quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tenho me perguntado frequentemente "onde estão meus amigos?"
Eu olho a minha volta e, mesmo com tantas pessoas ao redor, não encontro ninguém. Não encontro consolo em nenhum olhar, não encontro em nenhum ombro um apoio.
Venho tentando fazer novas amizades, mas a questão é que eu não sei quem são meus amigos de verdade, que merecem tal designação. Sei que sou um tanto "exigente". Quero que percebam que não estou bem. E sei que ninguém tem a obrigação de adivinhar como estou me sentindo. Mas ainda assim fico irritada. Está tão explícito. Dá pra ver a tristeza em meu olhar, mas... quem é que me olha nos olhos? Dá pra ver a solidão caminhando ao meu lado. Mas as pessoas estão ocupadas demais com suas superficialidades. Os outros só pensam nos outros, e ninguém se importa com ninguém. Curtição, piadas, gargalhadas... para essas coisas eles estão sempre lá. Mas e quando você está passando por dificuldades? Quando você está visivelmente abalado? E aí?
Talvez a solidão seja mesmo minha melhor companhia.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Era como uma amizade colorida. Éramos mais amigos do que amantes. E hoje nem sei o que somos. Não somos. Porque não existe mais nós. Sou eu, você, duas vidas diferentes, dois mundos distantes. Você me tirou do seu. Você me arrancou do seu mundo como quem arranca uma folha de um caderno com uma história mal escrita, uma folha cheia de garranchos cujo texto não lhe agrada. Mas vai ver foi isso mesmo. Você não estava gostando do rumo que nossa história tomava, não sabia como continuar, então arrancou a folha e jogou fora. Acho que para começar outra história. Ou não. Você não é bom nisso, não é mesmo? Nunca foi de se apaixonar. Mas quem o vê olhando para ela não diz o mesmo. Ela, a outra que você encontrou para tentar de novo. Eu vejo como você a olha. Você nunca me olhou assim. Eu vejo seu sofrimento por ela estar ali, tão perto e ao mesmo tempo tão inalcançável. E eu sei exatamente como você se sente. O pior de tudo é que você já foi meu. Mesmo que por pouco tempo, mesmo que por um piscar de olhos. E por algum motivo, alguma falha, algum descuido, você se foi. E dói mais quando você já teve a pessoa amada ao seu lado e ela simplesmente foi embora. Dói ficar pensando o que deu errado, porque acabou. Esse é o meu problema. Eu fico procurando erros, detalhes, algo ou alguém para culpar. Acho que é por isso que eu sofro tanto. Tão mais que os outros. Porque eu não sou como os outros. Talvez essa minha persistência em tentar consertar o que já está quebrado, estilhaçado, talvez essa minha insistência seja porque eu não entendo. Eu não entendo porque foi desse jeito. E eu não aceito. No meu mundo não era para ser assim. Você nem sabia, mas eu tinha um futuro para nós. E essas coisas, essas coisas não dependem só de mim, mas eu continuo insistindo, até entender que eu nunca vou chegar a um entendimento, uma explicação, uma lógica para tudo isso. E eu vou me achar a pessoa mais idiota do mundo por ter perdido tanto tempo. É, eu sei como acontece. Eu conheço as consequências. Mas eu sou assim. Não tem remédio.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Máscara

Descobri que disfarço bem minha fraqueza. Se às vezes desabafo com um amigo mais próximo, dois minutos depois já estou rindo novamente. É uma máscara involuntária que eu coloco. Sempre fui alegre, extrovertida, animada, e isso não é ruim. Mas as pessoas não me levam a sério. Ninguém sabe que existe uma Ana que também tem suas fraquezas, existe uma Ana que chora, existe uma Ana que sofre. Mas com meus amigos/colegas eu falo tanta besteira e dou tanta risada que engano até a mim mesma. E ninguém fala comigo sobre seus problemas, nem sobre os meus. Ninguém vê que eu tenho problemas. E que por trás do meu sorriso há uma alma esgotada e um coração em pedaços.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Tempestade

