quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Panetone
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Você tem algo para agradecer em 2020?
Olha lá a brasileira fazendo textinho no Thanksgiving de novo... mas será que em 2020 tem algo de bom para escrever?
Primeiramente, eu gosto de ""comemorar"" (entre duas aspas pra ficar claro que é só modo de falar) o Thanksgiving porque:
1. Meu namorado é americano, e para manter a cultura dele viva no nosso relacionamento, faz 5 anos que, toda última quinta-feira de novembro, eu falo para ele o quanto eu sou grata por tê-lo ao meu lado (embora eu fale isso várias outras vezes no ano também).
2. Para mim (como uma cidadã não americana) é um dia de agradecer, assim como todos os outros. Eu não tive folga no trabalho e nem me reuni com a família para comer peru, mas eu vou parar para refletir sobre tudo pelo que sou grata, só porque eu quero.
Afinal, o que é "dar graças" se não uma grande reflexão do nosso passado recente e de tudo que aconteceu de bom nele?
Eu já escrevi
aqui sobre gratidão algumas vezes, e eu realmente pratico isso desde quando eu
comecei a escrever no meu caderninho todos os dias, para lembrar de pequenas
coisas boas num momento em que minha vida estava desmoronando. Continuo
escrevendo no meu caderninho? Muito raramente. Mas ainda penso muito e, esse
ano especificamente, dado os vários acontecimentos bons na minha vida, mesmo em
meio ao caos mundial, eu tenho pensado silenciosamente no quanto eu sou
privilegiada e grata por tantas coisas, afinal, eu sei que estar saudável, ter acesso
à informação para saber me proteger da COVID, morar com meus pais e não ter
sido impactada financeiramente pela pandemia, são coisas pelas quais uma minoria
de brasileiros pode agradecer, e é justamente por ter noção dessa realidade que
eu, como parte dessa minoria, não vou desdenhar desse privilégio.
Dito tudo isso, eu deixo claro que eu não sou daquelas pessoas que acha que "a quarentena me proporcionou tais coisas e bla bla", que "o lado bom da pandemia foi que...". Primeiro porque não existe "lado bom" da pandemia, ponto. Segundo porque a quarentena não me proporcionou nada, eu que fui atrás de fazer alguma coisa da vida porque eu estava em casa, sem aula e sem trabalho, e sem nada para fazer. Eu poderia perfeitamente ter feito isso na minha rotina normal, o tédio foi só um empurrãozinho para eu acordar pra vida, mas uma hora ou outra isso ia acontecer, e eu não sou grata à pandemia por isso (afinal, é uma fucking pandemia!, e eu preferia ter ficado sem ela).
As coisas pelas
quais eu realmente sou grata são todas que aconteceram apesar da
pandemia, apesar de 2020 estar sendo um ano caótico, apesar de
toda merda que aconteceu no mundo. E isso não foi de uma hora para a outra,
afinal, eu tive várias semanas de fazer vários nadas, de ficar
literalmente deitada o dia todo, intercaladas com poucos dias de produtividade,
até eu perceber que minhas "férias forçadas" demorariam muito mais do que eu (e
o Brasil inteiro) imaginei.
Tá, Ana, chega de tagarelar, você é grata pelo que?
1) Eu comecei a estudar diversos assuntos alheios à minha área de formação e que me despertam interesse, como Economia e Finanças, e Excel (que eu sempre amei e aproveitei para maratonar muitos vídeos no youtube). Com isso, eu aprendi a entender melhor como a economia e o dinheiro funcionam, e a cuidar melhor do meu (que agora eu tenho e vocês já vão entender o porquê), e aprendi também a usar VBA e Power BI e fiquei INDIGNADA com como são ferramentas incríveis (e se alguém quiser me pagar um curso completo to aceitando).
2) Eu comecei a cuidar mais de mim, por dentro e por fora, é claro, mas um destaque no "por fora" porque eu, depois de 25 aninhos de vida, comecei a fuçar na internet e a entender como cuidar de cabelo e pele (eu literalmente só usava shampoo, condicionador e protetor solar), além de tentar manter uma rotina de treinos em casa, afinal, a academia entrou na minha vida há poucos anos, com muitos altos e baixos, e eu não poderia perder o ritmo agora.
