dizer que não falei de trabalho, apesar de eu ter vivido pra caralho em 2025, eu trabalhei bastante também e me dediquei igual sempre, e ainda recebi uma carta de reconhecimento no fim do ano, e sim eu faço questão de lembrar dessa parte porque eu estou muito orgulhosa de mim por ter vivido o melhor dos dois mundos e estar me sentindo tão realizada.

Em dezembro eu pude descansar, aproveitar a família e começar a planejar as aventuras de 2026 👀


Outras coisas legais que eu fiz em 2025 que eu lembrei vendo minhas fotos e que se eu for falar de cada uma delas aqui esse texto vai durar para sempre: fui no parque aquático com meu amor e ficamos o dia todo descendo no tobogã; comi muito, fui muito maromba e construí musculinhos bonitos; comecei a estudar francês pra valer; fiz trabalho voluntário; viajei a trabalho para MG; libertei meu lado nerd e me tornei uma ávida jogadora de Pokémon TCG.

Resumindo, em 2025 eu VIVI. E que tesão é viver.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Retrospectiva 2024

Se eu pudesse resumir 2024 em uma palavra, seria CONQUISTA.

Foi o ano em que eu realizei alguns dos meus maiores sonhos. O ano em que eu me permiti ser quem eu quisesse. O ano em que eu me libertei, e me permiti fazer minhas próprias escolhas.

Às vezes nós ficamos presos a amarras que nem percebemos que fomos nós mesmos que impusemos. E em 2024 eu comecei a me libertar de várias delas e aprender a tomar minhas próprias decisões. E eu nunca fui muito boa com esse negócio de decidir.

Ser livre para fazer escolhas é incrível e muito gratificante, mas ao mesmo tempo é bastante assustador.

Quando você faz suas próprias escolhas, você não tem para quem apontar o dedo e culpar se tudo der errado, a não ser você mesmo.

Algumas escolhas são mais simples e eu até consigo encarar a possibilidade de não dar certo com leveza, como no início do ano quando eu tomei coragem (depois de milhões de anos) de realizar meu sonho de ser ruiva.

E se ficar feio? E se eu não gostar? Pinta de castanho de volta. Tá tudo bem. No máximo gastei dinheiro à toa.

       
Claramente deu certo, porque eu fiquei muito linda.

Teve outras decisões que foram mais importantes. Coisa de gente grande.

Como juntar as escovas de dente com o amor da minha vida e comprar meu primeiro carro.

Se desse errado, mudar de apartamento de novo e trocar de carro não seria tão simples quanto pintar o cabelo.

Mas eram duas coisas com as quais eu vinha sonhando (e planejando minuciosamente) há muito tempo. Como poucas vezes na vida, eu estava certa do que eu queria. Eu sabia que estava pronta para o próximo passo no meu relacionamento e para realizar um sonho de criança.

E 2024 foi assim, cheio de realizações.

Um ano que vale muito a pena ser relembrado, e é por isso que escrevo sobre ele com tanto carinho.


E olha que legal, dessa vez eu não decepcionei a Ana do passado. A Ana do final de 2023 que tinha recém voltado a fazer academia e tinha como objetivo ser mais comprometida consigo mesma. E eu fui.

Uma das minhas prioridades em 2024 foi levar uma vida mais saudável, e pasmem, eu não sei mais viver de outro jeito.


Vocês acharam que eu não ia falar sobre trabalho, né?

Pela primeira vez em 3 anos, 2024 não foi sobre isso. Justamente porque eu me comprometi a cuidar de mim fora do trabalho. A separar e equilibrar as coisas de maneira saudável.

Mas não deixou de ser um ano de trabalho duro e muito recompensador. E aqui temos mais uma conquista: 2024 foi o ano em que recebi a minha primeira promoção!

Depois de entrar como estagiária na Renault em 2021, ser contratada como terceirizada em 2022, e me tornar oficialmente uma funcionária Renault em 2023, em 2024 foi o ano em que eu fiquei PLENA.

Trocadilhos à parte, eu deixei de ser Analista de Processos Júnior e me tornei Analista de Produto Plena. Sim, eu mudei de setor também, iniciando mais um capítulo na minha jornada dentro dessa empresa enorme e cheia de oportunidades e que tem me proporcionado tantas coisas na vida.

Também tive e oportunidade de apresentar meu trabalho e fui reconhecida por isso.


Eu sentei para escrever sem saber o que viria. Cheia de culpa por já estarmos quase em março. Pensando que 2024 teve também suas dificuldades e momentos tristes e vontade de desistir. Mas que alegria perceber que quando meu dedos começaram a tocar o teclado, de repente eu já tinha falado de tanta coisa boa que nem sei do que reclamar (e olha que eu sou boa nisso).

Eu sempre falo que um ano não é 100% feliz nem 100% triste. 365 dias é coisa pra caramba.

Mas olhando o todo, olhando de fora... Pensando na Ana que eu sou hoje, nesse momento, escrevendo isso... Eu sei que o que eu estou fazendo em 2025 e as escolhas que fiz logo no início do ano e os caminhos que estou trilhando são frutos de todas as sementinhas que a Ana do passado vem plantando há anos, mas 2024 foi especial talvez porque eu tenha "regado mais" essas sementes. Eu olhei mais para dentro. Eu dei mais atenção a mim mesma.


Uma coisa que eu preciso confessar também é que, apesar de ter conquistado muitas coisas e estar feliz, eu sinto que faltou um pouco de VIDA no meu ano.

Não me entendam mal, como eu falei, 2024 foi um ano de CONQUISTAS. E foi lindo.

Mas ao mesmo tempo em que eu estava correndo atrás dos meus sonhos, eu estava muito fechada dentro de mim mesma. Eu conquistei muitas coisas, e mais do que nunca eu segui me reconectando comigo mesma. Mas embora olhar para dentro seja importante e necessário, eu morei dentro de mim. E eu deixei de olhar e abraçar as pessoas lá fora.

E é por isso que logo no primeiro mês de 2025 eu comecei a tomar decisões para mudar esse cenário.

Então eu acho que 2025 vai ser sobre isso. Sobre perder o medo de fazer as escolhas que vão me levar mais longe. Não necessariamente na carreira ou no desenvolvimento interno. Mas mais longe fisicamente. Pegando estradas e subindo montanhas e conhecendo novos lugares e pessoas.

E eu não vejo a hora de compartilhar isso tudo com vocês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Retrospectiva 2022 / 2023

Como sempre, eu estava lendo as minhas retrospectivas passadas antes de fazer a atual...

Já são mais de 10 anos de retrospectivas nesse cantinho tão especial pra mim que é o blog, e ano passado eu falhei.

