terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mordida

– Você é diferente de todas as mulheres que conheci – disse ele, com o olhar preso ao dela. – Eu não achava que você estava falando sério, mas você realmente pareceu falar o que pensava quando disse que ia salvar a humanidade de criaturas como eu. Nada ia obstruir seu caminho. E nada tem obstruído mesmo. Você é incrível. Sabe disso, não sabe?

Incrível? Ela era incrível? Ninguém jamais a tinha chamado de incrível. De estranha, sim. De bizarra, muitas vezes. De louca, inúmeras vezes.

Mas nunca de incrível.
                                                                                         Mordida, p. 38 - Meg Cabot

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Certos laços nunca se desfazem

Hoje reencontrei as meninas mais importantes da minha vida.

É tão bom ver que cada uma seguiu o seu caminho e hoje está feliz, mas sem esquecermos umas das outras. E mesmo que não nos vejamos com frequência, quando nos encontramos é sempre incrível. É como se não houvesse distância. E na verdade não há nada mais que essa distância física que precisamos aprender a combater. Não se pode deixar pessoas tão importantes irem embora assim tão fácil. Ou melhor, não se pode deixa-las partir, de modo algum. Pessoas que guardam em suas mentes e em seus corações – assim como guardo no meu – grandes lembranças de uma vida juntas. Uma vida compartilhada e muito bem vivida, creio eu. Conversamos tanto, lembramos de tantos momentos e tantas pessoas e tantas bobeiras. Não há nada melhor do que ter essas lembranças em forma de gente e poder revê-las e matar um pouquinho a saudade de um tempo que quase volta quando estou com vocês.

Porque certos laços nunca se desfazem. E certas pessoas nunca devem ir embora.

Ei, meninas, (esse texto está esquisito e feito às pressas porque as ideias iam e voltavam como um furacão, mas) o mais importante, não esqueçam: eu amo vocês!


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Noite vazia

Uma noite escura e vazia. Assim como estava a casa. Ouvia-se apenas a respiração de um sono profundo. Só ela ainda estava acordada. Tinha medo de encostar a cabeça no travesseiro. Tinha medo de pensar. Trazer boas lembranças e as más também. E a esperança. Sempre a esperança. Mesmo sem ter em que se apoiar, sem ter motivos para acreditar que vale a pena continuar… pensando.
Era uma tortura.

A noite estava escura e vazia. Assim como seu coração.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Quem somos nós, afinal?

Acredito que cada pessoa é uma junção de tudo o que ela vivencia, tudo que acontece ao seu redor. Não nascemos com uma personalidade pronta, criada somente para nós. Nascemos, crescemos e aprendemos, em meio à sociedade, as noções de certo e errado, bom e ruim. O que não significa que tudo o que a gente aprende é realmente aquilo e ponto final. Mas é isso que constrói o que somos. Acredito que a personalidade de uma pessoa se forma aos poucos, principalmente na adolescência, com grande influência do meio em que ela vive e de tudo o que vê por aí. Descobrimos o que gostamos, o que não gostamos, e isso vai montando nosso próprio ser. Pensando dessa forma, é difícil dizer de onde viemos, afinal, uma pessoa é uma junção de muitas pessoas e vivências, e essas pessoas são feitas de outras pessoas e isso nunca teria um fim. Eu não sei como tudo começou, de onde surgiram as ideias e os princípios que hoje a maioria da sociedade adota como corretos, apenas acredito que, ao longo do tempo, as pessoas vão aprendendo a interpretar essas visões de mundo de uma maneira própria, e é por isso que os ideais mudam de uma geração para a outra.
Tudo isso ocorre devido à filosofia. O filosofar faz parte de nós, seres humanos. Podemos andar tranquilos pela rua, distraídos e sem pensar em nada, ou pensando demais nos problemas e na correria do dia a dia, e então acreditamos não termos tempo para essas “baboseiras”. Mas a verdade é que estamos sempre refletindo. Por que eu gosto disso? Por que ele é assim? Por que isso é considerado certo e não aquilo? Coisas aparentemente sem explicação, e que pensamos não fazer diferença, na verdade nos afligem, despertam nossa curiosidade. Por que é isso que os filósofos são. Curiosos. Eles vão atrás de temas que as pessoas normalmente não se importam em tentar entender e, muitas vezes, essas reflexões cansam, pois parecem não nos levar a lugar algum. E às vezes realmente não levam. Trazem apenas o desconforto e a insatisfação por não encontrar respostas. Mas é isso que torna o filosofar essencial. O ato de filosofar nos torna livres, nos faz pensar a nossa própria maneira, nos tornando capazes de formular opiniões próprias e agir em função delas. Quando paramos de filosofar, acomodamo-nos. É como se aceitássemos que as coisas são assim simplesmente porque tem de ser assim. E não é justo com nós mesmos, depois de tantas reflexões, simplesmente cruzarmos os braços e aceitarmos que as coisas são como são. Por isso repito, o filosofar faz parte de nós, está dentro da gente, e podemos nem sempre chegar a respostas totalmente esclarecedoras, mas são as perguntas que nos movem, e é o não saber que nos leva a caminho da sabedoria.