3) Eu consegui um estágio! E não qualquer estágio, mas um que eu já queria desde 2017, quando soube da parceria da empresa com o meu curso na faculdade, e que atende todos os meus requisitos de um estágio legal (eu faço planilha todo trimestre, é sério), e com o bônus de ser em Curitiba! Sim, gente, eu voltei!
4) Eu "terminei" a faculdade! Calma, "terminei" está entre aspas porque se eu colocasse "terminei as disciplinas da faculdade" a frase não teria o mesmo efeito. Mas é isso, eu terminei virtualmente o trimestre que tinha começado lá em fevereiro, finalizando todas as disciplinas do curso, meu TCC está em andamento porque só falta terminar de escrever (um andamento bem devagar, mas andando), e estou com dois dos três estágios que ainda preciso já garantidos, ou seja, o coronavírus atrasou a minha vida, mas nem tanto.
Esses 4 pontos
são só para resumir em tópicos algumas coisas que estão sendo muito importantes
para mim esse ano, e dentro de cada um desses tópicos eu poderia citar pequenos
motivos ou pequenas coisas que aprendi, conheci, adquiri e pelas quais sou
muito grata.
Enfim, sem querer fazer disso uma retrospectiva mas já fazendo, para um ano que começou com o pior (e mais longo) mês de janeiro da minha vida, com uma pandemia horrível e uma quarentena que me fez voltar ""temporariamente"" para a casa dos meus pais, eu posso dizer que o saldo na minha vida pessoal até agora é positivo. Resumindo, eu estou cuidando mais de mim, desenvolvendo habilidades que vão me tornar uma profissional melhor para ganhar mais dinheiro, e aprendendo a cuidar desse dinheiro.
E só para não
perder o costume, eu também sou extremamente grata por, depois de 5 anos, ainda
ter ao meu lado o americano lindo que me fez enxergar a vida de uma maneira
diferente e aprender a agradecer mais o ano todo. (Ele que me indicou o livro
que eu citei nesse post aqui e que mudou a minha vida)
E além disso, apesar de quase nos matarmos por muito tempo até aprendermos a voltar a conviver civilizadamente, eu estou feliz de estar em casa, de ter para onde voltar, de poder estar com a minha família e, finalmente, estar de bem com ela.
Ainda vai ter
retrospectiva porque tem muita água pra rolar em um mês, mas até aqui já tem
bastante coisa para agradecer. E você que leu esse texto porque gosta de mim, ou
achou esse texto perdido na internet, eu aconselho fortemente a fazer esse
exercício de pensar um pouquinho nos acontecimentos da sua vida pessoal. Aqui eu só falei das coisas boas, que colocando no papel a
gente percebe que é mais do que imagina e dá mais valor, mas eu também tive
momentos bem difíceis em 2020, mas passou, e os seus vão passar também. ♥
domingo, 29 de março de 2020
Curitiba do meu ponto de vista
| Araucária nº1, aquela do quintal onde eu cresci. |
A segunda foto representa o que veio depois. A mudança forçada para um apartamento que, no fim das contas, era sensacional. A minha visão de todos os dias ao abrir a janela num novo lugar que fomos obrigados a aprender a chamar de lar.
| Araucária nº2, aquela que eu via por entre a redinha da janela. |
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| Araucária nº3, aquela que esconde o melhor estádio da América Latina. |
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
Agradecimentos
- Caio, Monica, Marcello, Carol, Lola e Blue; obrigada por me acolherem na família de vocês, pelo carinho e pelas comidas sempre deliciosas. E ao Caio, muito obrigada pela paciência e amor incondicional.
- Tia Dalva, Ni e Luiza; obrigada pela paciência, pelas risadinhas da Luiza, e pelos bolinhos de abacaxi com chá gelado.
- Caty, obrigada por ser a parte mais descontraída da família, por me fazer rir e por me dar um primo que também me deu suporte e foi ver Frozen 2 comigo porque você é chata.
- Tia Zilda, Fabrízio, PAM e Benjamin; obrigada por terem me acolhido no dia mais difícil, pelo jantar maravilhoso e por fazerem eu me sentir em casa.