Eu tinha escrito um texto bem generalizado e resumido falando de 2023 e 2022, mas quando eu li a retrospectiva de 2021 eu percebi que frustrei a Ana do passado...

Ela disse que esperava que no fim de 2022 estivesse em outra cadeira, em outra casa, escrevendo a retrospectiva. E eu estava (não escrevendo, mas em outro lugar). Parabéns, Aninha, você conseguiu!

2022 na verdade foi um ano extremamente especial e eu vou falar dele agora com um ano de atraso porque merece o registro.

Foi o ano em que eu me formei Engenheira de Materiais.

Foi o ano em que eu consegui o meu primeiro emprego, mudando o meu status de "estagiária" para "analista" na Renault. Sim, a mesma empresa onde eu entrei em 2021 num processo seletivo concorridíssimo (me deixem sentir orgulho ok obrigada).

Foi o ano em que, por conta dos itens anteriores, eu consegui ir morar no meu cantinho e buscar a minha paz.

Foram três conquistas muito grandes e especiais, e mesmo não tendo sido um ano incrível como um todo, foi incrível ter acontecido tudo isso. E é importante eu registrar e lembrar que sou grata.


Também foi o ano em que eu deixei de estar sozinha cuidando de mim e da minha saúde mental.

Eu escrevi na retrospectiva de 2021, na qual falei majoritariamente sobre covid, que eu aprendi sozinha a lidar com os meus medos. Com as dificuldades. Mas, desde 2022, eu não estou mais sozinha. Eu tenho ajuda. E esse foi o presente mais bonito que eu me dei.

Então eu queria pedir desculpas para a Ana do início de 2022 e contar que, sim, você tinha conquistas para compartilhar no final do ano. As maiores e as mais bonitas que você poderia querer, e que você lutou tanto para conseguir. Obrigada.

...

Pulando para 2023...

Se fosse para resumir 2023 em uma palavra, seria trabalho. Foi o que eu mais fiz, o que mais me tomou tempo e onde eu mais me dediquei.

Tive novas conquistas nessa área também. Fui contratada como funcionária Renault (antes eu era terceirizada, e eu achava que não, mas faz diferença) e comecei a assumir novas responsabilidades.

Foi e tem sido um grande desafio. Eu mergulhei de cabeça, e eu voltei a acreditar que eu sou sim muito boa no que eu faço (sim, por um bom tempo eu duvidei).

Porém, quando comecei a me dar conta que existia apenas uma Ana, a Ana que trabalha, fui atrás de tentar resgatar outras. Ou criar novas. 

Eu precisava de mim, para mim.

Eu estabeleci um montão de metas, fiz um planejamento cheio de expectativas de me reconectar comigo mesma e encontrar propósito.

Eu tentei estudar mais, pedalar mais, ler mais, sair mais, reclamar menos, ser mais feliz. Mas inevitavelmente eu falhei. 
Eu não tinha mais tesão. Eu estava inerte.

Eu não sabia fazer mais nada.

Por outro lado, porém, no final de 2023 eu voltei para a academia e comecei a levar mais a sério a vida saudável. Eu tentei cuidar de mim. Eu passei a dedicar um tempo a mim mesma.

No fim eu descobri que eu sou sim uma pessoa dedicada e comprometida quando eu realmente quero algo. Eu só preciso disso: querer.

Eu fiquei o ano inteiro tentando estabelecer rotinas e bater metas, até que um dia eu decidi voltar pra academia e simplesmente fui.

E é isso que eu quero para 2024. Ser mais comprometida comigo mesma.
Ser mais eu.
Ter mais tesão pela vida.

Viver.

E acima de tudo, ser livre.
(mais sobre isso nos próximos capítulos...)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

2020 Parte 2 (aka 2021)

Eu passei as últimas semanas pensando na retrospectiva que eu preciso escrever, porque é um ritual tão importante para mim e me faz refletir tanto sobre mim mesma, mas ao mesmo tempo, refletir sobre os dois últimos anos é tão triste e dolorido, que várias vezes eu formulava frases e até um parágrafo inteiro na minha cabeça, mas eu nunca tinha empenho de sentar e colocar as palavras no papel (ou na tela).

A verdade é que, ainda hoje, 10 de janeiro de 2022, eu ainda me sinto em 2020.

Eu me perco na cronologia das coisas que aconteceram no planeta e na minha vida nos últimos dois anos. Eu não me lembro o que foi em 2020 e o que foi em 2021, e tudo fica misturado e confuso dentro da minha cabeça.

A minha vida está ruim. Eu não vou usar eufemismos aqui. Eu conheço meus privilégios, e eu tenho coisas pelas quais ser grata sim (sobre as quais escreverei adiante), mas eu estou infeliz. E é por isso que é tão difícil escrever.

Eu sei que a pandemia não é algo presente só na minha vida, não é uma preocupação só minha (embora às vezes essa seja a sensação), mas é algo que afeta cada pessoa de uma forma diferente, e me afetou de uma maneira mais arrebatadora do que eu poderia lidar.

Mas esses dias eu estava fazendo uma retrospectiva mental do meu comportamento nesses dois anos, e como as coisas foram se tranquilizando aos poucos (com vários sustos no meio do caminho, como estamos vivendo agora inclusive).

Eu percebi que, lá em agosto de 2020, quando eu voltei a trabalhar depois de 5 meses saindo de casa apenas para dar uma volta na praça com o meu namorado, eu tinha o costume de chegar em casa, tirar minha roupa na lavanderia e ir direto para o banho. Eu também passava álcool na mão depois de literalmente cada lugar que eu encostava.

Com o tempo eu passei a deixar minhas roupas usadas numa caixa de papelão no chão do banheiro, porque ficar andando pelada pela casa era desagradável e, por muitas vezes, bem gelado. Até que eu comecei a me permitir não lavar o cabelo todos os dias, e a deixar minhas roupas usadas num cantinho separado da estante dentro do quarto, como eu sempre fiz (pelo simples fato de estarem usadas, e não contaminadas), e aos poucos fui entendendo que tudo bem se eu saí do portão do meu prédio e não passei álcool na mão imediatamente depois de abri-lo.

Eu me permiti voltar a ir de bicicleta para os lugares, e entender que eu não preciso limpá-la minuciosamente toda vez que chego em casa (o que facilitou bastante o meu transporte), e isso me permitiu ter um pouco mais de lazer também, afinal, o meu meio de transporte é também um dos meus hobbies favoritos (e foi uma coisa muito presente no meu ano, que me trouxe um pouco de alegria).

Eu me permiti comer fora de casa, em um lugar ao ar livre e praticamente vazio, no dia do meu aniversário, uma semana antes da segunda dose da vacina. E depois da segunda dose, eu me permiti fazer algo para o qual eu estava contando os dias desde março de 2020, e que hoje é o ponto alto dos meus dias: ir para a academia.

