domingo, 21 de dezembro de 2014

2014, você já pode acabar!

(Era para eu ter postado isso há 6 dias, quando o ano finalmente acabou pra mim, porém: 1. Esqueci e 2. Correria de Natal.)

2014 foi um ano muito louco. Mas muito mesmo. O ano da Copa das Copas, ano de eleições, ano de muita zoeira com o ENEM (como sempre), enfim, ano da zoeira com tudo. Na minha vida, particularmente, foi um ano bem diferente também, por causa de tudo acima citado + fim do curso técnico + vestibular e mais um monte de coisas.

O começo do ano foi bem difícil. Aconteceram coisas que me fizeram pensar que 2014 seria o pior ano da minha vida e tudo o que eu desejava era que ele acabasse logo. Mas as coisas foram melhorando, o curso foi acabando, o vestibular foi se aproximando... e assim foi o meu ano.

Mas falando das coisas mais gerais, o que foi essa Copa? Eu realmente me diverti muito e foi muito, mas muito legal mesmo, ver a Copa sendo realizada no meu país. Apesar de eu ter ido apenas em um jogo e ter sido o mais sem graça de todo o mundial (Irã 0x0 Nigéria), foi muito legal ver culturas tão diferentes, pessoas tão diferentes do meu dia a dia, todos se respeitando dentro do estádio e curtindo juntos essa competição incrível. A experiência de ver tudo isso, assistir o jogo tão de pertinho e finalmente conhecer a nova Arena, valeram muito mais do que ver gols. Enfim, apesar de tantos protestos e tanta gente babaca achando que iam cancelar a Copa ao saírem nas ruas falando "não vai ter Copa" etc, foi muito legal, foi massa, foi A COPA DAS COPAS e não tem discussão!

Quanto às eleições, foi a primeira vez que eu votei e foi muito louco também. Meu Deus, quanta baixaria, quanta apelação! Nem vou me prolongar nesse assunto porque não compartilho opinião política na internet e porque nem precisa comentar, né? Mas foi interessante acompanhar a corrida presidencial e tudo o mais, já que foi a primeira vez que eu realmente me liguei nisso (porque, sim, é chato e tenho preguiça de política).

Aí teve ENEM, teve UFPR, teve UFSC, e teve muita desgraça, é claro. O que resta é rezar para obter bons resultados desse finzinho de ano que se resumiu em vestibular e vestibular e mais vestibular.

Agora que venham os últimos dias desse 2014 muito louco, e que venham os presentes e as festas e muita alegria não só no fim do ano, mas em todo o ano de 2015 também!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

11/11/2014 - O Dia da Formatura

Hoje* só não foi o dia mais esperado do ano porque, antes da cerimônia de formatura, o mais importante era o semestre acabar e todo mundo ser aprovado para poder se formar, o que significa que o dia mais aguardado por todos os estudantes do último período dos Cursos Técnicos da UTFPR foi o dia 12 de setembro. Mas, depois de terminado o sufoco, nada mais importante do que uma cerimônia à altura para celebrar tudo o que alcançamos.
(*Hoje porque já passou de meia-noite mas eu ainda não fui dormir então ainda é dia 11 pra mim)

Tenho tantas pessoas para agradecer, abraçar, comemorar junto. Tantas coisas para lembrar – e tantas outras para esquecer. O fato é que os últimos quatro anos foram completamente diferentes de tudo o que eu estava acostumada a minha vida toda. Cresci estudando em colégio particular. Nunca fui aquele tipo de menina mimadinha e metida, típica dos estereótipos dados às garotas de colégio particular, mas cresci em um, e foi ótimo. Até que resolvi participar dessa loucura que é concorrer a uma vaga para os Cursos Técnicos da UTFPR, muito concorridos na minha época (não sei como estão agora). Enfim, quem me conhece sabe, fui aprovada em Gestão Empresarial, depois mudei para Mecânica, e ali fiquei, até chegar o dia de hoje. Mas o ponto a que eu quero chegar, como citei acima, é como a minha vida mudou. De um colégio particular para uma Universidade Federal. UMA CRIANÇA DE 14 ANOS ENTRANDO EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL. Essa que é a parte mais louca disso tudo, e talvez a mais legal.

