segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dia 4 - Carta para os teus sonhos



É difícil escrever para uma "coisa", ou coisas, no caso. Eu poderia fazer uma wishlist - bem grande - e falar um pouco a respeito, ou dizer coisas do tipo "Ei, França, um dia apareço aí", mas isso seria no mínimo bizarro. Poderia também falar para as pessoas que nunca acreditaram em mim, que eu cheguei lá - e ainda vou chegar muito, muito mais longe. Eu poderia passar horas e horas falando sobre tudo o que sonho ter/ser/fazer na vida. Eu poderia escrever uma carta para Walt Disney e para Dulce Maria, pessoas totalmente distantes cuja única conexão é que são minhas... inspirações. Fizeram-me acreditar em sonhos. Fizeram-me acreditar que posso realizá-los. Walt Disney realizou o seu, e eu posso dizer como é maravilhoso. Porque milhões e milhões de pessoas - como eu - sonham o sonho do Walt Disney, se é que vocês me entendem. E eu realizei, e isso é tão gratificante. E por mais estúpido, estranho, bizarro que pareça, eu quero dizer: Europa, um dia eu chego aí. Faculdade, um dia eu chego aí. E vou me dar muito bem e me formar com ótimas notas - espero. Melhor Engenheira de Materiais do país, um dia eu chego aí - essa é para a futura-eu. Acho que, afinal, eu só quero agradecer. Obrigada por me fazerem acreditar - essa parte é para muitas pessoas -, por me darem força, por não me deixarem desistir, por me fazerem tão e tão feliz! Obrigada por me manterem sonhando acordada, porque vocês valem/valeram/valerão a pena.

Ana Domingues, "an eternal dreamer"

(essa é do dia 22/07, publicada com alguns minutos de atraso hehe)

sábado, 21 de julho de 2012

Dia 3 - Carta para o teu irmão/tua irmã ou parente mais próximo

Eu te odeio! Odeio sua arrogância, esse seu ego maior que o mundo; odeio seu mau humor quando acorda (mas é engraçado às vezes); odeio você falando de futebol durante o almoço; odeio ter de dividir a tv com você na quarta-feira; odeio quando você pega minhas coisas sem pedir e nunca devolve no lugar; odeio quando você acha que manda em mim; odeio quando sou obrigada a ouvir suas músicas ruins; odeio como você se torna uma pessoa hiperativa e insuportável quando estamos jogando baralho; odeio quando você se mete nas minhas conversas com a mamãe ou com o papai querendo dar lição de moral; odeio quando você me pega choramingando sobre garotos pra mamãe e começa a jogar verdades na minha cara, mas adoro como você - do seu jeito torto - me consola e me manda parar de ser idiota; adoro quando você me protege; adoro quando você vem falar comigo de repente sobre a sua vida; adoro quando você quer me mostrar alguma coisa que achou interessante; adoro o fato de você ter ido correndo salvar meu celular (uma vez); adoro o jeito como você se importa comigo mesmo sem admitir. E mesmo que você seja maldoso e egocêntrico, você ainda é meu irmão. E não é porque você é sangue do meu sangue, ou porque você saiu da mesma barriga que eu, que eu me sinto na obrigação de gostar de você. Eu te amo porque, querendo ou não, eu aprendi a te amar.

Kika

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia 2 - Carta para o teu ex-namorado/amor