Resumindo, hoje em dia eu consigo ir tranquilamente para o trabalho, em consultas médicas, ao shopping, e até mesmo ir comer de vez em quando em lugares abertos (embora eu esteja repensando este último ponto dadas as notícias recentes).

Aos poucos as coisas estão voltando ao ""normal"", e eu estou aprendendo a viver a vida dentro das minhas limitações.

Enfim, tudo isso é pra dizer que eu evoluí. Eu aprendi - sozinha, porque foi do jeito que deu -, a lidar com os meus medos, a me munir de informações para saber fazer as coisas corretamente e escolher os riscos que eu estou disposta a correr (que, no meu caso, são pouquíssimos, mas tudo na vida é escolha).

Agora eu estou focada na minha carreira (que foi a única coisa que me manteve de pé no ano passado), e em dar um rumo para a minha vida, depois de me sentir estagnada por tanto tempo.

Então, para finalizar mais essa retrospectiva deprimente, vou fazer um compilado de coisas que aconteceram na minha vida em 2021, que mesmo tendo sido uma bosta, teve acontecimentos legais, afinal, 365 dias podem passar voando, mas é muita coisa.


Coisas boas que aconteceram na minha vida em 2021:

- Eu comecei a fazer estágio na Renault, depois de ter sido aprovada em uma das 130 vagas num processo seletivo com mais de 13.000 inscritos

- Fiz 2 tatuagens (e não tenho foto boa de nenhuma delas)

- Tomei a vacina

E é isso.


Eu poderia falar de outros aspectos da minha vida aqui, mas 1. Ninguém se importa, isso é praticamente um diário para a Ana do futuro; 2. A minha vida, infelizmente, só se resumiu a pensar sobre covid o tempo todo por vários meses, por isso o foco desse texto.


Eu espero que no final de 2022 eu possa estar sentada em outra cadeira, em outro apartamento, sozinha, escrevendo uma retrospectiva mais feliz e com mais conquistas para compartilhar.

Se eu cumprir as metas que tracei para este ano, com certeza terá uma Ana mais feliz escrevendo aqui em dezembro.


Feliz 2020 parte 3. Espero que essa seja a última temporada.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Uma dose de Esperança

Depois de uma retrospectiva tão... "amarga", por assim dizer, e o ano todo sem postar, hoje eu resolvi aparecer com um post positivo.

Com boas notícias e muita gratidão.

É que eu preciso deixar registrado o dia em que, depois de tanto esperar, de ver o governo atrasando esse acontecimento na minha vida e de todos os brasileiros, de ver pouco a pouco as pessoas que eu amo viverem esse momento, chegou a minha vez!

Sim, é claro que eu estou falando da vacina.

Eu não sei se as pessoas podem achar exagerado que eu saí gritando pela casa quando a prefeitura de Curitiba anunciou meu ano de nascimento, ou que eu saí da praça depois da vacinação cantando "this girl is on Pfizeeeeeeeer" (porque foi Pfizer mesmo, mas tudo bem se não fosse), ou que eu to fazendo um textão sobre isso. Mas é um momento muito importante.

Tomar a vacina infelizmente se tornou um ato político (vide a camiseta que eu estava usando, hehe), mas não deveria ser.

É um ato de amor (o Papa falou isso hoje mesmo). Amor à vida. Amor ao próximo.

Eu me vacinei por mim. Pelo meu pai. Pela minha mãe. Pelos meus avós. Pela minha família. Pelo meu namorado. Pela família dele. Pelos meus amigos. Pelos meus colegas de trabalho. Pelas pessoas que ficam perto de mim na fila do mercado. Por quem passa por perto quando eu estou pedalando e tiro a máscara para tomar um gole de água.

Por todas as pessoas que cruzam o meu caminho.

Eu me vacinei porque eu não quero morrer.

Porque eu não vejo a hora de me sentir segura para voltar a treinar na academia e para comer em algum restaurante. Porque eu não quero mais ter medo de pegar nem de passar covid para as pessoas. Eu não quero mais deixar de ver por duas semanas as pessoas que eu amo e não moram comigo porque as pessoas que eu amo e moram comigo tiveram alguma suspeita (de novo). Eu não quero mais ficar desesperada quando vejo colegas de trabalho com a máscara no queixo.

Eu quero que essa pandemia acabe!

Eu podia escrever mais muitos parágrafos falando que eu não quero mais ver gente morrendo, ou perdendo o emprego e passando fome. Mas eu disse que esse texto seria positivo.

É difícil, gente. Muito difícil.


Mas voltando ao título do texto, é isso que eu sinto agora. É isso que eu senti a cada passo que eu dava na fila do postinho. Esperança disso tudo "acabar". Esperança de voltar a ter um pouquinho de normalidade na vida. Esperança de a cada dia os números nos jornais continuarem diminuindo, sem nunca me permitir esquecer que estamos falando de pessoas, até que um dia seja zero.

Esperança de novembro chegar logo para eu tomar a segunda dose. E acima de tudo, esperança desse dia chegar para todos. Porque, assim como usar máscara, eu tomar vacina sozinha não ajuda ninguém.


Ainda temos um longo caminho a percorrer, obstáculos para ultrapassar (aka prefeituras e governos ignorantes), e muita gente para vacinar. Mas a gente vai chegar lá!

E por último, mas não menos importante. Eu sou grata.

Grata pela ciência. Grata aos profissionais de saúde. Grata à moça simpática que aplicou a vacina em mim. Grata a todos os pesquisadores e pesquisadoras que permitiram que eu e todos os brasileiros (e todo o mundo) tomem uma vacina eficaz e segura.

E não seria justo eu finalizar com qualquer coisa diferente de:

VIVA A CIÊNCIA! VIVA O SUS!

Vacinem-se, cuidem-se, usem PFF2 e ignorem absolutamente tudo o que o presidente fala.

VACINA SIM!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

2020, um ano que poderia não ter acontecido

Eu comecei o ano de 2021 escrevendo. Bêbada de champagne, deitada no sofá, rascunhando umas palavras soltas no meu celular. Isso virou a minha Retrospectiva de 2020. Um ano que só acabou no calendário, e do qual a minha análise não vai ser nem um pouco otimista, a despeito do meu penúltimo post, porque não dá para fazer um retrospectiva feliz, gente. Desculpa.

(Os primeiros quatro parágrafos são do dia 01/01/21, em que comecei escrevendo)

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Ontem eu assisti a retrospectiva de 2020 da Globo e chorei igual um bebê (no episódio da Covid, porque tem 5 episódios no Globoplay).

Hoje, dia 1º de janeiro de 2021, eu já comecei o ano bêbada, trancada em um apartamento com o meu namorado, mandando mensagens para amigos das quais eu nem sei se vou lembrar amanhã.