- Obrigada também às minhas amigas da vida toda, Clara, Mari e Say, por finalizarem minhas férias com chave de ouro, e em especial à Clara e sua família por me acolherem, me darem banana e estrogonofe, e uma carona de moto (foi muito legal).
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Retrospectiva 2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Retrospectiva 2018
| Vista da ponte no meio da cidade |
| Eu e meus pais no Morro da Igreja, em Urubici. |
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| Sabatina da EJEM para fazer parte da FEJESC. |
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| Time da FEJESC de 2019 (to escondida). |
De maneira BEM RESUMIDA esse foi o meu ano. No balanço geral eu não considero que ele tenha sido bom porque passei por muitos problemas que obviamente não mencionei aqui, mas lendo tudo isso agora eu sou muito grata por essas coisas e por tudo de bom que vivi, porque eu conheci muitas pessoas novas, novos lugares, novas culturas, novas ideias, e isso foi o mais legal de tudo.
domingo, 26 de agosto de 2018
XX CECEMM - São Carlos
| UFSC no XX CECEMM! |
Logo na segunda-feira já sabíamos que muitas emoções estavam por vir, pois era o dia da palestra mais aguardada, o dia de conhecer o Callister de pertinho. Foi muito especial para mim porque desde quando eu tinha aula de materiais no técnico eu já usava o livro dele como base, afinal, tem um pouco de tudo e é muito bom mesmo, e foi assim que eu fui parar na Engenharia de Materiais, e o resto todo mundo sabe. Enfim, foi um momento muito especial para todos.
Teve palestra sobre polímeros, vidros, aços... sendo os dois primeiros com professores sensacionais, que me fizeram até gostar um pouco mais das respectivas áreas, porque o clima do congresso em si e a paixão com a qual os professores falavam tinham uma energia muito boa envolvida, e eu comecei a perceber que posso gostar de outras coisas que não sejam só metais, afinal, a ciência dos materiais é infinitamente ampla e cheia de oportunidades para a gente ficar preso a uma coisa só.
Teve a visita técnica, que foi na Romi, uma empresa que tem duas áreas de atuação. A fabricação de máquinas-ferramenta, o que é muito louco, por que imaginem o tamanho de uma máquina para usinar peças de outra máquina? E tinha a parte de fundição, que foi muito legal de conhecer também. Eu já trabalhei numa empresa que tinha fundição mas nunca entrei no galpão porque era perigoso, mas é muito legal e lindo de ver. Qualquer pessoa fica deslumbrada com metal fundido incandescente a temperaturas acima de 1000°C, não é mesmo?
| Visita na Romi. |
E como não posso deixar de falar, teve as festas! Eu não imaginei que iria em quase todas e me divertiria tanto. Consegui me soltar e me surpreendi positivamente comigo mesma, o que foi ótimo.
As festas foram muitoooo boas, eu dancei bastante, me diverti bastante. E o pessoal era bem tranquilo e desencanado. As festas eram simples (e baratas!!) e com cerveja boa.
Eu conheci pessoas incríveis que passaram a semana toda comigo durante o congresso, acompanhando nas palestras e tudo o mais, que estavam no alojamento comigo e que se tornaram amigos que eu espero muito poder ver de novo.
Nas festas, e também durante intervalos de palestras e coffee breaks, eu conversava sempre com pessoas novas e trocava uma ideia ou aprendia alguma coisa nova. Foi um crescimento pessoal muito grande porque eu interagi muito e descobri que as pessoas podem ser mais legais e mais interativas do que a gente pensa. Porque quando estamos em um congresso, todo mundo com um objetivo em comum que é se divertir e aprender mais sobre a Engenharia de Materiais, a gente acaba perdendo a vergonha de simplesmente chegar perto de alguém desconhecido e dizer oi.
| Pessoal do alojamento. SC + MG, não podia ter dado mais certo. Adorei conhecer vocês! |
Enfim, teve muita coisa legal, eu me diverti muito, aprendi muito, e foi uma experiência inesquecível! Espero poder ter a oportunidade de ir no próximo, pertinho de casa, XXI CECEMM em Ponta Grossa!!
Apesar de um mês atrasado, está aí um pouquinho da minha experiência no CECEMM, e eu só não falo mais para poupar linha mesmo, mas resumindo foi sensacional e eu recomendo muitíssimo.
Até a próxima!