Texto escrito em 19/12/12, a partir da análise e compreensão do texto A Natureza da Atividade Filosófica, de Marco Antonio Franciotti, para a disciplina de Filosofia.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Insaciável (2)

Já fazia algum tempo que tinha sido beijada por um homem com batimentos cardíacos e sangue pulsando nas veias... duas coisas que Alaric Wulf tinha em abundância. Ela podia sentir as duas coisas com intensidade enquanto ele a beijava com lenta deliberação... um beijo que ele parecia não ter pressa de terminar, um beijo sobre o qual ele parecia, se ela não estivesse enganada, ter pensado antes... pensado bastante. Alaric Wulf a estava beijando como se fosse o último beijo que daria em alguém em sua vida.

                                                                                          Insaciável, p.458 - Meg Cabot

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quando o fim é só o começo

2012 foi um ano muito diferente em milhões de aspectos. Começando com o colégio – sempre o colégio – e a greve interminável. "Férias" enormes que todos desejam, porém não recomendo. Ócio. Preguiça. Tédio. Até que ela finalmente acaba e, uns meses depois, o primeiro semestre finalmente tem seu fim. Um alívio me percorre. Aprovada em todas as matérias. E agora vem um semestre pior ainda. Mais umas semanas de folga entre um semestre e outro, quando na verdade todo o ano letivo já devia estar no fim. Consigo me matricular e agora é estudar pra valer. Três semaninhas de aula. As três primeiras semanas de um semestre que ainda será muito longo, e é isso aí, como se meu ano não tivesse acabado. Mas o fato é que: ele está acabando. Independentemente das confusões da minha vida acadêmica, o ano está aí, no fim, e o que eu tenho a dizer a respeito? Valeu a pena! É, esse foi um ano muito bom! Já disse em outra das minhas retrospectivas que é difícil dizer que um ano foi apenas bom ou apenas ruim. 365 dias é muita coisa. Muitos deles podem ser ótimos e muitos outros nem tanto, mas eu realmente acredito que esse ano teve mais dias bons. A greve foi horrível, foi um saco? Foi. Mas eu aproveitei esses quatro intermináveis meses de "férias" já que não as terei direito por um tempo. Posso dizer que foi uma experiência interessante. Desnecessária, porém interessante. Saí muito com amigos e me diverti. Aproveitei o tempo que tinha.

Falando em amigos, fiz novas e boas amizades esse ano. Conheci pessoas muito queridas, mesmo que apenas por um dia, mas que alegraram um dos 365 dias do meu ano. Me aproximei de pessoas que já conhecia e descobri amizades incríveis. Cresci muito. Foi um tempo de muito aprendizado. Sobre mim mesma, principalmente. Tornei-me uma pessoa menos dependente e aprendi a me amar mais. Está sendo ótimo me conhecer melhor e estou gostando disso, estou gostando de mim.