Isso me fez refletir sobre tudo o que o ano de 2020 nos tirou, e eu fiquei puta (sem eufemismo mesmo, sinto muito).

Agora, especificamente na virada de ano, eu fiquei puta porque eu estou levemente bêbada e eu nem lembrava como era beber com os amigos e dar umas risadas (e eu ainda não lembro, porque eu estou trancada num apartamento, somente com o meu namorado, lembra?).


Mas a verdade é que 2020 tirou de mim vários prazeres triviais do dia a dia. Uma cerveja no barzinho da esquina, um jantar romântico num restaurante legal, uma volta de bicicleta no parque, um passeio no shopping, um banho de mar, ir para a academia... (e isso só porque eu sou uma pessoa consciente, porque muita gente continuou fazendo cada uma dessas coisas e muito mais).

Mas 2020 tirou muitas outras coisas de muitas pessoas.

Uma mãe.

Um pai.

A avó ou o avô.

Irmãos.

Filhos.

Amigos.

O olfato, o paladar...

A mobilidade básica do corpo após meses deitado em uma cama de hospital...

Sem contar várias outras sequelas das quais eu nem poderia falar aqui porque, sinceramente, não tenho mais estômago para ler sobre e não chorar.


Eu já disse aqui e é verdade que em algumas esferas da minha vida 2020 foi um ano bom. Me trouxe novos aprendizados, um contato intenso comigo mesma e um cuidar de mim como nunca havia feito antes. Mas, convenhamos, que escolha eu tinha senão me conectar comigo mesma, visto que me desconectei do resto do planeta? (E isso literalmente, porque até um detox das redes sociais eu fiz)

Porém, foi um ano que poderia não ter acontecido. Um ano no qual eu trocaria todas as minhas experiências (que eu teria vivido em menor frequência e/ou intensidade) por um ano sem Covid. Pelas vidas que se foram, pelo tempo perdido, pelos litros de álcool em gel gastos, pelo medo, que continua presente toda vez que eu saio de casa.

2020. Um ano que mostrou a solidariedade que a gente via na TV lá no início da quarentena, mas que também (e em muito maior quantidade, eu acredito) mostrou a podridão das pessoas, o egoísmo, o desrespeito, a irresponsabilidade, a falta de empatia.

Um ano que, ao meu ver, não acabou e (infelizmente) não acabará tão cedo. Porque, mais do que nunca, essa virada de ano é só uma formalidade no calendário.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Panetone

Feliz Natal!
Amém.

Essas foram as palavras que eu mais falei hoje.

O “Feliz Natal” porque eu e meus pais saímos distribuir panetones para moradores de rua e carrinheiros, e “Amém” porque a imensa maioria deles agradecia com um “Deus te abençoe”.

Eu não sou religiosa, mas eu sempre me sinto muito querida quando alguém me fala isso. Na minha concepção é como um “obrigada” só que mais bonito. É uma frase que eu sorria toda vez que ouvia (mas ninguém via, pois eu estava de máscara).

Enquanto escrevia o rascunho desse texto no meu celular aconteceu algo mais incrível ainda. Paramos numa esquina para entregar panetone para um homem, e então vimos outro homem e eu peguei mais um panetone. Ele disse “entrega pra ele” e “entrega pra quem precisa”, se referindo ao primeiro homem. Mais rápido do que eu pudesse formular uma frase melhor, escapou da minha boca um “mas você não precisa?”, e ele tirou um panetone de uma sacola dizendo que já recebeu outros, e que era para darmos para alguém que precisa mais.

Essa é a segunda vez que saio com a minha família no natal para distribuir panetones. E essa é também a segunda vez que alguém recusa. Incrível como a gente sempre pode se surpreender.

Mas o momento mais bonito do dia de hoje (e arrisco dizer, do meu ano), foi numa esquina com uma família toda, em que levei dois panetones e entreguei para duas meninas (eu sempre entrego direto para as crianças, o sorriso delas é a maior recompensa). Elas me falaram “obrigada” muitas vezes e me abraçaram.

Eu fui abraçada por duas crianças, sem máscara, em meio a uma pandemia.

Eu travei. Não sabia se sorria ou se chorava de nervosismo, mas depois de passado o momento de surpresa, eu só consigo sentir gratidão.

Quem me conhece sabe que eu sou a pessoa mais neurótica possível com os cuidados contra a covid, e eu não vou ser hipócrita e fingir que não pensei em cancelar a ideia dos panetones quando os casos voltaram a aumentar no fim do mês passado, mas seria muito egoísmo da minha parte voltar atrás.

Chegou um momento em que eu só queria que acabasse logo pois estava ficando muito ansiosa, mas para entregar 50 ou 100 panetones o risco é o mesmo. E o abraço mais arriscado da minha vida foi também o mais bonito.

Resumindo, eu não ia falar nada na internet sobre isso, porque hoje em dia falar sobre ser solidário é só para “aparecer”. Eu não quero aparecer, mas eu fiquei emocionada com o que aconteceu e deu vontade de fazer uma das coisas que eu mais gosto na vida: escrever.

Essa experiência me mostrou o que a gente sempre ouve falar por aí, que a felicidade está nas pequenas coisas.

A das meninas estava nos panetones, e a minha estava no abraço. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Você tem algo para agradecer em 2020?

Olha lá a brasileira fazendo textinho no Thanksgiving de novo... mas será que em 2020 tem algo de bom para escrever?

Primeiramente, eu gosto de ""comemorar"" (entre duas aspas pra ficar claro que é só modo de falar) o Thanksgiving porque:

    1. Meu namorado é americano, e para manter a cultura dele viva no nosso relacionamento, faz 5 anos que, toda última quinta-feira de novembro, eu falo para ele o quanto eu sou grata por tê-lo ao meu lado (embora eu fale isso várias outras vezes no ano também).

    2. Para mim (como uma cidadã não americana) é um dia de agradecer, assim como todos os outros. Eu não tive folga no trabalho e nem me reuni com a família para comer peru, mas eu vou parar para refletir sobre tudo pelo que sou grata, só porque eu quero.

Afinal, o que é "dar graças" se não uma grande reflexão do nosso passado recente e de tudo que aconteceu de bom nele?

Eu já escrevi aqui sobre gratidão algumas vezes, e eu realmente pratico isso desde quando eu comecei a escrever no meu caderninho todos os dias, para lembrar de pequenas coisas boas num momento em que minha vida estava desmoronando. Continuo escrevendo no meu caderninho? Muito raramente. Mas ainda penso muito e, esse ano especificamente, dado os vários acontecimentos bons na minha vida, mesmo em meio ao caos mundial, eu tenho pensado silenciosamente no quanto eu sou privilegiada e grata por tantas coisas, afinal, eu sei que estar saudável, ter acesso à informação para saber me proteger da COVID, morar com meus pais e não ter sido impactada financeiramente pela pandemia, são coisas pelas quais uma minoria de brasileiros pode agradecer, e é justamente por ter noção dessa realidade que eu, como parte dessa minoria, não vou desdenhar desse privilégio.