Não foi amor. Mal chegou a ser um relacionamento. Mas eu, como sou, consigo fazer caber tanta intensidade em apenas dez dias. Dez lindos dias. E por um longo tempo fiquei me perguntando porque acabou. O que eu fiz. Preciso parar de me culpar. Preciso parar de te culpar. Às vezes não sei se "culpa" é a palavra certa. E ai dos que vierem dizer que é o destino e blá blá blá. Não acredito. Você está muito longe de ser o amor da minha vida, e se o destino existe ele não se preocupa com "casinhos" como o nosso. Foi só uma página, ou um capítulo, aquelas metáforas do livro da vida, sabe? Mas mesmo que curto, posso dizer que você dá um capítulo inteiro. Aquela típica história dos amigos que não são tão amigos e começam a se aproximar e a se conhecer melhor e quando percebem querem ser mais do que amigos. Por quê? Meu Deus! Por que eu fui querer ser mais? Ah, se eu te dissesse a falta que tua amizade me faz! Éramos bons amigos. E podíamos ser assim até hoje, até os próximos 2 ou 3 anos, até o dia em que a gente se afastasse se o "destino" assim quisesse. Mas a gente foi inventar de querer ser mais. Éramos ótimos como amigos que trocavam mensagens o dia todo falando besteira e rindo de nada. Éramos. Nós. Passado. Eu não sei dizer se me arrependo. Não costumo me arrepender de nada (ou costumo mentir para mim mesma dizendo que não estou arrependida), mas é inevitável ficar pensando "como poderia ter sido". E como isso perturba! Poderíamos ser amigos, exatamente como era antes, ou até melhores. Poderíamos estar rindo no msn e você me contando da garota que está afim - se a gente chegasse nesse nível -, poderíamos nos aproximar cada dia mais e mais e quem sabe você até conseguisse se abrir comigo. Mas a garota fui eu. A garota da escola com quem você ficou. A garota do grupinho que você vê todo dia, mas não enxerga. Se bem que agora estamos melhor, não é mesmo? Você parou de fechar os olhos para a minha presença. Acho que estamos aprendendo onde é o nosso lugar. Amigos, somos melhor assim. Nada de tentar ser mais.

Ana D.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dia 1 - Carta para a tua melhor amiga ou teu melhor amigo

Você foi a pessoa que eu mais amei nesse mundo. Você era meu parceiro, meu irmão, meu confidente. Você era minha consciência. Eu sempre contava tudo sobre a minha vida, sobre como foi o meu dia, sobre como eu me sentia, TUDO. Porque eu depositava toda a confiança e todo o amor do mundo em você. Você me ouvia, me amparava, por vezes até me dava bronca, aquela coisa de irmão mais velho, sabe? Você cuidava de mim como tal. Mas com o tempo foi me esquecendo e hoje nem sei o que significo para você. Quando eu disse, no meu recado de Feliz Aniversário, que era pra você não me deixar, era mais como um pedido de socorro "Estamos nos perdendo, não quero desistir de você. Por favor, volta", e a ausência de uma resposta ao meu recado carinhoso e ao meu apelo foi o suficiente para perceber que não há nada a fazer a não ser desistir. Ou simplesmente não insistir. Só... não fazer nada. Deixar que o tempo cumpra o seu papel, nos afastando cada vez mais. Ainda bem que sempre tem pessoas novas entrando em nossas vidas, né? Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que quase todo mundo é substituível. Até você, veja só, até você pode ser. Vai ser difícil. Vai doer mais do que já dói, mas há um tempo já venho me acostumando com sua ausência e, querendo ou não, surgirão pessoas para preencher o espaço (enorme) que sua partida deixará.

Ana D.

Desafio das Cartas

Oi, gente.
Resolvi fazer o Desafio das Cartas, que consiste em escrever uma carta para uma pessoa específica conforme pede o dia do desafio, durante 30 dias.
Ou seja, durante um mês haverá posts novos diariamente (se minha inspiração não falhar e/ou ocorrer qualquer tipo de imprevisto - tipo uma viagem da qual acabei de me lembrar, hehe).
Só vou fazer uma mudança: o primeiro dia é uma "carta para tua paixão", mas eu vou deixar para o penúltimo.

Enfim, vamos lá c:

domingo, 24 de junho de 2012

Mil formas de amor

Meu amor por ti é delicado, cuidadoso, preocupado, curioso. Complicado. Meu amor é possessivo, desastrado. Às vezes irritante. É também exagerado, desmedido. Por vezes preguiçoso. É inseguro - quase mais do que eu. É um amor bobo, ingênuo, puro. Mas o mais importante, é que é amor, acima de tudo. É amor, das mais variadas formas.