Com 14 anos eu queria ter todas as profissões do mundo. Eu mal sabia o que significava engenharia (muito menos mecânica), e entrei no curso de Gestão Empresarial por impulso, porque era o mais "óbvio", o único que eu sabia alguma coisa. Todo o respeito a quem trabalha com isso, ok? É só que nessa época eu não pesquisei e nem sabia do que se tratavam os outros cursos, até entrar na UTFPR e me apaixonar pela Mecânica.

Enfim, após o Exame de Seleção, e outro Exame de Seleção, e um novo curso, novas turmas, novas matérias, novos horários, e uma correria maluca para não perder um semestre... Após todo o estudo, todo o esforço, todas as provas, todas as notas boas e ruins e as ruins que eu tive de transformar em boas, acabou. Acabou Gestão, acabou Mecânica, acabou Curso Técnico, acabou Ensino Médio! Acabou uma das etapas mais importantes da minha vida, para que eu possa me dedicar a entrar na próxima etapa, que tende a ser ainda mais difícil, mais longa, e mais incrível.

Acabou o que parecia interminável. Acabou o Ensino Médio, que minhas amigas de escolas regulares já terminaram há dois anos. Acabou. E tem muito mais.

Mas, dessa fase, eu tenho muita coisa para levar comigo. Eu tenho lembranças de pessoas, momentos, amizades, professores, aulas, provas... Cada dia naquela Universidade me mudou um pouco. Eu sempre digo que eu acredito que a personalidade das pessoas depende do meio em que elas vivem, como foram criadas e com quem se relacionam, e essa mudança de um meio de pessoas de "classe média alta", por assim dizer, para um meio com pessoas de todas as classes, me fez aprender muito, crescer muito. Me relacionei com todos os tipos de pessoas. Classes, gêneros, cores, gostos, opções, trejeitos... Quantos diferentes eu encontrei. E todas as experiências que eu vivi dentro e fora da UTFPR, com as pessoas que lá conheci, me ensinaram muito sobre amizade, sobre aprender a ser autossuficiente, sobre saber em quem confiar, sobre não depender dos outros, sobre frustração, sobre amizades que nascem num passe de mágica, sobre amizades que acabam num passe de mágica e, principalmente, sobre amizades que ficam.

Dessa longa caminhada, levo comigo o meu futuro, decidido em meio às confusões vividas na minha cabeça e aos conteúdos aprendidos em sala de aula. Levo as amizades, as lembranças e todos os aprendizados. Levo na memória cada professor, com seu jeito de ensinar e nos ajudar a seguir com nossos sonhos. Mesmo com algumas barreiras impostas (provas, dependências) que, no fundo, sempre dependeram apenas de nós mesmos.


Levo comigo esse canudo, símbolo dessa etapa finalizada oficialmente hoje. Levo o título de Técnica em Mecânica. E levo o orgulho de ter estudado numa Universidade que é referência em ensino e estrutura, uma Universidade cheia de pessoas boas para me ensinar o caminho que me trouxe até aqui, uma Universidade que me acolheu e que se tornou um lar durante os últimos quatro anos.