Dito tudo isso, eu deixo claro que eu não sou daquelas pessoas que acha que "a quarentena me proporcionou tais coisas e bla bla", que "o lado bom da pandemia foi que...". Primeiro porque não existe "lado bom" da pandemia, ponto. Segundo porque a quarentena não me proporcionou nada, eu que fui atrás de fazer alguma coisa da vida porque eu estava em casa, sem aula e sem trabalho, e sem nada para fazer. Eu poderia perfeitamente ter feito isso na minha rotina normal, o tédio foi só um empurrãozinho para eu acordar pra vida, mas uma hora ou outra isso ia acontecer, e eu não sou grata à pandemia por isso (afinal, é uma fucking pandemia!, e eu preferia ter ficado sem ela). 

As coisas pelas quais eu realmente sou grata são todas que aconteceram apesar da pandemia, apesar de 2020 estar sendo um ano caótico, apesar de toda merda que aconteceu no mundo. E isso não foi de uma hora para a outra, afinal, eu tive várias semanas de fazer vários nadas, de ficar literalmente deitada o dia todo, intercaladas com poucos dias de produtividade, até eu perceber que minhas "férias forçadas" demorariam muito mais do que eu (e o Brasil inteiro) imaginei.

Tá, Ana, chega de tagarelar, você é grata pelo que?

1) Eu comecei a estudar diversos assuntos alheios à minha área de formação e que me despertam interesse, como Economia e Finanças, e Excel (que eu sempre amei e aproveitei para maratonar muitos vídeos no youtube). Com isso, eu aprendi a entender melhor como a economia e o dinheiro funcionam, e a cuidar melhor do meu (que agora eu tenho e vocês já vão entender o porquê), e aprendi também a usar VBA e Power BI e fiquei INDIGNADA com como são ferramentas incríveis (e se alguém quiser me pagar um curso completo to aceitando).

2) Eu comecei a cuidar mais de mim, por dentro e por fora, é claro, mas um destaque no "por fora" porque eu, depois de 25 aninhos de vida, comecei a fuçar na internet e a entender como cuidar de cabelo e pele (eu literalmente só usava shampoo, condicionador e protetor solar), além de tentar manter uma rotina de treinos em casa, afinal, a academia entrou na minha vida há poucos anos, com muitos altos e baixos, e eu não poderia perder o ritmo agora.

3) Eu consegui um estágio! E não qualquer estágio, mas um que eu já queria desde 2017, quando soube da parceria da empresa com o meu curso na faculdade, e que atende todos os meus requisitos de um estágio legal (eu faço planilha todo trimestre, é sério), e com o bônus de ser em Curitiba! Sim, gente, eu voltei!

4) Eu "terminei" a faculdade! Calma, "terminei" está entre aspas porque se eu colocasse "terminei as disciplinas da faculdade" a frase não teria o mesmo efeito. Mas é isso, eu terminei virtualmente o trimestre que tinha começado lá em fevereiro, finalizando todas as disciplinas do curso, meu TCC está em andamento porque só falta terminar de escrever (um andamento bem devagar, mas andando), e estou com dois dos três estágios que ainda preciso já garantidos, ou seja, o coronavírus atrasou a minha vida, mas nem tanto.

Esses 4 pontos são só para resumir em tópicos algumas coisas que estão sendo muito importantes para mim esse ano, e dentro de cada um desses tópicos eu poderia citar pequenos motivos ou pequenas coisas que aprendi, conheci, adquiri e pelas quais sou muito grata.

Enfim, sem querer fazer disso uma retrospectiva mas já fazendo, para um ano que começou com o pior (e mais longo) mês de janeiro da minha vida, com uma pandemia horrível e uma quarentena que me fez voltar ""temporariamente"" para a casa dos meus pais, eu posso dizer que o saldo na minha vida pessoal até agora é positivo. Resumindo, eu estou cuidando mais de mim, desenvolvendo habilidades que vão me tornar uma profissional melhor para ganhar mais dinheiro, e aprendendo a cuidar desse dinheiro.

E só para não perder o costume, eu também sou extremamente grata por, depois de 5 anos, ainda ter ao meu lado o americano lindo que me fez enxergar a vida de uma maneira diferente e aprender a agradecer mais o ano todo. (Ele que me indicou o livro que eu citei nesse post aqui e que mudou a minha vida)

E além disso, apesar de quase nos matarmos por muito tempo até aprendermos a voltar a conviver civilizadamente, eu estou feliz de estar em casa, de ter para onde voltar, de poder estar com a minha família e, finalmente, estar de bem com ela.


Ainda vai ter retrospectiva porque tem muita água pra rolar em um mês, mas até aqui já tem bastante coisa para agradecer. E você que leu esse texto porque gosta de mim, ou achou esse texto perdido na internet, eu aconselho fortemente a fazer esse exercício de pensar um pouquinho nos acontecimentos da sua vida pessoal. Aqui eu só falei das coisas boas, que colocando no papel a gente percebe que é mais do que imagina e dá mais valor, mas eu também tive momentos bem difíceis em 2020, mas passou, e os seus vão passar também.

domingo, 29 de março de 2020

Curitiba do meu ponto de vista

Hoje é aniversário da melhor cidade do mundo, Curitiba, e eu escolhi três imagens que significam muito pra mim para fazer a minha homenagem. Na verdade eu decidi representar com araucárias três lugares muito importantes para mim.

Todo Curitibano aprendeu quando criança que Curitiba significa, basicamente, "muito pinhão" - ou, como encontrei agora no site da prefeitura, "grande quantidade de pinheiros, pinheiral". Ou seja, é a árvore símbolo da cidade, inclusive presente na bandeira. Eu, particularmente, sempre fui apaixonada por araucárias, e me dei conta de que, em todos os lugares que morei, tive o privilégio de ver uma da minha janela.

A primeira foto representa o segundo lugar da minha vida que eu chamei de lar. A casa onde eu passei a maior parte da minha infância. A araucária do fundo do terreno onde meu pai catava pinhão fresquinho. A araucária que estava lá quando a gente brincava no terreno, se sujando de lama, jogando bola, brincando com os cachorros ou dando voltas de bicicleta; que estava lá nas várias festas de família que fazíamos na garagem, inclusive no meu aniversário em que dormimos na cama elástica e foi incrível. A araucária que estava lá quando eu tava deitada no sofá vendo TV e desviava meu olhar para a sacada, com essa bela paisagem enfeitando o nosso quintal. Aquela que me fez perceber, ao sair na sacada todos os dias, a beleza das araucárias.