Parei para pensar e percebi como tenho pedido desculpa por ser eu. "Desculpa ficar falando disso", "Desculpa encher o saco", "Desculpa por ser assim". Por quê? Eu sou assim e dificilmente isso vai mudar. Eu faço o meu melhor, mesmo, mas eu tenho muitos defeitos. E eu preciso parar de mostrar isso, de deixar que meus defeitos se sobreponham às minhas qualidades, que, afinal, também são muitas. Eu tento "preparar" as pessoas, mostrar que não sou fácil de lidar e que é preciso muita paciência e carinho para permanecer ao meu lado. Não sou exigente. Sou carente. E tenho "manias". Mania de exclusividade, de querer atenção 24 horas. Meu pior defeito. Mas a verdade é que eu só quero ser única. Só quero ser única para alguém. Especial. Insubstituível. E de tanto mostrar meus defeitos, minhas qualidades se escondem e não há quem aguente uma garota chata que só sabe falar o quanto é dramática e carente. E ninguém enxerga quanto amor eu tenho pra dar. Porque ninguém abre espaço, ninguém está disponível para ser amado com tamanha intensidade. Já tive vários "alguéns" e estive de coração aberto para me apaixonar. Mas não dá tempo. Bate o desespero. "Você está distante", "O que você tem?", "Está tudo bem entre a gente?". E isso sufoca. E lá vou eu pedir desculpas por me preocupar tanto. Eu preciso de alguém que goste de mim de verdade e consiga superar essa fase comigo, sem muitas cicatrizes. Mas nunca passa disso. Nunca passa. São as pessoas que resolvem me deixar. E eu também tenho minha parcela de culpa. Eu tenho culpa de ser assim tão... tão eu. Eu sou a tempestade no copo d'água.

sexta-feira, 9 de março de 2012

[...]
- To aqui tentando escrever um coisa, mas fala.
- Eu já te falei, escrever não é mole, não, hein.
- Não sei nem como é que você consegue, tio.
- Bom, eu não consigo. Pra te falar a verdade, eu acho que nunca escrevi algo que realmente tivesse valor. Mas eu vou te contar uma coisa. Tá me dando uma vontade de escrever de novo sabe? Não pela vontade de ser escritor, mas uma necessidade, uma necessidade íntima, eu preciso escrever sobre a minha história. Acho que, se eu não escrever, eu vou sufocar. E não é pela literatura, é por mim, é pela minha vida.

A Vida Da Gente

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Seria tão mais fácil se um dia, de repente, você se apaixonasse por alguém, e esse alguém se apaixonasse por você, e vocês fossem felizes para sempre. Mas também nem teria graça. Você vive muitos "amores" até encontrar o Amor, o Seu Amor. Conhece muitas pessoas erradas até encontrar a certa, a pessoa certa para você que é a errada para as outras. A vida é um vai e vem. Ou melhor, um vem-e-vai. Vem, traz felicidade. Vai, despedaça nosso coração, traz tristeza, sofrimento, choradeira, leva embora nossa fé. E quanto tempo perdemos com isso? Quanto tempo fechamos os olhos para as tantas pessoas erradas que ainda virão? E quantas vezes, em meio a uma multidão, você escolhe a pessoa errada, enquanto a certa estava ali, a sua frente, esperando você chamar? A boa notícia é que, a cada "pessoa errada" que se vai, você fica uma-pessoa a menos de distância do seu Amor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva


Agora que eu já estou oficialmente de férias e já recebi todas as notícias ruins (leia-se notas), acho que eu posso fazer uma retrospectiva desse ano, até porque creio que não vá acontecer nada relevante nos próximos quinze dias.
Como todos os outros anos, esse foi bom e ruim. Um ano é muita coisa, é difícil que ele seja inteiramente bom ou inteiramente ruim, mas esse está mais para ruim, sinceramente.
Minha vida agora está dividida por semestres, na verdade, e o primeiro foi bom, mas o segundo, ou melhor, o dia de hoje, estragou o ano inteiro.
No primeiro semestre eu ainda tinha aula com a minha amada M61, meus amigos, as pessoas que eu estava acostumada a ver todos os dias, e eu gostava. O que me angustiava era a eterna dúvida "mudar ou não de curso?", mas ela deixou de ser eterna e eu decidi mudar, o que eu acho que foi uma ótima escolha - apesar dos pesares.
Estou feliz agora fazendo mecânica, mesmo. A mudança de curso trouxe uma série de consequências, como não estudar mais com os mesmos colegas, ter um horário todo bagunçado e frequentar quatro turmas diferentes. Mas eu sobrevivi, com algumas sequelas, se é que me entende, mas sobrevivi.
Não tenho muito o que dizer, na verdade. Não quero contar detalhes, nem devo, acho. Como pode perceber, só falei de colégio até agora, porque esse ano - mais especificamente nos últimos meses -, colégio era a única coisa na qual eu conseguia pensar. Essa segunda metade do ano foi realmente puxada, exaustiva, e infelizmente não trouxe os melhores resultados, mas o jeito é tentar melhorar ano que vem, mas tentar de verdade, com garra, e conseguir!
Sei lá, acho que é isso. Não foi uma retrospectiva de verdade, mas não estou afim de falar de coisas ruins, e coisas boas... não tenho muitas para contar hoje.
Adeus.