Sentirei saudades.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Lendo minhas antigas retrospectivas eu percebo que uma coisa nunca muda: o aprendizado. O aprendizado sobre a vida, sobre valores, sobre amizade. Eu sempre falo sobre como conheci pessoas novas e fiz novos amigos, porque isso acontece todos os anos. Sempre entram pessoas nas vidas umas das outras, e sempre saem também, por isso é um tema tão recorrente em meus textos de fim de ano. E esse ano não podia ser diferente – mas tentarei não me prolongar nesse aspecto. Esse ano na verdade não foi de muitas amizades, acredito que fiz apenas bons colegas que ficarão comigo até o fim dessa jornada – que agora eu acredito ter um fim – chamada Ensino Médio (Técnico).
Mas, dentre tantas pessoas que passam em minha vida, em 2013 eu conheci uma em especial que eu não posso deixar de citar: o meu namorado. O cara que faz de mim a garota mais feliz do mundo! E esse ano foi incrível – na maior parte – por isso. Vivi muitas coisas diferentes com ele ao meu lado, então foi, e continua sendo, uma experiência nova, incrível e deliciosa!

Pela primeira vez desde que tenho esse blog, está sendo muito difícil fazer uma retrospectiva, porque não sei o que escrever. Aliás, sobre o blog... Esse foi o ano em que menos escrevi. E não é porque eu não quero, ou porque tenho preguiça ou não tenho tempo. Eu não consigo. Não tenho inspiração, sei lá. Escrevo cartas às vezes, com destinatário definido e muito pessoais, portanto não é algo que eu postaria. Mas tentarei escrever mais, para o meu próprio bem.
Então, para finalizar, vou falar um pouco da parte acadêmica – que quem me lê sabe, nunca pode faltar. Devido à greve do ano passado, esse ano eu praticamente tive 3 períodos (semestres). Terminei o quinto, fiz o sexto e estou no meio do sétimo. As notas não estão lá aquelas coisas e já está todo mundo cansado do que acreditávamos ser interminável, mas ao ver os amigos se formando dá uma alegria de acreditar que esse dia chega, sabe? Então estou aqui, no último ano, penúltimo semestre, a alguns meses de me tornar uma Técnica em Mecânica. E tudo o que eu posso dizer agora, no fim dessa retrospectiva bem meia boca é, adeus e ATÉ O ANO DA FORMATURA!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Como interpretar um olhar?

Ela adora o jeito como ele a olha, apaixonado, sem dizer uma palavra. Aquele silêncio é um momento mágico, onde tudo pode acontecer. Inclusive nada. Apenas olhares apaixonados e dois corações explodindo de felicidade. Mas ela não consegue. Ela não consegue ficar calada. E ele não se importa. Ele conhece seu jeito inquieto, que tem medo de um olhar. Um olhar que pode dizer muitas coisas. Um olhar que ela tem medo de ler. Um olhar que nem sempre ela sabe retribuir, pois não sabe o que os olhos dele estão dizendo. E então ela fala. Fala qualquer coisa, joga conversa fora. Acaba com a magia, porque ela tem medo que a magia acabe de outra forma e ela não possa controlar. E então ela fala, porque sempre foi melhor com palavras. Porque as palavras também podem machucar, mas nunca, jamais machucariam tanto quanto um olhar mal interpretado.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Curitiba