É uma foto que, até hoje, me traz alegria e dor ao mesmo tempo. Alegria por lembrar de todos os momentos vividos na casa que foi erguida com muito suor dos meus pais. Dor por ter ido embora.

Araucária nº1, aquela do quintal onde eu cresci.

A segunda foto representa o que veio depois. A mudança forçada para um apartamento que, no fim das contas, era sensacional. A minha visão de todos os dias ao abrir a janela num novo lugar que fomos obrigados a aprender a chamar de lar.

A araucária que guarda as minhas últimas memórias de casa antes de ir embora de Curitiba. A araucária que estava lá quando eu tomava sorvete sentada na sacada e quando eu ficava brincando de fotografia dentro de casa. A araucária que eu via todos os dias ao abrir a janela durante o final do meu ensino médio, do cursinho, e da qual eu me despedi ao finalmente passar no vestibular.

Araucária nº2, aquela que eu via por entre a redinha da janela.

A terceira foto não é da minha casa. Não é do meu lar. É daquele lugar que a gente de repente aprende a chamar de "casa dos pais". O apartamento para o qual eu não participei da mudança e no qual nunca morei, mas é lar de quem sempre fez a minha casa ser chamada de lar. É um lugar novo. Um lugar que não é meu. Mas, afinal, é lugar de família.

E apesar de eu não gostar do meu quarto aqui como gostava dos outros, apesar de eu não ter tantas memórias aqui quanto tinha nos outros, eu gosto da vista.

É o cantinho que me acolhe toda vez que volto "para casa".

Araucária nº3, aquela que esconde o melhor estádio da América Latina.

Casa, para mim, é uma palavra que já teve tantos significados (9 só durante a faculdade). De acordo com o dicionário Luft que eu tenho aqui desde criança, a definição de casa é 1. Construção para morar; residência. 2. Família; lar. E a definição de lar é 1. Casa de habitação familiar. 2.Família. 3. Pátria; terra natal. Ou seja, dependendo da definição que você escolhe, casa e lar podem ser considerados a mesma coisa.

No meu caso, eu considero casa pela sua primeira definição. Ou seja, todos os lugares que já morei, aqui em Curitiba ou em Santa Catarina. E, emotiva que sou, mesmo não sendo lar, cada casa teve um significado especial para mim (menos a nº 8. A nº8 foi horrível).
Mas lar mesmo eu só vou ter quando eu voltar para minha terra natal, onde está a minha família, e onde sempre esteve a parte mais importante da minha vida, independente de qual canto de SC eu estivesse morando. Sendo lar, nesse contexto, lugar de aconchego, lugar de abrigo, meu cantinho.

Resumindo. Independente da residência, da construção em que eu esteja, Curitiba sempre vai ser o meu lar, a cidade que me acolheu desde que eu nasci, sempre tendo uma araucária linda para eu olhar pela janela. A cidade da qual eu saí já querendo voltar.

E o meu novo lar vai ser o lugar que eu encontrar para morar quando eu finalmente voltar para cá.
Não vai ser nenhum desses que eu mostrei. Eu vou ter que arranjar o meu próprio lar dessa vez.

Eu só espero poder ver uma araucária bem bonita da janela.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Agradecimentos

Olha eu falando sobre gratidão aqui de novo. Saber apreciar as coisas boas ajuda muito a passar pelas coisas ruins. E hoje eu vim aqui agradecer as pessoas especiais que me fizeram sobreviver ao ano de janeiro (que tá tão longo que ainda não acabou, mas as minhas férias sim).

No início das minhas férias, quase véspera de natal, eu tomei uma decisão muito difícil. Uma decisão que foi exclusivamente minha. Uma decisão que foi baseada em finalmente aprender a me colocar em primeiro lugar. Uma decisão que eu conheço a responsabilidade. Uma decisão em prol da minha saúde mental.

No decorrer dos dias eu me vi numa vida de nômade mais nômade do que a minha já conhecida vida de nômade. Eu me vi indo de lá pra cá e ficando cada vez mais insuportável e cansada de pedir favor pra todo mundo e com saudade da minha rotina. Mas acima de tudo, eu me vi cercada de pessoas especiais que me acolheram no decorrer dos últimos 36 dias. Pessoas que me davam casa, comida e roupa lavada (literalmente todos os três). Pessoas que me mandavam calar a boca quando eu ficava pedindo desculpas o tempo todo por estar incomodando. Pessoas que fizeram a minha sobremesa favorita para me agradar. Pessoas que me mandavam mensagem para perguntar como eu estava. Pessoas que colocaram presentinho pra mim embaixo da árvore de natal para eu me sentir em casa.

Nenhuma dessas pessoas substitui com quem eu queria ter passado a ceia de natal. Nenhuma delas exclui as outras da minha vida. Nenhuma delas é capaz de amenizar a minha dor. Mas cada uma delas fez a sua parte e me acolheu de braços abertos.

Esses 36 dias foram de muito choro, mas também de muito aprendizado. Eu aprendi que eu posso me divertir de vez em quando mesmo em meio a situações difíceis, porque eu sair me divertir e dar risada não anula o meu sofrimento, e eu não preciso sofrer o tempo todo (e nem provar nada para ninguém). Eu aprendi que, às vezes, as pessoas não lembram da família inteira quando falam “família em primeiro lugar”. Eu aprendi a enxergar as pessoas com quem eu posso realmente contar. Eu aprendi que família não é só pai e mãe, e que também pode ser tia, prima, afilhado, e até minha priminha de TERCEIRO grau - que vomitou em mim - e que eu nem sei se legalmente isso é um vínculo familiar (mas emocionalmente é e isso que importa), além de famílias já prontas que eu posso me enfiar lá e me sentir um pouco parte também.

  • Caio, Monica, Marcello, Carol, Lola e Blue; obrigada por me acolherem na família de vocês, pelo carinho e pelas comidas sempre deliciosas. E ao Caio, muito obrigada pela paciência e amor incondicional.
  • Tia Dalva, Ni e Luiza; obrigada pela paciência, pelas risadinhas da Luiza, e pelos bolinhos de abacaxi com chá gelado.
  • Caty, obrigada por ser a parte mais descontraída da família, por me fazer rir e por me dar um primo que também me deu suporte e foi ver Frozen 2 comigo porque você é chata.
  • Tia Zilda, Fabrízio, PAM e Benjamin; obrigada por terem me acolhido no dia mais difícil, pelo jantar maravilhoso e por fazerem eu me sentir em casa.
  • Obrigada também às minhas amigas da vida toda, Clara, Mari e Say, por finalizarem minhas férias com chave de ouro, e em especial à Clara e sua família por me acolherem, me darem banana e estrogonofe, e uma carona de moto (foi muito legal).