Assim como me aproximei de pessoas ótimas e que me fazem bem, também me afastei daquelas que só me faziam mal. Aprendi muito com as ações das pessoas ao meu redor. Cada ano eu cresço mais e aprendo a enxergar melhor quem me quer bem, e então vou trazendo essas pessoas pra perto, e afastando de mim os que nada acrescentam de bom. Eu estou muito feliz comigo mesma. Estou satisfeita. Comigo, com esse ano, com a minha vida atualmente. Posso dizer que 2012 foi um ano realmente muito produtivo.

Uma coisa muito especial que aconteceu esse ano também foi a dança. Sim, voltei a dançar. E não pretendo parar de novo. Tive muitos altos e baixos com relação à dança ao longo do ano, até que eu subi naquele palco enorme, com aquela plateia enorme, e todas as dúvidas, todo o estresse, tudo isso passou. Acho que nunca subi num palco com tanta vontade de dançar e fazer valer a pena a ida de todos os espectadores ao teatro. E aí ficam me lembrando do fato de que nem o Bolshoi lotou aquele auditório enorme e eu fico ainda mais orgulhosa da minha Escola e do trabalho incrível que fizemos. Ainda acho que não sou a melhor bailarina do mundo. Na verdade, ainda acho que danço bem malzinho. Mas a energia que eu senti foi tamanha, que tornou tudo ainda mais perfeito, e não há dúvidas que dessa vez vou prosseguir na dança, e espero que por muito tempo – sem pausas ou desistências.

Enfim, acredito que tudo de importante está aí, embora eu provavelmente esteja esquecendo de muitas coisas. Eu só quero agradecer as pessoas que estiveram comigo esse ano e fizeram cada dia mais feliz. E tudo que foi bom, tudo que eu construí, vai continuar comigo em 2013. E o que não foi, fica aqui, neste ponto final.


Parabéns aos sobreviventes, e Feliz Ano Novo!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Contato

Desaprendi como funciona a interação humana. Quero dizer, vejo pessoas interagindo todos os dias, e muito, mas eu não sei mais. Eu não sei mais como faz para saber como vai a vida de um amigo ou como ele se sente. Coisas que eram automáticas simplesmente eu não sei mais. Tenho vivido muito isolada no meu mundinho, chutando para longe qualquer um que quiser entrar. Isso tudo porque eu não fui aceita no mundo em que eu queria viver. Agora ninguém vive no meu. E, ao mesmo tempo, estou feliz. Estou me sentindo meio independente. A única coisa que eu "preciso" são séries e livros para me distrair, e isso eu consigo sozinha. Não vejo mais graça em passar uma tarde no shopping com os supostos amigos, sem fazer nada. Prefiro fazer nada sozinha, em casa. Quero muito bem meus amigos mais queridos e queria me aproximar (ou seria não se afastar?). Quero saber como estão, o que sentem. Quero ser útil, quero ser amiga, quero fazer contato. Mas eu não consigo. Sempre sou a última a saber das coisas e acho que isso em vez de me irritar chegou a um ponto em que eu não me importo mais. Se as pessoas não querem me contar da vida delas, por que eu vou querer saber? Já me esforcei tanto para manter (ou criar) esse tipo de vínculo e nunca adiantou. Podem dizer que estou desistindo, mas estou apenas deixando pra lá. Parece a mesma coisa, mas não pra mim. Estou vivendo para mim, sabe? Só pra mim e por mim. Um pouco sozinha, mas talvez seja a consequência de deixar de fazer tudo pelos outros e fazer um pouco por si mesma. Parando para pensar, eu nunca fiz tanto por mim como sempre faço por todo mundo. Eu só quero o bem de todos, e deixo bem explícito que estou sempre disponível para ouvir/ajudar/aconselhar, mas se ninguém quer, eu vou usar a meu favor. Por que desperdiçar tanta preocupação com quem não precisa, enquanto eu to aqui, precisando ser amada? E, mesmo que tudo isso seja muito estranho e confuso, estou feliz. Estou me sentindo independente. Estou sendo mais eu. Cada dia mais me convenço que sou melhor sozinha. E, afinal, ninguém nunca provou o contrário.