Centro da cidade

Curitibano é frio, é reservado, é quieto, é mais fechado, e as pessoas reclamam disso como se em suas cidades o povo não tivesse suas peculiaridades também, nem sempre muito agradáveis.
Muita, mas muita gente, xinga Curitiba, diz que Curitibano é uma "raça" horrível e blá blá blá, mas ao contrário das pessoas de todas as outras capitais juntas, nós temos um grande diferencial: a partir do momento que alguém ousar falar uma palavra em desrespeito a nossa cidade, deixaremos toda nossa "antipatia" de lado e nos uniremos para protegê-la.
Eu amo Curitiba com todo meu coração por diversos motivos. Eu nasci aqui, eu cresci aqui, eu tenho amigos, família, uma vida maravilhosa nessa cidade mais maravilhosa ainda. Temos o melhor Transporte Coletivo do país, somos a Capital da Biodiversidade, temos pontos turísticos incríveis, teatros maravilhosos, e nossa cidade inspira cultura. Eu admiro muito Curitiba por tudo isso, principalmente a última parte. Sempre há peças teatrais de todos os tipos, em todos os cantos da cidade. Shows de música, comédias, dramas. Modéstia à parte, temos um povo extremamente culto e vivemos numa região - o Sul, de forma geral - que colabora mais do que qualquer outra para o desenvolvimento do nosso país. Sei que tem gente que diz que todo Curitibano diz isso, porque Curitibano é metido, acha que Curitiba é melhor que qualquer outro lugar - o que é verdade, porque amamos nossa cidade -, mas nós temos motivos para nos orgulhar. Curitiba tem defeitos, com toda a certeza, mas suas qualidades nos fazem ter um orgulho imenso de viver aqui.
Eu sou Brasileira e me orgulho disso. Às vezes peco em enxergar apenas o lado ruim do nosso país - que é bem grande, aliás -, mas sei que o Brasil tem suas qualidades e, independente do quanto alguém de outra cidade possa me xingar por dizer isso, eu acredito que Curitiba é um ponto alto do Brasil. Imaginem se todas as capitais fossem como a minha, o país não seria muito melhor? Curitiba é um exemplo e todos sabem disso, mesmo que hesitem em admitir. Muitas outras cidades tem seus pontos altos, exemplos que nós, Curitibanos, também poderíamos seguir. Não estou menosprezando nenhuma outra cidade, que fique claro. Estou só mostrando a vocês que, quem vem de fora e fica com essa impressão ruim, não sabe de absolutamente nada, apenas.

Como vocês puderam perceber ao longo desse texto, eu sou uma Curitibana fanática e jamais deixarei alguém abrir a boca para falar mal da minha cidade, mas é somente porque as qualidades superam os defeitos e tornam Curitiba o que ela é hoje, essa Cidade Maravilhosa, orgulho para seus habitantes.

E tenho dito.

P.S: Feliz Aniversário!

sábado, 2 de março de 2013

Encontrar o amor

Quando eu era criança, eu ficava pensando como funcionava essa coisa de encontrar o amor. “Poxa, com tanta gente no mundo, como eu posso ter a sorte de gostar de alguém que também gosta de mim? Há de ser uma enorme coincidência.”

Conforme fui crescendo, percebi que não se trata de coincidência. Na maioria das vezes, a pessoa que você gosta não vai gostar de você logo de cara, por isso é necessário conquistar. O amor não vem de graça. E essa coisa de se olhar e se apaixonar instantaneamente só acontece em filme.

Eu descobri que, na verdade, vai ter muita gente no mundo que vai te querer (querer ≠ amar). Quantos caras você já conheceu na vida? Com quantos já saiu, beijou, namorou? Por quantos caras você já se apaixonou? E por quantos você nunca sentiu nada demais? Esses caras nós conhecemos em festas, no colégio, no trabalho, na rua. E aí há uma atração, primeiramente física, e às vezes não passa disso. Eu descobri que muita gente no mundo vai gostar de você – ou da sua aparência – e querer te ter nos braços ao menos uma vez. E, no meio desses tantos, pode ser que se encontre o amor. Porque ele está nos mesmos lugares. Pode-se conhecer numa festa ou virando uma esquina. Pode-se dar um beijo e nunca mais encontrá-lo por anos. Pode ser um grande amigo que você nunca imaginou ser algo mais. O amor se esconde das maneiras mais estranhas nos lugares mais óbvios. E é por isso que você só o encontra quando não está procurando.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mordida

– Você é diferente de todas as mulheres que conheci – disse ele, com o olhar preso ao dela. – Eu não achava que você estava falando sério, mas você realmente pareceu falar o que pensava quando disse que ia salvar a humanidade de criaturas como eu. Nada ia obstruir seu caminho. E nada tem obstruído mesmo. Você é incrível. Sabe disso, não sabe?

Incrível? Ela era incrível? Ninguém jamais a tinha chamado de incrível. De estranha, sim. De bizarra, muitas vezes. De louca, inúmeras vezes.

Mas nunca de incrível.
                                                                                         Mordida, p. 38 - Meg Cabot