Foi um mês difícil, mas todos vocês fizeram ser "menos pior".

E no fim das contas, a única escolha que eu fiz foi escolher eu mesma.
Desculpa o egoísmo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019

A minha maior e mais importante "meta de ano novo", pelos últimos dois anos, era encontrar paz, na vida e, principalmente, dentro de mim. Eu li minhas retrospectivas antigas (como sempre faço), e percebi que 2018 e 2019 foram a continuação de uma história (triste) que começou lá em 2017, e eu espero do fundo do meu coração que com essa retrospectiva de 2019 eu feche essa trilogia de uma vez por todas.

Recentemente eu me dei conta de que, desde 2017, eu vivia presa a uma situação de vida, como eu descrevi na retrospectiva do mesmo ano, e foi lá naquela época que eu li um livro que mudou a minha visão de mundo e me lançou um dos maiores desafios da minha vida - conhecer a mim mesma -, e agora, no final de 2019, eu percebi que eu tenho de fato obtido êxito nesse aspecto. Eu tenho enxergado a mim mesma de uma maneira diferente e estou aprendendo a lidar com as situações de uma maneira mais madura e responsável, com o conhecimento de que nenhuma, repito, situação de vida, é capaz de destruir a minha vida inteira ou tirar completamente a minha paz. Eu aprendi a diferenciar os momentos de paz, quando tudo vai bem nas minhas esferas de vida, e a minha paz interior, que está sempre dentro de mim independente do caos ao meu redor. Está dentro de mim quando eu deito na cama à noite, ou quando eu escrevo no meu caderninho da gratidão, com a consciência tranquila de que eu fiz e continuo fazendo tudo que eu posso. Eu finalmente alcancei a minha resolução de ano novo de 2018, e agora eu conheço melhor a mim mesma e estou de bem comigo e com o mundo. Principalmente comigo.

Pausando um pouco essa parte mais profunda, vamos ao meu ano de 2019, de forma geral (e como sempre, dividido por trimestres - se eu conseguir lembrar de tudo que aconteceu em cada um).

No início do ano eu estava morando em Florianópolis. Fui membro da FEJESC (que expliquei na retrospectiva de 2018) por poucos meses, embora o trabalho fosse incrível e eu gostasse muito de ajudar as empresas juniores. Mas a faculdade estava me consumindo (MESMO! As matérias estavam muito pesadas e consumindo muito tempo) e eu fiz a escolha de priorizar os meus estudos. Foi um trimestre difícil, mas deu tudo certo, e eu finalmente comecei a dar os primeiros passos rumo ao meu TCC.

No segundo trimestre eu finalmente fiz meu terceiro estágio, depois de um ano só em aula em Florianópolis. Trabalhei na Zen e morei numa das cidades mais amorzinho de Santa Catarina, Brusque (mais conhecida como Bruxque). Sim, eu amei morar lá. Foi uma experiência INCRÍVEL em todos os aspectos. A empresa era muito legal e receptiva, o setor que eu trabalhei era de uma das minhas paixões desde o curso técnico (tratamento térmico), e os meus colegas de trabalho eram as melhores pessoas com quem já trabalhei. A cidade era muito legal, eu dava vários rolês de bicicleta no fim de semana (mesmo que a maioria dos rolês sempre acabassem na Havan), e eu realmente turistei e conheci cada cantinho que eu pude e amei cada pedacinho deles. (Fazer mercado nunca mais foi a mesma coisa porque o melhor mercado do mundo é Brusquense e se chama Archer e não existe em Florianópolis. Saudades). Eu morei num apartamento ao lado da empresa com mais seis estagiários. Foi uma enorme mudança de realidade para quem tinha uma kitnet inteira para si e passou a dividir não só o apê como o quarto. E foi aí que eu lembrei que, apesar das pequenas tretas, morar com mais pessoas é muito legal. Nos fins de semana eu me sentia um pouco sozinha porque todo mundo tinha família nas cidades vizinhas (e ir pra Curitiba de ônibus era uma saga interminável), mas foi aí que eu comecei a explorar a cidade e a minha paixão por pedalar e foi ótimo. De forma geral, o segundo trimestre do ano só não foi melhor porque acabou. Eu queria continuar em Brusque, mas não pude por motivos acadêmicos. Fiz minhas malas, me despedi da empresa, dei aquela choradinha e fui embora.

O terceiro e último trimestre letivo do ano eu nem sei se merece um parágrafo inteiro de tão ruim que foi. A faculdade estava ainda mais difícil do que no início do ano (nunca fale que um trimestre/semestre é o pior da sua vida, porque sempre tem o próximo), e ao voltar para Floripa eu me afastei de pessoas que, ao longo do anos, eu percebi que só me faziam mal, e isso me fez passar por uma período de readaptação, procurando novas companhias e novos hobbies. Porém, devo ressaltar dois pontos positivos:
1. Comecei meu TCC!! Conversei com meu professor e, em outubro, entrei no laboratório de soldagem para dar início ao meu TCC na minha outra paixão desde o curso técnico: soldagem.
2. Dei um gás na academia e na vida saudável como um todo. No início de 2019 eu mudei de academia em Floripa e descobri a melhor academia da ilha, que é a Natatorium, e o meu desempenho melhorou 150%, porque o ambiente e as pessoas são muito mais agradáveis e isso faz diferença sim e aumentou muito a minha disposição. Então quando voltei de Brusque (que eu tava meio preguiçosa porque a academia era longe), eu dei um gás, comecei a treinar e comer melhor, e descobri uma nova paixão.

No finalzinho do ano, ao vir de férias para Curitiba (um pouquinho antes do natal), eu tive muitos aprendizados em tão poucos dias. Minha vida virou de cabeça para baixo e eu descobri (na verdade foi uma confirmação) que eu tenho pessoas maravilhosas a quem recorrer quando tudo desaba, e que seguraram (e estão segurando) minha mão no que está sendo o momento mais difícil da minha vida.
Eu passei a dar ainda mais valor para o fato de ter uma família tão grande, sabendo que tenho pessoas maravilhosas perto de mim e que vão me acolher (literalmente) sempre que eu precisar. E não bastasse isso, tem a família que eu escolhi e que nunca me deixou na mão.

Nas últimas semanas eu tenho reforçado todo o aprendizado que falei no início desse texto, estando em paz comigo mesma, mesmo que sofrendo, mesmo que não satisfeita com a situação atual, sabendo que eu conheço a minha verdade, e que tudo que eu escrevo ou falo pode ser distorcido, mas eu falei, eu escrevi, eu botei a cara a tapa e expressei o que eu penso porque eu mereço isso, e o modo como as pessoas interpretam o que eu digo, infelizmente, foge ao meu controle.
Eu conheço a minha verdade. E o meu aprendizado de finzinho de ano foi perceber que isso é o que eu posso controlar, e que isso basta.

Eu construí muita coisa nesse último ano e nos últimos três anos (quem me conhece sabe porque eu sempre fico falando dos últimos três anos). Eu tenho certeza que eu posso fazer 2020 ser diferente, no que eu puder controlar ou melhorar. Eu sei que cabe a mim ter um ano bom. Eu sei que, embora eu esteja fazendo essa retrospectiva já em janeiro e eu não esteja feliz, a minha parte eu fiz e a paz que eu tenho comigo mesma é mais importante. Eu sou importante. E essa é a lição do último triênio que eu dou por encerrado aqui neste ponto final. E quem ainda está vivendo nesse ciclo e por acaso ler esse desabafo, eu só peço que entre neste novo capítulo comigo. Um capítulo de paz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018

Eu não sei nem por onde começar.

Essa é a primeira vez, desde 2010, que eu não escrevo a retrospectiva do ano em dezembro (mas é sério, se vocês soubessem como foi meu último mês do ano, entenderiam).

Enfim, mantendo a tradição, mesmo que atrasada, vamos (tentar) falar sobre 2018.

Minha vida é dividida por trimestres, devido à faculdade, então é sempre mais fácil pra mim avaliar o ano dessa maneira (trimestres letivos, ou seja, são só 3 no ano).

No primeiro trimestre de 2018 eu estava fazendo estágio na Copobras, em São Ludgero, uma cidade muito aconchegante no sul de Santa Catarina. Já falei dela aqui e aqui.
Enfim, pra não ficar muito repetitivo, queria apenas lembrar como adorei morar lá e foi um ótimo trimestre. Adorei a cidade, conheci pessoas incríveis e a empresa também era muito legal. Foi uma experiência completamente diferente, um modo de vida diferente do que estou acostumada, e foi muito gratificante.

Vista da ponte no meio da cidade

Quando estava morando lá, meus pais foram me visitar num feriado e fizemos um passeio na Serra Catarinense. Estou até hoje devendo esse post aqui pro blog, mas resumindo, nós fomos pela Serra do Rio do Rastro até a cidade de Urubici e voltamos pela Serra do Corvo Branco. Foi como se fizéssemos um círculo, indo por uma serra e voltando por outra, podendo aproveitar ao máximo a viagem. O passeio em Urubici foi SENSACIONAL. É o tipo de turismo rural/aventura, e até minha mãe foi na tirolesa (o que me garantiu mais uma ida de graça porque o tio ficou feliz de eu convencer mamãe), e eu sou maluca por tirolesa, principalmente com as paisagens maravilhosas que pudemos ver.

Eu e meus pais no Morro da Igreja, em Urubici.

Fomos também na Fluss Haus, um café colonial DELICIOSO e muito charmosinho também, que eu comentei aqui que já tinha ido com um amigo da empresa. Meus pais amaram e valeu muito a pena a estrada de terra que parecia não acabar nunca.

Além disso, demos um pulinho em Laguna, porque minha mãe não sabe ficar longe de praia. Mas foi bem legal, pegamos um dia bonito e pudemos aproveitar a praia.

Resumindo, o primeiro trimestre do ano foi muito massa.

Em maio voltei para Florianópolis e fiquei até dezembro, e vou continuar na mesma casa no início de 2019 (socorro não sei ficar no mesmo lugar por muito tempo).

No final de julho eu fui no CECEMM, o Congresso dos Estudantes de Engenharia de Materiais do Mercosul, e falei tudinho nesse post. Foi uma experiência muito legal e diferente e que me fez enxergar meu curso com outros olhos, e me lembrou como a Engenharia de Materiais é muito massa e porque eu escolhi esse curso anos atrás.

Segundo e terceiro trimestres do ano eu fiquei apenas em aula mesmo. Foi cansativo e eu tive várias crises e momentos de desânimo com o curso, mas deu tudo certo no fim. No meio disso teve também a EJEM, a Empresa Júnior de Engenharia de Materiais, que eu ajudei a fundar lá no finzinho de 2016. Mesmo com as idas e vindas de estágio, fiquei na EJEM até o final de 2018 e acho que as experiências vividas no Movimento Empresa Júnior (MEJ) foram a melhor parte desses dois trimestres do ano.

Sabatina da EJEM para fazer parte da FEJESC.

A EJEM começou a crescer cada vez mais e atingir cada vez mais clientes e projetos e foi muito massa poder acompanhar todo esse crescimento e fazer parte disso, junto com meus colegas que também fizeram parte da fundação da empresa e mais pessoas novas que foram entrando para a equipe. Além disso, começamos a ter mais contato com a FEJESC, a Federação Catarinense de Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina, que é o conjunto de todas as empresas juniores do estado, e cujo time que a administra é formado por empresários juniores que querem fazer o movimento crescer e auxiliar todas as EJs de Santa Catarina.

Enfim, o MEJ pode ser bem difícil de explicar para quem é de fora, mas eu só quero deixar registrado que foi uma experiência muito importante para mim esse ano e que guiou o meu caminho para 2019. Com os membros da EJEM eu participei de eventos e, como representante da minha EJ eu participei de muitas reuniões e assembleias e entrei de cabeça no movimento, e agora faço parte do time da Federação e ajudarei outras pessoas a realizarem o sonho que eu e meus colegas realizamos de criar uma EJ do zero e fazer isso se tornar real e ver crescer e ainda aprender muito e crescer muito profissional e pessoalmente no processo.

Time da FEJESC de 2019 (to escondida).

De maneira BEM RESUMIDA esse foi o meu ano. No balanço geral eu não considero que ele tenha sido bom porque passei por muitos problemas que obviamente não mencionei aqui, mas lendo tudo isso agora eu sou muito grata por essas coisas e por tudo de bom que vivi, porque eu conheci muitas pessoas novas, novos lugares, novas culturas, novas ideias, e isso foi o mais legal de tudo.

Eu acredito também que em 2018 eu abri muito meus olhos para as coisas que eu andava vivendo nos últimos tempos. Aprendi a analisar a minha situação de vida e tentar entender a porra toda, mesmo que fracassando inúmeras vezes. Perdi VÁRIAS batalhas e o que eu ganhei disso tudo foi o crescimento pessoal e uma nova visão de mundo, o que me fez amadurecer bastante.

Para 2019 eu espero manter na minha vida todas as pessoas importantes, todos os sentimentos bons, todas as lembranças boas, além de criar muitas mais. Espero deixar toda a negatividade e a tristeza para lá, e encontrar a paz dentro de mim.